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Hoje é dia de quê?


O espírito do homem e o homem do espírito

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Como disse Paulo de Tarso: “O homem só morre uma vez”. Já o espírito, esse morre e renasce quantas vezes forem necessárias. Dia de finados? Dos mortos? A vida segue além da vida. O homem da vez, só morre uma vez; da próxima vez, já será outro o homem. O espírito é único, os corpos são múltiplos. O homem do espírito, o espírito do homem. Como o ator que não morre com esse ou aquele personagem, ressurge noutro após cada espetáculo findar. O homem do espírito, morre com a morte, o espírito do homem, transcende imortal.

Menina, me nina

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Um poema de aniversário para minha mulher menina, que me nina os sonhos e inspira a realidade. Minha pequena Rosi, little Rosi do meu coração. Minha mulher menina, me nina a poesia de te amar, acordado sonho, te encontrar. Partilhar as flores dessa sua primavera, à vera, girassóis ao sol do seu olhar.

Seja archote, a sorte

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Busque, busque-se numa fagulha de esperança, chama de confiança, lume de acreditar, a sorte de descrer no azar. Não ser um caso perdido, ao acaso... Se a noite do desânimo descer, crescer a sombra da desesperança, a ansiedade se achegar, chegar o gelo da depressão, a frigidez de se desencontrar. Busque, busque-se numa fagulha de esperança, chama de confiança, lume de acreditar. Seja archote, a sorte de descrer no azar. Não ser um caso perdido, folha pro vento do acaso soprar. Sujeito e não objeto, projeto; se superar.

O estagiário 2. Barrados no céu

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São Pedro. - Colocar um estagiário de extrema direita, com certeza, transformaria o céu num Brasil. Deus nos livre! Só o Xandão na causa. São Pedro foi chamado para uma audiência com Deus e pediu para um estagiário tomar conta da portaria do céu. Menos de uma hora depois, o porteiro celeste, retorna apressado: - Mas o que você pensa que está fazendo? Estão chovendo reclamações no Serviço de Atendimento Celestial! - Eu?! Nada São Pedro! - Você barrou a entrada de uma generosa senhora que abrigou e cuidou de dezenas de órfãos e socorreu outras tantas pessoas durante sua vida na Terra... - Ela era de candomblé. Era macumbeira... - E o dedicado médico que aliviou as dores e se desvelou no atendimento aos pobres, aos quais jamais negou socorro? - Mas ele era homossexual! - O que você tem a dizer sobre o professor que tirou inúmeros jovens do caminho do crime, educando com amor? - Esse era ateu! - Um político honesto! Você barrou um dos raros políticos honestos que só vez por ou...

Investimento - Na "bolsa" da vida, na "carteira" do viver. Qual o nosso?

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Arriscar a saúde, é prejuízo! O curto prazo, na aposta na sorte o risco do azar. Deus aplicou talentos, no longo prazo humano, nossos riscos... E você? Assim como na vida da bolsa, na bolsa da vida, é preciso saber investir. Arriscar a saúde, costuma dar prejuízos impagáveis; o investidor termina perdendo o que pensa que ganhou, para não conseguir recuperar o que verdadeiramente perdeu. Aplicar pouco, na carteira dos afetos e relações; desdenhar os fundos, indexados pela empatia, fé, solidariedade… Especular na volatilidade do curto prazo, descuidar dos ativos; da paz, da felicidade, do equilíbrio... Eis outras aplicações danosas: Apostar na sorte no risco do azar, jogar no acaso, não se responsabilizar, acreditar no lucro a qualquer custo, sobreviver no susto dos índices a flutuar.

Quem te ensinou? - Dia do professor, 15 de outubro

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Ler e escrever, interpretar, compreender a ciência da vida, a arte do viver. A escola que cola, sem precisar colar. Professor. Eis quem te ensinou. Quem te ensinou a ler e escrever, interpretar, compreender; entender a ciência da vida, a arte do viver. Lidar com a língua culta, a História por vezes inculta; a matemática implícita, a filosofia oculta. A geometria do destino, o beabá do tino, o desatino de ignorar. A física das coisas, as coisas da química, a humanidade do sentir e pensar. A biologia da gente, da semente o seu brotar. Da Terra rotunda, o peso que afunda, a leveza a flutuar.

