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Mostrando postagens de março, 2017

Hoje é dia de quê?


Não há pulso, não há fluxo...

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Mata a mata, desmata sem dó. “Morrentes" nascentes, terra a secar; seca, pó, extingue o cio do chão. Não há pulso, não há fluxo…

Moinho da vida, mó do tempo

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Vida, moinho que gira. Tempo, a sua mó. Estilhaça e mói, desgasta, dói, tritura, corrói, converte, reverte; mistura, refina, amassa, afina, processa, transforma,

Aposentadoria póstuma. Uma reforma de morrer

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Quando político diz uma coisa, na realidade, ele quer dizer algo muito diferente. Em bom politiquês: Verdade é mentira, honesto é desonesto, suruba é culto religioso, doação de campanha pode significar lavagem de dinheiro… Portanto, “reforma previdenciária, bem traduzido,”, é o eufemismo politicamente correto para dizer que o trabalhador só vai se aposentar depois de morto! É o projeto post mortem que bem pode ser chamado de: Sacana - Serviço de assistência ao cidadão aposentado no além. Vai funcionar mais ou menos assim: O pobre trabalhador que não teve estudo que prestasse, que não tem assistência médica adequada, mora mal, muitas vezes nem tem saneamento básico… Terá que se virar para tentar sobreviver até os 65 anos, após contribuir desde a adolescência com a previdência. Assim, já com um pé (ou os dois) na cova, ele estará habilitado para gozar sua aposentadoria por tempo para a morte. Seu benefício será convertido em “Bônus-Hora” pela cotação do dia do pagamento e estará sujei...

Salvador. A sempre “Cidade da Bahia”

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Proverbial Cidade do Salvador, encanto de Todos os Santos, encontro de todos os credos. Miscigenada por essência, brasileira terra afro-lusitana; morena mátria da pátria, capital primeira, recanto primaz do Brasil. Pictórica e arquitetônica, sinfônica e popular; tempero, dendê e dengo, “dim dom dom” de berimbau.

O assédio de Cassandra e a queda de Troia

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Quem pensa que assédio é alguma novidade, está enormemente enganado. Na antiguidade, esse “jogo” de dominação, rolava de A a Z, ou melhor, de Apolo a Zeus. As aventuras e estrepolias de Zeus, o “altíssimo pegador” do Olimpo, são famosas, contadas em prosa, verso e machismo. Entre outros tantos, Apolo também aprontou. A mitologia grega, até parece delação da “Lava Jato”, compromete “deuses” e o mundo. Mas, vamos ao que interessa: Os irmãos gêmeos, Cassandra e Heleno, filhos do rei Príamo e da rainha Hécuba de Troia, brincavam no Templo de Apolo. Sem se dar conta do tempo, as crianças brincaram até tarde demais para voltarem para casa e ali mesmo foram acomodadas. No dia seguinte, os dois ainda dormiam, quando, aterrorizada, sua ama, flagrou duas serpentes passando as línguas por suas orelhas. Ilesas, as crianças desenvolveram uma sensível audição que lhes permitia ouvir os deuses. Cassandra cresceu formosa, devota servidora de Apolo. Tão dedicada que provocou a paixão do “deu...

Naturais lições

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Natureza a ensinar: Tudo tem um tempo certo. O homem incerto, intenta da lição declinar. Tem tempo de calor e de frio, florir ou frutar; abstinência e cio, arribar ou ficar. Tempo de enchente ou vazante, chuva e estio; cheia ou minguante, fome ou fastio. Plantar e colher, viver e morrer; tempo de chegar e de partir, de vir, de ir. Tempo de crepúsculo e de alvorada, escassez e fartança, quietude ou revoada, falta ou bastança. Colorir, descolorir, folhar, desfolhar, apagar e reluzir, hibernar, despertar. Tempo de mudar tudo! De deixar como está; germinar e brotar, verdecer e maturar, insistir ou desistir, afrontar ou se entregar. Assim a translação das estações, rotação dos dias, fluxo, refluxo, ciclos, reciclos. Vida que ensina, existir que se afirma, homem que se nega a aceitar. Sobrevive em casulos estéreis, em suas florestas de concreto e asfalto; zumbis débeis, respirando, dos hidrocarbonetos o flato. Ruminando:

Carnaval... Já é ano novo! Shalom! Salam-aleikum! Namastê! ...

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No Brasil, ano novo não é questão de calendário, é coisa de ponto de vista; tem quem acredite em um de janeiro, mas tudo acontece mesmo é depois das cinzas do carnaval. Um chão cinza coberto de confetes e serpentinas coloridas, com um grande desenho esbranquiçado de um relógio ao fundo (como se fosse feito com pó ou giz). Em primeiro plano há duas máscaras de festa no estilo carnaval/baile de máscaras, com detalhes brilhantes e penas escuras (uma tem um toque de pena vermelha). Entre elas e ao redor aparecem restos de festa: serpentinas, confetes, uma bexiga amarela murcha e pedaços de material rasgado, dando a sensação de que a comemoração acabou e ficou a bagunça. - Imagem do Gemini, descrição baseada no Be My Eyes. Essa postagem fez parte da inspiração para o seguinte vídeo: p>Passada a febre consumista do fim de ano, onde o coadjuvante Noel tem se apropriado mais e mais do protagonismo da natividade; atravessada a pasmaceira, intermezzo compulsório dos janeiros. Pa...