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Hoje é dia de quê?


A cor dar aos tons de cinza

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Descolorido mundo moderno; monocromático, monotemático, isso ou aquilo; polarizada pasteurização. Nem branco, nem preto; entre o limiar de um e o beirar do outro, tangenciando a plena luz e a total sombra; um quase artigo indefinido, definido por sua indefinição de cinza. Concreta inconcretude da paisagem urbana; Muro cinza, cinza parede, rua, calçada…

Feliz escrita nova!

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Gente que “sabe tudo” sem saber de nada, se acha a se perder em cada cilada; escrevendo incerto nessas linhas tortas, esperando que Deus lhes acerte a rota. Fingindo atalhos, disfarçando caminhos, colecionando pedras de tropeço; dissimuladas pontes, disparatados muros. Improvisado rumo, desencontrado prumo; vão exumar velhas promessas de ano novo, que desvanecem, antes mesmo que o artifício dos fogos se apague nas retinas. Enquanto se permite: Velhas rotinas, velhos homens travestidos, mal vestidos do novo; velhacas máscaras, escrevinham “mudanças” para nada mudar. Vão bordando verdades alternativas, interpretando ao seu bel prazer, a linha do destino, o que não está escrito na palma de nenhuma mão; distraindo ideais, contundindo ideias, abortando sonhos… É preciso a cor dar,

Dependências

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De jogo, da droga, do logro; de ritos, sexo, de um mito; do ócio e do ofício; da pressa, da inércia; da lágrima e do riso; o ter, o não ter; de aparências, condescendências; do vício de um vício pra chamar de seu. A vida não cabe no molde dos seus ideais? O problema é seu! Ele tem o tamanho exato das contingências reais. E não adianta fingir. Não dá pra fugir de si! Para onde você for, aí você estará; testemunhando seus falsos quereres, seus desquereres tentando te enganar, autossabotar, ludibriar, entorpecer sua volúvel lucidez. Seus problemas não estão lá fora, não tem que, nem quem; quando o sujeito se permite fazer objeto, se assombra nas próprias sombras, se ensombra em seu ensimesmamento. Ilusões e desilusões se alternam, altercam-se a culpa e o remorso, a coragem e a covardia, a vontade e a apatia, liberdade e tirania, a agonia e o prazer...

Amor e tempo

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Duas forças incoercíveis, fúrias que intentamos conter: de uma, nascemos e morremos cativos; pela outra, vivemos a nos cativar. Mas, tempo que desembesta ou amor desembestado; não presta, deixa o sujeito avexado. Sob a tutela do tempo, pelo amor apanhado; não tem saída! É dar jeito no sem jeito, um ajeitar desajeitado. Com tempo e amor não se brinca, senão; complica descomplicar. Nada é como se quer, só um querer, o que eles querem. Tempo e amor, democráticos dominadores. Não adianta fingir que não existem, pensá-los, senti-los relativos; quando querem, se fazem absolutamente absolutos. Não tem Freud que explique, nem Einstein para os teorizar. Amor e tempo são sobre si. Pior! São sobre nós.

Tecnopoesia

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Nem boa, nem má: A tecnologia é pop, é arte; é parte do que se dela faz. Tem banda larga para mente estreita, desaproveitada, desconexa conexão; compartilhando fake news, curtindo false stories… Nomofóbicos disparatados, atarantados gadgets, “gadgente” tecnofágica, virtualizada. Tem a utilização escorreita, perfeita e sem abuso, o uso no uso que deve ter; não contuso nem confuso, parcimonioso favorecer. Profusas ferramentas, facilidades para a vida, dar mais tempo pro viver. O bem ou mal, a gente é que faz:

Notas do silêncio

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Muda, a lua intitula a noite e cada estrela qual um verso, escreve no firmamento, um poema estrelado. Em silencial simfonia, a madrugada, descortina a sossegada poesia de mais um dia. Silenciosas, brincam as nuvens brancas, simulam formas, entre os laranjas, os rosas, no alvorado céu a se azular. Silente raio de sol, se decompõe em cores; atravessando o vapor da neblina matutina, projeta na retina de um instante, fugidio arco-íris multicor.

Sem aviso prévio - Tributo a Marília Mendonça e companheiros

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Mal chegada, já é ida, a festa, o show… Nem começa e jaz, finda. Sem aviso prévio, despedida, frágil vida. Destino certo, incerta idade, sonoridade e dissonância do existir; mouco silêncio a calar o canto, surpreende o pranto, pranteando a sina; mal rascunhada desiderata, sem direito a errata para corrigir o curso, retomar o pulso, reescrever a lida.

Como cego ou não, fazer vídeos, gravar a tela do PC sem instalar nenhum programa. Filmar-se, editar...

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Nesse post, uma série de tutoriais sobre gravação e edição de vídeos para deficientes visuais e para iniciantes nessa arte dos vídeos. Primeiro estamos mostrando como fazer um vídeo, gravando a tela do computador sem precisar instalar qualquer programa. Se você usa o Windows 10 ou 11, basta pressionar a tecla Windows+Alt+R para começar a gravar, pressionando novamente Windows Alt R encerra a captura da tela do programa que você queira, ecetuando a Área de trabalho e o Explorador de arquivos; para esse vídeo, usamos o Movie Maker por sua acessibilidade e usabilidade.

