Natureza a ensinar: Tudo tem um tempo certo. O homem incerto, intenta da lição declinar. Tem tempo de calor e de frio, florir ou frutar; abstinência e cio, arribar ou ficar. Tempo de enchente ou vazante, chuva e estio; cheia ou minguante, fome ou fastio. Plantar e colher, viver e morrer; tempo de chegar e de partir, de vir, de ir. Tempo de crepúsculo e de alvorada, escassez e fartança, quietude ou revoada, falta ou bastança. Colorir, descolorir, folhar, desfolhar, apagar e reluzir, hibernar, despertar. Tempo de mudar tudo! De deixar como está; germinar e brotar, verdecer e maturar, insistir ou desistir, afrontar ou se entregar. Assim a translação das estações, rotação dos dias, fluxo, refluxo, ciclos, reciclos. Vida que ensina, existir que se afirma, homem que se nega a aceitar. Sobrevive em casulos estéreis, em suas florestas de concreto e asfalto; zumbis débeis, respirando, dos hidrocarbonetos o flato. Ruminando: