O corpo e a alma, uma no outro se abriga; ambos, moram, se demoram numa casa pobre ou rica, que deve ser lar, precisa ser sã, jamais malsã. Canto pro descanso, não pra acomodar. Onde o corpo mora, a alma se demora, faz canto, recanto pra se refugiar. Mas não acomodar. Casa Não é toca pra ninguém se entocar. Seja rica ou seja pobre, nobre, é fazer dela um lar; Faxinar os pensamentos, higienizar os sentimentos, com bom ânimo bem limpar. Desacomodar cada cômodo, que é pro mal não vir estagnar. Só abrigar o que é são, pro que é malsão desabrigar. Um barraco, uma cabana; uma mansão, aquela casa de bacana... Pode ser uma tapera, Vale! Se impera nela, amar. Um loft ou um duplex, flat ou quitinete, edifício ou vivenda… Que se aprenda: não dá pra tardar adormecida, sobreviver adoecida; casa é abrigo pra vida, espaço pra lida se descansar. Alegre ou triste, escura ou solar, plural ou singular.