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Hoje é dia de quê?


Mudar, só se for para melhor; jamais troque uma rosa vermelha por um figo do inferno

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Hoje trago um conto, uma parábola, uma metáfora cuja semelhança com a realidade, não é mera coincidência: Brasilino tinha uma bela roseira, que no começo, produzia rosas vermelhas em abundância; com o tempo, as flores foram escasseando e apequenando, a planta foi se tornando mais suscetível a parasitas e tudo que era praga. No lugar de dar um jeito nas coisas, tomado de verdadeiro ódio, nosso amigo, decidiu que “qualquer coisa era melhor que aquela porcaria” e arrancou a roseira pela raiz. Andando pelo mato, ele encontrou uma planta chamativa, vistosa que lhe seduziu. Mal sabia o infeliz ignorante, que estava arrumando para si, uma treta verdadeiramente “rodrigueana”, a coisa era “Bonitinha, mas Ordinária”. Tratava-se de datura_stramonium; figueira do inferno, para os mais chegados, dando frutos fétidos, apelidados de figo do Inferno, Maçã Espinhosa… Uma infestante agressiva, de rápida disseminação, que compete com as demais plantas, suas sementes liberam alcaloides no solo, imped...

Despetalar, tanto bem querer

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Há tanto bem querer, no despetalar de um malmequer; pétala á pétala, destino a soprar, vento que aventa encontrar. Num recanto do passado, num canto do presente, em algum lugar que nos haja de chegar; achegar. Despetalar do amor, a flor do tempo; que flori, despetala, reflori na forma de outra flor.

Soares de Elza

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Ares, voares, cantares, soares; do “planeta fome” ao “fim do mundo”, alfinetando fundo pra não sucumbir. Driblando a sorte, afrontando a sina, a fraqueza que lhe cobra ser mais forte. Caetanear alíngua e ressurgir,

Por onde anda você?

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Você, que vaga em meus sonhos, qual a brisa de outrora; acordando sentidos, acarinhando sentimentos; exumando lembranças, memórias perdidas de nossos bons tempos; laços desatados, desabraçar dos braços, confiscar dos sorrisos... Hoje, me desencontro a te desencontrar nas redes, te desachando onde todos se acham; Desachado, me acho na praia vazia, mar do tempo a murmurar poesia, areia do destino a devorar meus passos, vadia saudade.

Contagem progressiva

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O relógio conta o tempo, o tempo conta a lida, a lida conta de nós, nós contamos da vida,

Vãos, em vão

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Em vão, furtaram nossas cores, maltrataram nossas dores; brincaram de matar e deixar morrer. Em vão, do nome de Deus abusaram, mentiram, falsearam, armaram, desamaram; enganaram a não mais poder. Vão poder de um falso, trevoso mamulengo; mal mexido por sombrias cordas, enrustido acordar do mal pior.

Adivinhação

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Ele não dizia para ela, o quanto ela dizia para ele. Calado, talvez esperasse ele, que ela adivinhasse, aquilo que ele não conseguia para ela dizer.

Pensamento borboleta

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O pensamento foge, feito borboleta, voa; de flor em flor, de cor em cor… Para onde couber sentimento, onde houver pensar; onde puder agir, onde existir sonhar; onde der para ser, onde puder estar, onde ousar acontecer… Galopando o vento; voejar no tempo, viajar no espaço; caber dentro e fora de um abraço, da Realidade e da utupia, pragmatismo e poesia; Onde florirem desejos, brotarem quereres, fazeres florescerem, serem pensamentos a borboletear.

Amor passarinho

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Amor, feito passarinho, quer aninho; gaiola, não quer não. Quer o laço de um abraço, não quer nó que lhe furte o espaço, entrelaço que lhe roube a amplidão.

Risos, sorrisos; só risos

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Risos, sorrisos, só risos; quando a lida for flor, florida, flor vida,; amor. Para que, quando a tristeza for finda, a felicidade que deslinda; plena de alegria, faça a graça grassar.

Amanhã já é hoje

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Amanhecer, amanhã ser. Impermanente, o amanhã não tarda e faz-se hoje. Tempo novo, de novo; pra se renovar, inovar. Dar um trato em tanto maltrato; no mau tratar da gente, da natureza, da vida, da lida; da beleza do estar aqui.

Vida Matrioska, feliz tempo novo

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O tempo não é menino nem menina, é vida; Matrioska o viver. No ontem, a geração do hoje; no hoje, a gestação do amanhã. O novo não se improvisa, o velho já avisa, recadeja o que pode vir a ser. Sucessos e insucessos se sucedem; somos netos do passado, filhos do presente, pais do futuro. Relativamente absoluto, o tempo é um paradoxo; ortodoxo, heterodoxo;

Poema simples

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Quero um poema simples. Nada muito rebuscado, buscado no fundo do coração. Versos fluentes como água de rio, com frescor de brisa matutina, colorido perfumar de flor. Qual onda de mar que brinca, espontânea criança a brincar; folha que dança ao sabor do vento, tempo sem pressa de passar. Poema com magia de amor recente, que não envelheceu, eterno enquanto for amor, vinho envelhecido de uma safra que não se perdeu. Versos doces ou salgados, com gosto de saber viver; domingos e feriados, bem saboreados, no dia que der pra ser.

A cor dar aos tons de cinza

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Descolorido mundo moderno; monocromático, monotemático, isso ou aquilo; polarizada pasteurização. Nem branco, nem preto; entre o limiar de um e o beirar do outro, tangenciando a plena luz e a total sombra; um quase artigo indefinido, definido por sua indefinição de cinza. Concreta inconcretude da paisagem urbana; Muro cinza, cinza parede, rua, calçada…

Feliz escrita nova!

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Gente que “sabe tudo” sem saber de nada, se acha a se perder em cada cilada; escrevendo incerto nessas linhas tortas, esperando que Deus lhes acerte a rota. Fingindo atalhos, disfarçando caminhos, colecionando pedras de tropeço; dissimuladas pontes, disparatados muros. Improvisado rumo, desencontrado prumo; vão exumar velhas promessas de ano novo, que desvanecem, antes mesmo que o artifício dos fogos se apague nas retinas. Enquanto se permite: Velhas rotinas, velhos homens travestidos, mal vestidos do novo; velhacas máscaras, escrevinham “mudanças” para nada mudar. Vão bordando verdades alternativas, interpretando ao seu bel prazer, a linha do destino, o que não está escrito na palma de nenhuma mão; distraindo ideais, contundindo ideias, abortando sonhos… É preciso a cor dar,

Dependências

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De jogo, da droga, do logro; de ritos, sexo, de um mito; do ócio e do ofício; da pressa, da inércia; da lágrima e do riso; o ter, o não ter; de aparências, condescendências; do vício de um vício pra chamar de seu. A vida não cabe no molde dos seus ideais? O problema é seu! Ele tem o tamanho exato das contingências reais. E não adianta fingir. Não dá pra fugir de si! Para onde você for, aí você estará; testemunhando seus falsos quereres, seus desquereres tentando te enganar, autossabotar, ludibriar, entorpecer sua volúvel lucidez. Seus problemas não estão lá fora, não tem que, nem quem; quando o sujeito se permite fazer objeto, se assombra nas próprias sombras, se ensombra em seu ensimesmamento. Ilusões e desilusões se alternam, altercam-se a culpa e o remorso, a coragem e a covardia, a vontade e a apatia, liberdade e tirania, a agonia e o prazer...

Amor e tempo

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Duas forças incoercíveis, fúrias que intentamos conter: de uma, nascemos e morremos cativos; pela outra, vivemos a nos cativar. Mas, tempo que desembesta ou amor desembestado; não presta, deixa o sujeito avexado. Sob a tutela do tempo, pelo amor apanhado; não tem saída! É dar jeito no sem jeito, um ajeitar desajeitado. Com tempo e amor não se brinca, senão; complica descomplicar. Nada é como se quer, só um querer, o que eles querem. Tempo e amor, democráticos dominadores. Não adianta fingir que não existem, pensá-los, senti-los relativos; quando querem, se fazem absolutamente absolutos. Não tem Freud que explique, nem Einstein para os teorizar. Amor e tempo são sobre si. Pior! São sobre nós.

Tecnopoesia

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Nem boa, nem má: A tecnologia é pop, é arte; é parte do que se dela faz. Tem banda larga para mente estreita, desaproveitada, desconexa conexão; compartilhando fake news, curtindo false stories… Nomofóbicos disparatados, atarantados gadgets, “gadgente” tecnofágica, virtualizada. Tem a utilização escorreita, perfeita e sem abuso, o uso no uso que deve ter; não contuso nem confuso, parcimonioso favorecer. Profusas ferramentas, facilidades para a vida, dar mais tempo pro viver. O bem ou mal, a gente é que faz: