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Hoje é dia de quê?


Novo por dentro; advento ou eventualidade

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Hoje, que ontem era futuro, amanhã já passou. A gente procrastina, como quem ao destino destina, nosso desatinar. Sempre posterga; prum ano novo remediar. Sem se fazer novo por dentro, não se faz advento, só, eventualidade. O futuro alimenta a ilusão, finge estar distante, quando a um instante está. O hoje, que ontem era futuro, amanhã já passou. E o que num momento fez-se aurora, noutro, sem demora; outrora se tornou. Mas a gente procrastina, como quem ao destino destina, nesse nosso vão desatinar. Queremos sempre o novo, pra de novo protelar; nova hora, novo dia, nova agonia; pra no ano novo consertar. Delirando colocar rédeas no tempo, velho homem em desalento, velhacas utopias, fantasias e lamentos.

Chapeuzinho verde - Antonio Pereira Apon

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Chapeuzinho Verde era uma menina muito preocupada com a natureza, ela cuidava dos animais e das árvores, que eram todas suas amigas. Ela se chamava Chapeuzinho Verde, porque usava um mimoso chapeuzinho dessa cor, o que ela mais gostava de fazer era conversar com as árvores: - Olá dona árvore! Como vai? Belo dia, não? - É um belo dia chapeuzinho e eu estou muito bem, estou carregadinha de frutos doces e saborosos, você quer um? - Quero sim dona árvore; e se não for incomodar, também quero descansar aqui embaixo da sua sombra, respirando esse ar puro da floresta, sem nenhuma poluição. - Você nunca incomoda minha amiguinha, fique a vontade. Nesse instante a conversa foi interrompida pelos gritos do coelho que corria esbaforido, como quem foge de uma assombração: - Socorro! Socorro! Se escondam todos!!!

Para não dar o braço a torcer

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Não enxerga o que vê, não escuta o que ouve; tomando o errado por certo, erra. Perturbada ação, perturbação. Fala, mas nada diz. Assim, descaminha e desencaminha a humanidade; trevosa, raivosa, doente. Tem gente, que não enxerga o que vê, não escuta o que ouve, não diz o que fala, não sente o sentir, nem pensa o pensar. Tomando o errado por certo, erra. Para não dar o braço a torcer: abraça o incerto, aceita o “fake” como “news”, a mentira qual verdade; por orgulho e vaidade, feito gado mal toado, termina atolado, que nem vaca que foi pro brejo.

Anelo - Legendando fotografia literária no blog Espiritual Idade

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Verde, anelar de azul e amarelo para nos salvar do calorão, do efeito estufa dessa climática conturbação. Vida pra gente pro planeta viver; verdejar. O verde, anelo do azul junto ao amarelo; azulado céu e mar, amarela luz solar. Fotossíntese, verde síntese que há de nos salvar; clorofila, mãe e filha, verde flor de toda cor. Para além dos cinzas, para lá de nós, pra nos resgatar da dor,

Bom dia para um, bom dia!!!

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A página em branco de mais um dia, convite; para escrever, desenhar, pintar, compor na arte da vida e do viver, a possível poesia de um bom, bom dia!! Quando a noite desce sobre os telhados, repintando a paisagem, a silhueta arquitetônica; os corpos dormem, as almas sonham, pesadelam; vagam entre as sombras conscienciais, deambulam na penumbra existencial, entre luzes artificiais, o bem e todo mal.

Irmãos em guerra

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Judeus e Palestinos, o DNA confirma: filhos de Abraão. Mas, fundamentalistas, extremistas; customizam o “sagrado”; adequam Deus, aos interesses seus. Um, filho de Sara, o outro, de Hagar; Isaac e Ismael, judeus e palestinos; a ciência afirma, o DNA confirma: ambos, filhos de Abraão. Mas, hipócritas fundamentalistas, demagogos extremistas; “ desescrevem”, customizam o “sagrado” nas escrituras; adéquam Deus, aos interesses seus. Triste guerra fratricida, insana, caimita abominação. Políticos desonestos, religiosos funestos, intruja conspiração. Morre o civil e o militar, morre a verdade, vige a geopolítica do lucrar.

A cor da gente

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Não diz da gente; não implica em tristeza ou alegria, carrega a poesia de se ser quem se é. Sem tolices conjunturais, sem cretinices estruturais... A cor da gente, é a cor e tão somente; não superioriza nem cabe inferiorizar, não nos mente nem desmente, bota ou desbota; não diz da gente. Não é sentença, detença, destino ou sina. É a cor e tão somente. Não implica em tristeza ou alegria, carrega a poesia de se ser quem se é. Sem as tolices conjunturais, as cretinices estruturais; a cor da pele, é a cor e tão somente.

Travessia, saber que não sei

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Tropeçando em minhas dúvidas, até nas certezas; vou tentando equilibrar nessa travessia, a vida, entre a ignorância e o saber, o curso do percurso... Eu que “sei de tudo”, mesmo quando não sei de nada; sigo tropeçando em minhas dúvidas e até nas minhas certezas, consigo tropeçar. Cheio de perguntas sem respostas, de respostas sem perguntas; vou tentando me equilibrar, avançar, nessa travessia que é a vida.

O “criado-mudo”, cansou de calar - Dia da consciência negra, consciência humana

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Basta de “nigrinhagem”! De “coisa preta”, “lista negra”, “ovelha negra”? “mercado negro”? “Mulata”?! “Homem de cor”?! “Magia negra”?! Pare de “judiar” da gente! “Inveja branca” o escambau! Racismo estrutural? Grande desvergonha, nem banho de Creolina para limpar. Não venha com esse “samba do crioulo doido”, “A cor do pecado” é qualquer cor. Não adianta desculpa “Feita nas coxas”, “meia tigela”, “a dar com pau”, “chuta que é macumba” essa coisa de “dia de branco”; “não sou tuas negas”. Já deu, essa treta de “doméstica”, “estampa étnica”, “serviço de preto, “pé na cozinha”; vá domesticar seu discernimento!

Marketing digital, verdades e mentiras; influenciadores espertalhões e seus iludidos seguidores

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Cada caso de sucesso, centenas, milhares de insucessos. Jovens e adolescentes tardios (passados dos 30), seguem o canto de sereia do marketing digital, como os desavisados do mito grego, só acordando tardiamente, dando de cara com as duras pedras da realidade. Como em todas as áreas da atuação humana, existem pessoas sérias e gente nem tanto. No marketing digital, não é diferente; ao lado de profissionais responsáveis, honestos e confiáveis, pulula uma horda de aventureiros inescrupulosos, tentando vender o ganho fácil com o menor esforço, pouco estudo e outras coisitas agradáveis aos sentidos desavisados que, sonhando com seu eldorado, terminam com “ouro de tolo”, verdadeiras piritas nas mãos. É certo que se pode ganhar muito dinheiro com o marketing, mas não sem muito estudo, trabalho, esforço, investimento e um tanto de sorte. Muito diverso do discurso falacioso e mercenário de influenciadores que apenas querem vender a fantasia da riqueza instantânea, o paraíso dos lucros con...

O espírito do homem e o homem do espírito

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Como disse Paulo de Tarso: “O homem só morre uma vez”. Já o espírito, esse morre e renasce quantas vezes forem necessárias. Dia de finados? Dos mortos? A vida segue além da vida. O homem da vez, só morre uma vez; da próxima vez, já será outro o homem. O espírito é único, os corpos são múltiplos. O homem do espírito, o espírito do homem. Como o ator que não morre com esse ou aquele personagem, ressurge noutro após cada espetáculo findar. O homem do espírito, morre com a morte, o espírito do homem, transcende imortal.

Menina, me nina

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Um poema de aniversário para minha mulher menina, que me nina os sonhos e inspira a realidade. Minha pequena Rosi, little Rosi do meu coração. Minha mulher menina, me nina a poesia de te amar, acordado sonho, te encontrar. Partilhar as flores dessa sua primavera, à vera, girassóis ao sol do seu olhar.

Seja archote, a sorte

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Busque, busque-se numa fagulha de esperança, chama de confiança, lume de acreditar, a sorte de descrer no azar. Não ser um caso perdido, ao acaso... Se a noite do desânimo descer, crescer a sombra da desesperança, a ansiedade se achegar, chegar o gelo da depressão, a frigidez de se desencontrar. Busque, busque-se numa fagulha de esperança, chama de confiança, lume de acreditar. Seja archote, a sorte de descrer no azar. Não ser um caso perdido, folha pro vento do acaso soprar. Sujeito e não objeto, projeto; se superar.

O estagiário 2. Barrados no céu

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São Pedro. - Colocar um estagiário de extrema direita, com certeza, transformaria o céu num Brasil. Deus nos livre! Só o Xandão na causa. São Pedro foi chamado para uma audiência com Deus e pediu para um estagiário tomar conta da portaria do céu. Menos de uma hora depois, o porteiro celeste, retorna apressado: - Mas o que você pensa que está fazendo? Estão chovendo reclamações no Serviço de Atendimento Celestial! - Eu?! Nada São Pedro! - Você barrou a entrada de uma generosa senhora que abrigou e cuidou de dezenas de órfãos e socorreu outras tantas pessoas durante sua vida na Terra... - Ela era de candomblé. Era macumbeira... - E o dedicado médico que aliviou as dores e se desvelou no atendimento aos pobres, aos quais jamais negou socorro? - Mas ele era homossexual! - O que você tem a dizer sobre o professor que tirou inúmeros jovens do caminho do crime, educando com amor? - Esse era ateu! - Um político honesto! Você barrou um dos raros políticos honestos que só vez por ou...

Investimento - Na "bolsa" da vida, na "carteira" do viver. Qual o nosso?

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Arriscar a saúde, é prejuízo! O curto prazo, na aposta na sorte o risco do azar. Deus aplicou talentos, no longo prazo humano, nossos riscos... E você? Assim como na vida da bolsa, na bolsa da vida, é preciso saber investir. Arriscar a saúde, costuma dar prejuízos impagáveis; o investidor termina perdendo o que pensa que ganhou, para não conseguir recuperar o que verdadeiramente perdeu. Aplicar pouco, na carteira dos afetos e relações; desdenhar os fundos, indexados pela empatia, fé, solidariedade… Especular na volatilidade do curto prazo, descuidar dos ativos; da paz, da felicidade, do equilíbrio... Eis outras aplicações danosas: Apostar na sorte no risco do azar, jogar no acaso, não se responsabilizar, acreditar no lucro a qualquer custo, sobreviver no susto dos índices a flutuar.

Quem te ensinou? - Dia do professor, 15 de outubro

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Ler e escrever, interpretar, compreender a ciência da vida, a arte do viver. A escola que cola, sem precisar colar. Professor. Eis quem te ensinou. Quem te ensinou a ler e escrever, interpretar, compreender; entender a ciência da vida, a arte do viver. Lidar com a língua culta, a História por vezes inculta; a matemática implícita, a filosofia oculta. A geometria do destino, o beabá do tino, o desatino de ignorar. A física das coisas, as coisas da química, a humanidade do sentir e pensar. A biologia da gente, da semente o seu brotar. Da Terra rotunda, o peso que afunda, a leveza a flutuar.

Bom ânimo

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Sol, rio, semente... E a gente? A breve flor do ipê, faz a sua parte; natural arte, independente de porque, pra quê? Acorda o bom ânimo que dormita. Todo dia o sol se anima a brilhar, não desanima com a noite que passa, com a tempestade que passará. O rio flui animado, segue o curso do viver; mais lento ou acelerado, ruma ao mar a acontecer. Corajosa, a semente escapa da cova escura, pequenina e obscura, faz-se em frondoso florescer. Destemida, a breve flor do ipê, desabrocha, faz a sua parte; natural arte, independente de porque, pra quê?

Surtados

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Desachados de nós mesmos. Muita arma, pouca alma; balas perdidas, encontrando quem não se perdeu. Caricata supremacia, delírio da brancura mestiça. Ansiosos, deprimidos, nos achando tão perdidos; escondidos de nós mesmos, de tudo e de todos. Cotidiano psicótico, neurótica rotina, tempos surtados. Muita arma, pouca alma; balas perdidas, encontrando quem não se perdeu. Audiência de custódia: cidadão preso, bandido solto. Misericórdia! demônios negacionistas, travestidos de homens de Deus; estúpidos, mal disfarçados de conservadores; desfaçatez, conservam dores. Tarja preta, para a caricata supremacia tupiniquim, delírio da brancura mestiça, surto da descaração. Descarada ação de maldizer, de malfazer; legislar em causa imprópria, prostituir o vão poder.