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Mostrando postagens de setembro, 2019

Hoje é dia de quê?


Brasilidades. Presos e soltos

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... Perdeu! - Berra o ladrão. Perdeu! - Urra a urna. E o povo na furna; tremendo, temendo, com medo de assalto, medo da morte, da falta de sorte… Esse randevu; manda tomar um trago, tirar um sarro dessa nossa dor. Tem que blindar o carro, tem que pagar mais caro, posar de otário! Comer o pão que o político amassou... Antonio Pereira Apon. Presos vivendo soltos, soltos sobrevivendo presos; o cidadão na grade, o ladrão na rua. Audiência de custódia, pensão, perdão, misericórdia. Aos mal presos, celulares: Para comandar o tráfico, para dirigir o trágico, para fazer conluio; desmandar matar e morrer. Filhos da luta, pagando a filhos da outra, a quem não labuta; farto tributo, parco retorno. Tem que bancar a conta, tem que aguentar afronta. Perdeu! - Berra o ladrão. Perdeu! - Urra a urna.

Contra ser contra por ser

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... Não caio nessa treta, mutreta da polarização. Não sou devoto, não pago dízimo, periódica dízima, dizimar da corrupção. Meretrício ideológico, fisiológico; suruba de política com religião. Farisaísmo hodierno, nome de Deus em vão... Antonio Pereira Apon. Não sou contra ninguém, só não advogo o arbitrário; combato, critico o malfeito, seja quem for o salafrário. Não importa, se de esquerda, direita…

O sonho. Desejo de um doador

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... quero doar os órgãos que já não me servem, como doei aquele monte de brinquedos com os quais eu não mais brincava, mais que fizeram a alegria das crianças do orfanato; e as roupas “ainda boas” que já não davam em mim, os sapatos que eu “perdia tão rápido”... Antonio Pereira Apon . Euclides, um motoboy, como de costume, estava com extrema pressa para fazer suas entregas. Vinha já em considerável velocidade, quando percebeu o semáforo entrar no amarelo. Acelerou tudo o que pôde, calculando que conseguiria ultrapassar o ônibus que ia a sua frente e fazer a curva antes do sinal ficar vermelho. Errara por poucos centímetros... Atingido pelo coletivo, rodopiou na pista com sua moto e foi violentamente arremessado ao solo. Seu capacete “ching ling paraguaio”, não resistindo ao forte impacto com o asfalto, espatifou-se... 10 minutos se passaram para que as motolâncias do SAMU conseguissem vencer o crônico congestionamento de Salvador. Os dedicados socorristas conseguiram reverter o...

Fazer o bem. Sem olhar a quem

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... afresco de Michelangelo, metáfora da criação; Criador toca a mão da criatura. Qual numa irretocável pintura. Se toque! Toque a mão do próximo, acolha a mão do outro... Antonio Pereira Apon. Não importa quanto tenha ou não no banco, ser negro, amarelo, vermelho, branco… Etnia não conta. Afronta! Desinteressa o gênero; masculino, feminino, supostamente indefinido… Isso é efêmero. Católico, espírita, ateu ou protestante… De esquerda ou direita, anarquista ou conservador; religião é irrelevante, ideologia?! Faça-me o favor!!! Gentílico, naturalidade, casta... Doe, doe-se, se doe!

A resposta é “invisível”, mas, está aí

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... A resposta que você procura, está bem aí onde você ainda não aprendeu a ver. Reveja! O arco-íris, guarda cores insuspeitas; as palavras, escondem sentidos que vão mais além do literal. Muitos se atêm ao visualmente explicitado, não percebendo as entrelinhas, o implícito, as nuances; a “invisibilidade” subliminar. Fazendo uma leitura limitada, parcial. Inclusive da vida... Antonio Pereira Apon. Muita gente alimenta a pretensão de ter respostas, concludentes, categóricas e irretocáveis, para quase tudo. Ignorando a inexata ciência das percepções e apercepções humanas, tão relativas. Intentando enquadrar a vida num plano cartesiano, negando sua multidimensionalidade, não enxergando além do que “vê”. Se perguntarmos: quantas cores tem o arco-íris? Certamente, a maioria das pessoas se apressará em responder: “sete”. Os mais estudiosos, ainda complementarão: “elas se apresentam sempre nesta ordem; vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou índigo) e violeta;...

O jogo da vida

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... não é competição, ganhar ou perder; aprender! Eis a grande questão. Nada de senha secreta, password especial… Nessa “brincadeira” tão séria, pular de fase?! Não dá! Resultado é: Ter o super poder, de, em não tendo super poderes; sobreviver, viver! ... Antonio Pereira Apon.  Não cabe na sorte dos dados a rolar, intolerante com o blefe, as cartas na manga, o acaso da roleta a girar; abomina a rinha, aporrinha; despreza a aposta, não é jogo de azar.

Nós a sós, equilíbrio da viagem

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No blog Filosofando na vida , a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 98ª participação nessa blogagem coletiva, intitulada: Poetizando e encantando . A vida, uma viagem, travessia, corda bamba do existir; equilíbrio entre o que foi e o que há de vir. Na mala, nós a sós e nada mais; sobre o fio do tempo, sob o olhar das Graças, sem perder a graça de saber sonhar.

Rosa

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... poesia daquele momento. Presença em silêncio que se revelou; num jeito sem jeito, perfeito instante imperfeito... Antonio Pereira Apon . Pensei ser Rosa mas rosa não era; não que a flor seja mais ou menos bela... com o nick de sonho teclou mil perguntas e às minhas silenciou. Igualmente em silêncio chegou como um verso; incógnita compondo a poesia daquele momento.

Virtual

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... Diverso do amplexo estreito, do aconchego no peito, da conexão total; corações e corpos em rede. "Download" de afeto, "upload" de... Antonio Pereira Apon . Ele e ela ante a tela fria teclando emoção, via modem fluem corações, bit que vai, bit que vem, prazer binário, sentir cibernético, afago digital... coisas modernas, cibercupido, amor virtual, irreal. Diverso do amplexo estreito, do aconchego no peito,

Atire a pedra

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... é nó ou laço, espinho ou flor; é lágrima, orvalho, pedra, asa ou mero amor! ... Antonio Pereira Apon . O amor: é nó ou laço, espinho ou flor; é lágrima, orvalho, pedra, asa ou mero amor! É céu, inferno, fogo ou água, caminho, descaminho quem não trilhou?

Ao sol, como nós, os girassóis

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... Nessa parte da esfera, setembrina primavera; lá pra cima, sem mistério, é outono outro hemisfério. Giramos nós e os girassóis, ao sol de cada dia; entre crepúsculos e alvoradas, lida, vida de nós, deles florada. Colhe os sóis em flor, a flor inspiração; miméticas réplicas do astro rei, sua personificação... Antonio Pereira Apon. No blog Filosofando na vida , a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 97ª participação nessa blogagem coletiva, intitulada: Poetizando e encantando . Ao sol, girando os girassóis; girar do mundo, girar da vida, girar de nós. Na rotação dum dia, o sol rege a poesia, coreografia; cirandar dos girassóis. Vai na translação do tempo, o girar das estações; segue o sol marcando os passos, das florais revoluções.

Esqueça o tamanho das sombras. Seja como o girassol...

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Bons pensamentos, sentimentos e resoluções. São como o sol que nos ilumina. Ao amanhecer, pouco a pouco, os raios solares vão dissipando a escuridão, e à medida que o “astro rei” vai subindo no céu, todas as sombras vão diminuindo até desaparecerem no auge da luz do meio dia. À tarde, enquanto o dia caminha para o ocaso, as sombras vão crescendo, até se misturarem adormecendo a paisagem.

New York

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... cego e inconsequente, manifestando em terror a brutalidade de bestas desumanas. Vidas ceifadas ao nada pela irracionalidade de seres ditos racionais, escrevendo história com sangue e horror. Divorciados de Deus perderam o norte do amor... Antonio Pereira Apon. 11 de setembro de 2001: insana sanha assanha a obscura face humana; “gafanhotos de fogo” voam entre as “montanhas de vidro”. Jaz a razão ante o ódio

A natureza de cada um

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... muitos de nós, tardam como um tipo de lagoa, lago ensimesmado. Egoicos, egoístas e egocêntricos, nutrindo-se da ilusão de uma utópica autossuficiência. Como certas lagunas, incertas pessoas, atidas no círculo estreito da... Antonio Pereira Apon. Tem gente que é como um riacho, dentro das possibilidades de suas águas, irriga a paisagem ribeirinha; sem omissão, queixumes nem lamentações, faz a parte que lhe cabe. Mas, quando aparece a oportunidade, não hesita em se juntar a outros ribeiros, córregos, regatos… Para formar um grande rio. E rios, são como pessoas generosas a redistribuir aquilo que recebem; fertilizando, dessedentando, vitalizando o caminho por onde passam. Altruístas, no fim da jornada, sublimam-se no imenso oceano, que como as grandes almas, transcende às fronteiras; internacionalizando, universalizando suas possibilidades de servir. Paradoxalmente, muitos de nós, tardam como um tipo de lagoa, lago ensimesmado. Egoicos, egoístas e egocêntricos, ...

Independência. Povo salvador da pátria

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... Aqueles reais e verdadeiros salvadores da pátria, homens e mulheres, como eu e você. Não elegeram um mito, não aguardaram um mal prometido “messias”; afrontaram e enfrentaram o arbítrio e a tirania, não se omitiram nem baixaram a cabeça ante os opressores, desacomodaram, saíram da zona de conforto… Antonio Pereira Apon. Singular por sua pluralidade, síntese de credos, etnias, culturas… Exuberância de ser “gigante pela própria natureza”. Brasil que sempre superou crises e desgovernos, mostrando que tudo e todos passam. Fica a nação, o povo que a constrói em seu dia a dia, na cotidiana lida da cidadania na família, no trabalho, nos templos, “nas escolas, nas ruas, campos, construções”… Bem diferente da mítica pintura de Pedro Américo, D, Pedro I, montado numa mula com um piriri daqueles e uma reduzida comitiva, proclamou politicamente e sem qualquer glamour a independência do 7 de setembro de 1822. Independência só consolidada com a expulsão das derradeiras e p...

Escrevendo certo em linhas tortas, cada um sabe de si

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... Esquecidos de nós mesmos, ou mesmo para esquecer nossas tortuosas linhas e indecifráveis garatujas. Insistimos em palpitar, meter o bedelho no que não nos diz respeito, no que definitivamente, não é da nossa conta... Antonio Pereira Apon. Um antigo ditado diz que “Deus escreve certo em linhas tortas”. Nós, caricaturas arrogantes do Criador; doutores na vida alheia, estamos sempre prontos a receitar soluções para os outros, corrigir suas tortas e mal escritas linhas. Julgamos e sentenciamos de forma açodada e leviana, medindo tudo e todos com a “onipotência” de nossa medida, “onisciência” dos nossos pontos de vista, a “onipresente” certeza dos nossos achismos. Esquecidos de nós mesmos, ou mesmo para esquecer nossas tortuosas linhas e indecifráveis garatujas. Insistimos em palpitar, meter o bedelho no que não nos diz respeito, no que definitivamente, não é da nossa conta. Com a marcha inexorável do tempo, muitas vezes, somos surpreendidos com os êxitos e vitó...

Chegada, uma despedida

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... Dia e noite partem e chegam, chegam e partem as estações, são paragens passageiras, passa a vida tão ligeira; trem do estar e seus vagões. Assim vaga o presente, despedida do pretérito, chegada do porvir; vai-se o momento, saudade do que foi, expectativa do que há de vir... Antonio Pereira Apon. No blog Filosofando na vida , a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 96ª participação nessa blogagem coletiva, intitulada: Poetizando e encantando . Cada chegada, uma despedida; dali pra qui, de lá pra cá; quem se achega, desachega em algum lugar. Flores, ontem despedidas do jardim; acenam cores, chegam para o hoje colorir. Paisagens vagam despidas pelo tempo; cada fim, prenunciar de recomeço, crepúsculo, prefaciar de novo alvor.