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Hoje é dia de quê?


Convite, alvorar

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Me desencontrei em meus encontros, me perdi entre meus achados, cassei quimeras como se fossem borboletas; tropecei, caí, ardi no fogo das emoções fugazes.

Nossos sonhares

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Sonhar só, é tão somente só sonhar, sonhar junto é sintonia, sinfonia do realizar, concerto, acerto dos sonhares.

Acredite, passará

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Quero te dizer, que tudo pode ser; mesmo quando parecer não ser. Quando a noite delongar, quando a chuva demorar passar; acredite, passará. Os sonhos são senhas, os quereres, chaves para algum lugar; no abraço da esperança, cabe o mundo, todo o mundo; o nosso realizar. Flores do futuro, sementes do agora; já não cabe nessa hora o que passou, ficar.

Há um milagre

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No desabrochar de cada flor, na semente minúscula, que guarda o potencial das maiores árvores; fauna, flora, biodiversidade. A pluralidade do cio da Terra, a redondeza que rotaciona, produzindo crepúsculos e alvoradas; nas montanhas altaneiras, nas profundezas abissais, na chuva fagueira, no fluxo do rio, fecunda ribeira; Nos corpos celestes, nos fenômenos terrestres, há um milagre.

Navegar é preciso, impreciso o tardar

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A vida é o barco, o mar é o viver; o tempo, o vento que nos sopra e o destino, o cais, porto de onde se vem , para onde se vai. Quem não deixa um porto, fundeado nas comodidades das ilusões, sonega-se o viver. Navegar é preciso, impreciso o tardar.

Bem me quer, mal me quer...

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Trago a poesia em minhas mãos vazias, a melodia de um bem querer; um ser sem ter, um tal porque. Sentimentos rotos, sonhos desbotados; um mal brotado bem querer de um malmequer. Um ter sem ser, um não porque.

Dunas ao tempo

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Vai a vida, leva o tempo, vaga a duna, sopra o vento; tempo, vento a nos soprar. Vagueia a areia do ontem e do agora, erra o destino a rumorejar,

Câmera da memória, clicar do agora

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Câmera das lembranças: momentos guardados, fragmentos resguardados, cliques, pedaços de tempo; o que passou e o que se foi, quem ficou, quem não se demorou Vivências e convivências gravadas, grafadas em nossa história, impressas, impregnadas na retina da memória Retratos em preto e branco, fotos coloridas, vida em seus tantos tons, revelados, desvelados dons.

Devolvam

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Nossa bandeira, nosso lema, nossas cores, nossas estrelas. Não são minhas, não são suas; não se prestam a ter um dono. São patrimônio de um povo, de toda uma gente. Quero querer escolher de novo, sem ter que ser isso ou ser aquilo, ter que ir pela direita ou seguir pela esquerda, bater continência ou engolir contingência; não quero ter que ter uma ideologia, um credo uma etnia. Quero vestir verde e amarelo, sem ser confundido: com um aloprado negacionista, um alucinado terraplanista, Alienado, um qualquer preconceituoso falso moralista. Quero ter orgulho de ser brasileiro independente de quem esteja no poder. Tendo a consciência de nossos tantos defeitos, ainda sim, poder curtir nossas qualidades; sem ter que ter vergonha, sem virar deboche ou se tornar piada, sem se prestar a meme da internacional risada. Quero de volta: o verde das matas preservadas, o amarelo das riquezas não descaminhadas, o branco desarmado de uma amada...

Toda uma vida

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Muitas vezes, passamos toda uma vida, convivendo sem conviver; calando palavras, manietando gestos de afeto, escondendo um olhar mais terno, nos sonegando uma maior interação. Por isso ou por aquilo, não nos permitimos ir além dos formalismos, das convenções, agindo com uma quase indiferença, tão diferente da emoção que pulsa em nosso íntimo. Mas deixamos o tempo passar, abortar as palavras, amordaçar os gestos, toldar os olhares; tantos nadas e silêncios se entulharem, esterilizando amizades, amores, oportunidades…

Paz e amor

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Onde cala o grito, grita o silêncio; os tolos gritam seus gritos tolos, os sábios silenciam... há paz no silêncio! e quando a paz puder gritar o grito silencioso do amor; haverá mais riso e menos dor,

Quero um novo normal, normal

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Não, não quero o velho normal, com suas doentias "normalidades"; nada das anormalidades de agora, nem tão pouco, as anomalias de outrora. Não pode ser normal: ser egoísta e indiferente, omisso e negligente; não ter empatia, a grana ter mais valor do que gente. Como pode ser normal? Religiões que desirmanam, ideologias que desunem, metodologias que emburrecem, teorias que embrutecem, práticas que desumanizam. Onde a normalidade?

Aniversariando, no giro do mundo

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Mais um aniversário, a Terra fez mais um circuito completo em torno do sol, rodopiando trezentas e sessenta e poucas vezes em torno de si mesma; dias, estaçóes, a folhinha, a agenda, o relógio… Embarcados nessa dadivosa “nave mãe”, giramos numa vertiginosa velocidade, vivendo e vivenciando, sobrevivendo e aprendendo, interagindo em prosa e verso; ora rimamos, ora não deu pra rimar. Contudo, com tudo e todos cumprimos os ciclos de mais um ano, marcado por crepúsculos e alvoradas que atestam a inquestionável redondeza do nosso planeta azul na dinâmica sinergia do viver.

Acura, a cura

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Nos depure a lida, nos apure a vida; que concerte a alma, consertando a calma. Venha desatar os nós, não nos deixar tão sós; acura a cura, apura a fé, a pura esperança. Reflorir sorrisos, ressorrir bonança; vacinar a sina, resgatar fiança.

Recomeço no fim

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O outro lado não é o reverso, É o verso do lado de cá, É a poesia que não finda, infinda do lado de lá. Na vida tudo passa, É o viver aprendendo a passar. Tristeza, ausência da alegria, escuridão, desconhecimento da luz;

Cativo canto, desamar

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Canta triste o passarinho, desaninho em triste dor, cativeiro não é ninho, desalinho o desamor. O desencanto finge canto, do cativo, o cativar; chora triste o cantador, canta a dor de nem saber chorar. A liberdade é seu ninho, seu aninho, poder voar; cantar livre uma toada, a madrugada acordar.

Falarei do amor

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Não falarei das guerras. Elas denunciam o quão desumano e estúpido é o dito ser humano. Não falarei do preconceito. Ele é coisa de quem o discernimento, não consegue transcender à órbita do próprio umbigo. Não falarei da morte. Ainda não entendemos a vida, muito menos seus "ritos de passagem". Não falarei da educação, saúde ou segurança pública. São demasiadamente inverossímeis. Não falarei dos Políticos. Grande parte deles afronta a dignidade, prostituindo a ética. Transformando a política num covil de embusteiros, ladrões e todo tipo de delinquente.. Não falarei do sensacionalismo. Ele aflige o espírito, deprava a realidade, adequando os fatos à baixeza de quem não tem qualquer respeito ou compromisso com a seriedade. Não falarei de religião. Muitas viraram grandes negócios onde a alienação aumenta a lucratividade. Não falarei de FALSA arte. Essa aberração que perverte a criação violentando os sentidos, na mais valia dos glúteos em detrimento do cérebro e ...

O ponto

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Pequenino no tamanho, mas nem por isso, pequeno na importância. É o "maestro" da leitura, rege o ritmo, o tempo, a "arte" da pontuação. Vem em trio nas reticências, para dizer que que o que ali termina não acabou. A vírgula faz uma pausa curta. Seguimento ou continuação traz uma pausa maior. Mas, quando não é tanto nem tão pouco, o ponto sobe na vírgula para um meio termo criar. Dois pontos anunciam que aí vem coisa! Já o parágrafo finda um bloco prenunciando outro que vai chegar.