Bom ânimo

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Sol, rio, semente... E a gente? A breve flor do ipê, faz a sua parte; natural arte, independente de porque, pra quê? Acorda o bom ânimo que dormita. Todo dia o sol se anima a brilhar, não desanima com a noite que passa, com a tempestade que passará. O rio flui animado, segue o curso do viver; mais lento ou acelerado, ruma ao mar a acontecer. Corajosa, a semente escapa da cova escura, pequenina e obscura, faz-se em frondoso florescer. Destemida, a breve flor do ipê, desabrocha, faz a sua parte; natural arte, independente de porque, pra quê?

Surtados

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Desachados de nós mesmos. Muita arma, pouca alma; balas perdidas, encontrando quem não se perdeu. Caricata supremacia, delírio da brancura mestiça. Ansiosos, deprimidos, nos achando tão perdidos; escondidos de nós mesmos, de tudo e de todos. Cotidiano psicótico, neurótica rotina, tempos surtados. Muita arma, pouca alma; balas perdidas, encontrando quem não se perdeu. Audiência de custódia: cidadão preso, bandido solto. Misericórdia! demônios negacionistas, travestidos de homens de Deus; estúpidos, mal disfarçados de conservadores; desfaçatez, conservam dores. Tarja preta, para a caricata supremacia tupiniquim, delírio da brancura mestiça, surto da descaração. Descarada ação de maldizer, de malfazer; legislar em causa imprópria, prostituir o vão poder.

Deus e o silêncio

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Barulho em sua vida? Não é divino. Deus está na alma da calma, na oração do coração. Deus na gente, com a gente; silente comunhão. Deus fala em silêncio, o barulho em sua vida, não é de essência divina. Ele é qual o tempo que flui como um rio; silenciosamente, redesenha paisagens, reescreve destinos; Ele conversa como a flor que versa sem versar, recadeja na boa nova do sol de cada dia, esperança a noite na silente luz do luar. Deus está na alma da calma, na oração do coração, quietamente… Ele não está: No alarido estérico, na histriônica louvação, na adoração vazia, vadia devoção; não está no burburinho fanático, na lunática conturbação; na verborragia fútil, na decoreba inútil, volátil percepção.

Escolha

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Para o bem ou para o mal, o futuro já nasceu, estão entre nós os homens e mulheres que farão o acontecer das próximas décadas. Saibamos escolher o melhor dos melhores. O futuro já se faz presente, já está entre a gente, já nasceu, quem vai fazer o acontecer das próximas décadas, o igual ou diferente. É nascido: O futuro cientista, o terra planista; o arteiro e o artista, o religioso e o aproveitador, o estadista e o golpista, o preguiçoso e o empreendedor. Está por aí: o sábio de verdade, o tolo cheio de falsidade; o aventureiro, o embusteiro, o verdadeiro transformador;

Bolhas de sabão

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As bolinhas de sabão, ficaram perdidas, esquecidas num canto qualquer da infância. a gente cresce e se nega, perde o encanto de brincar. Num sopro se faz, num sopro se vai. Poesia da infância, encantamento de criança... Voa na breve eternidade do instante; magia multicolorida, flutuante arco-íris de “vidro”... Se desfaz na infinitude de um momento. Lírica bolhinha, oníricas bolhinhas de sabão.

Cuidado, frágil

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O pensar, o sentir, quereres e desquereres, idas e vindas, certezas e incertezas, corpo e alma; homem, mulher, força ou fraqueza humana. Cuidado, frágil. A criança abandonada, a mulher maltratada, a macheza estereotipada; o se achar e se perder. A fé honesta, a sabedoria modesta, a democracia que apresta. A flor do tempo, o destino que é vento, acaso que não traz alento. A verdade verdadeira, o amor amado, a humildade sem besteira, do bem o prelado. A vida, a lida, a poesia de acreditar; a magia da esperança, o esperançar do sonhar; a força dos fortes, a fraqueza dos fracos;

Transplante de sol - 27 de setembro, dia nacional da doação de órgãos e tecidos

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Não se deixe ensimesmar pela noite da morte, seja sol, faça luzir um novo alvor na vida de alguém. Doe órgãos, doe vida. Avise sua família: Sou doador! Quando o dia vai-se num crepúsculo, quem se atém apenas na noite, parece esquecer do novo dia a se avizinhar. Enfático, empático o sol transplanta a sua luz, reluz num novo dia; sendo o mesmo, se faz outro; despe o dia velho, veste o dia novo; acorda num a cor dar alvorado, transmuta o suposto fim, no reluzente recomeço. Não se apega, não sonega; altruísta, se doa; se entrega no seu melhor.

Não desista. A vida não desiste de você

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A vida não finda com a morte, morre o corpo, mas a essência que o anima, perdura. Não acredito que, por si só; carne, músculos, nervos e ossos, consigam pensar e sentir, manifestar afeto e construir memórias, desenvolver empatia, cultivar a esperança, buscar soluções. O corpo é uma maravilhosa máquina biológica, que oportuniza ao eu essencial que nos individualiza, a chance de agir e interagir com tudo e todos. Intentar abrir mão do dom da vida, é sabotar-se, desistir de si mesmo, na vã ilusão de um fim,que não termina quando se supõe acabar. A vida segue, prossegue, insiste, persiste… Desertar dela; é perpetuar a dor, postergar o problema, delongar a desdita, escravizar-se à culpa e ao remorso, ao superlativo silêncio amordaçador a gritar indefinidamente no espaço-tempo do sem fim.

Flor, notícia boa

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Semear notícia boa. Não, “o inferno não são os outros”, nem somos nós; tem sido o que temos permitido ser; os escolhos das nossas escolhas. Flor é notícia boa, poesia a manchetar nos campos, noticiar da esperança florindo entre sorrisos, em meio aos narcisos, recadejando a beleza que há. Noticiosa primavera; inspirando, ensinando que tudo pode ser diferente, divergente de tanta desgraça a grassar. Colher, acolher;

Acordar, a cor dar de primavera

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Primavera n'alma, floral composição, calma que acalma, destino na palma; amor no coração. Beletrismo natural, poemas sem palavras, inspira o Criador. A cor que acorda, colorir de aquarela, sem querela nem querelar; primaverar! Primavera na alma, floral composição, calma que acalma, destino na palma; amor no coração. Setembrina paisagem para cá do equador, poemas sem palavras, silente beletrismo natural; composição do criador. A natureza esperta, desperta em cores o florir.

Poesia; o árido e o Harildo, realidade e utopia - Homenagem ao ator e diretor, Harildo Deda

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Nossa nada vã dramaturgia. Cabeça no infinito, pés enraizados nesse chão; o ator transpõe a cortina, a sina, sobe ao palco doutra dimensão. Me desculpe, a poesia não só diz das flores, versa também as dores, pois a realidade se impõe à utopia, a tristeza se mistura à alegria, mescla o drama e a comédia, nossa nada vã dramaturgia. Cabeça no infinito, pés enraizados nesse chão; vence o árido o Harildo, o ator transpõe a cortina, a sina, sobe ao palco doutra dimensão.

Com arte, não envelhece

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Artífice da lida; dançar a coreografia do existir, resistir; semear o sorrir do mais puro encanto, recantado desmentir o pranto. Não consentir murchar a esperança. Com a arte da vida, artífice da lida; quero ser um homem que não envelhece, refloresce como as flores de cada primavera. Fazer florir, reflorir o tempo, que passa sem precisar seu passar; dançar com o vento a coreografia do existir, resistir; semear poesia por todo canto, o sorrir do mais puro encanto, resgatado cantar do passaredo, recantado desmentir o pranto. Não consentir murchar a esperança, nada do sonho desesperançar; inspirado, transpirando a arte, desiderato de aqui estar. E quando o espetáculo for findo, flor da hora de infindar;