Sem o bem te vi de um Bem-te-vi

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Sem um bem-te-vi, para cantar pra mim que bem te viu; as palavras fogem, escapolem; se recolhem no silêncio. Desarvora a inspiração, desalvora a poesia; retina deserta, rotina disserta; Só negando, sonegando você. O bem-te-vi não veio acordar a aurora, a noite, escrava de cada hora; tarda, demora, parece se perpetuar; desflorindo as cores, descolorindo as flores; desalquimia de te desencontrar.

Consciência humana, poema plural

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Quero um só poema humano, diverso do desverso de um mundo desigual; empático, enfático, plural. Sem necessitar: de normas, estatutos, regras, códigos; cotas para gente poder ser tratada como gente, como a gente. Um poema que se repare sem reparar em etnias e credos, na orientação sexual, no gênero, na estética, na condição social. Sem moralismo e com ética; para além de sagradas escrituras, sagradas posturas que nos façam irmãos. Sem deuses forjados por homens fingidos; ritos, dogmas mal paridos, atitudes que nos tornem malsãos. Sem carecer de efemérides para lembrar o que não podemos esquecer. Todo dia é dia de ser:

Vida após a vida, a morte da morte

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A vida infinda, estamos corpo mas somos alma, conforme todas as religiões, o espírito imortal, sobrevive, transcende ao corpo físico. Assim, a morte é um fenómeno da vida; uma transição, processo, recomeço.. . Qual borboletas que deixam seu casulo , nós deixamos o corpo e alçamos nosso voo espiritual, ascensional. Reencarnação? Ressurreição? Não importa! Tem que ser bom e do bem, semear coisas boas para colher o melhor para além daqui. Vida que segue vivendo a morte da morte, como vocês podem perceber no vídeo.

Abraço, nosso espaço-tempo

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No espaço-tempo de um abraço, fazer caber a mim e a você; nossos silêncios e nosso querer dizer, nossos anseios, nosso acontecer. Mas, soltos na distância: real ou imaginária, concreta ou abstrata, tangível, não... Nossos passos são retidos, nossos braços detidos, contidos nossos afãs. Trancados fora desse amplexo,

Vida de gado, ruminada sina

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Ruminando a sina feito gado; quem entra pro rebanho, toado, tocado no efeito manada; marcado, apercebe tudo, não percebe nada. Só ouviu dizer, seu chefe mandou fazer: Pra que pensar? Pra que querer? Se um só querer, nos quer o querer. Questionar? Pra que? Um manda, o outro obedece, prevalece o prevalecer-se;

Lar e casa

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Lar não é a casa em que se mora, é a casa que habita em nós; é o gesto que acolhe, a palavra que aconchega, é aquele achego pra gente se achegar. O desarmar de quem desama, conjugar do verbo amar. É a alma da calma, é a palma da outra mão encontrar; o teto, mesmo quando um teto falta, abrigo, quando não restam paredes para abrigar, o dar de si do se dar, oração que reside no coração. Casa se compra e se vende, se troca, empresta, aluga, ocupa, se invade; até se pode improvisar. Lar é outra realidade;

Pensar e pensamento

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O  pensamento vaga, barco que deriva em seu ir e vir; escapole do agora, desarvora no passado, se arvora num porvir. Em sua constante inconstância, o pensar, é cais, é porto, é parto; pensamento, um nosso arauto, Recadejando nossos risos, nossos ais; nos sendo, não nos é, apenas de nós intenta.

Coisa de criança

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Na dicotomia entre "coisa de adulto" e "coisa de criança", vamos trancando, maltratando nossa criança interior. Para não nos sentirmos infantilizados, assumimos a postura infantil de abrir mão da ludicidade, da simplicidade, espontaneidade e outras tantas coisinhas que trazem felicidade, bem-estar, leveza, suavidade para o viver. Depois: entristecidos, deprimidos, ensimesmados... Negamos o menino, a menina que tenta sobreviver dentro de cada um de nós. Apercebidos que felicidade é bem, "coisa de criança"; da nossa criança que quer brincar, viver.

Uma boa noite

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Natureza adormecida, convida à madorna a cidade; contrariada, a rotina se recolhe, acolhe o cotidiano o desapressar. O corpo pede cama, a alma pede calma; o espírito se projeta, desdobra-se o inconsciente, despe o consciente, veste o onírico. Sonha, viaja, busca; persegue o eu lírico do seu melhor;

Conhecidos desconhecidos

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Nos conhecemos, nos desconhecemos há tanto tempo. Refugiados no silêncio: Nossos sentimentos não disseram nada, nossos pensamentos não falaram tudo. Mudos; não fomos além, ficamos aquém de nós dois. Absortos, vagamos entre pegadas sopradas pelo tempo, vento devorador de primaveras; das flores não plantadas nem colhidas, dos sonhos não sonhados nem vividos; distraídos, assistimos o destino passar... Nos conhecemos há tanto tempo. Mas, há tanto tempo nos desconhecemos.