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Hoje é dia de quê?


Borboletas, morcegos e o tempo

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Nós novos ou, de novo, o novidadeiro obsolescer. Borboletas e morcegos, luz e sombra; o tempo das escolhas e as escolhas do tempo. Viver a brevidade da vida ou enraizar na mesmidade sombria, encavernados na ilusão. O novo, o velho; mera questão de tempo, velhaco tempo, a debochar de nossa obsolescência novidadeira. O que fazer? Como mudar? Ser morcego ou borboleta? Borboletas; leves, breves flores com raízes nos ares. Morcegos, pesado enraizar na escuridão. Tem quem viva a brevidade para lá do casulo, arriscando a amplidão; há quem encaverne na mesmidade, morcegando ilusão.

Violência não é brincadeira. Dê paz nesse natal

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O cidadão dormia naquela madrugada natalina, quando foi acordado por estranhos barulhos vindos da sala. Levantou-se, desceu lentamente os degraus e no pé da escada sentiu chão molhado sob seus pés. Passou a mão no líquido para saber do que se tratava e arregalou os olhos de pavor quando o cheiro de sangue lhe adentrou nas narinas. Apressadamente acendeu a luz e deparou-se com o Papai Noel estendido no chão. Sobre a barriga do Bom Velhinho. Chuck (o brinquedo assassino), fantasiado de ninja, saltitava com uma pistola de videogame numa das mãos e o sabre de luz (Star Wars/Guerra nas estrelas) na outra...

Ele segue. Feliz natal!

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Jesus, o Cristo de Deus, segue caminhando com quem o guarda no natal do coração; sem mitos ou ritos, farsas ou disfarces; ele, o Divino Mestre, segue encaminhando. Ele nasceu pobre, viveu e assim morreu. Era o maior dos mestres; sem cátedra, ele ensinava caminhando; peripatético, sua sala de aula, o infinito. Era rei, contudo, vivia entre plebeus; seu reino não era desse mundo.

Mentirosa gente, mente

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Preparando-se para o pior, mas sempre acreditando no melhor; sem ansiedade corrosiva, insatisfação depressiva; nos fazendo verdadeiramente novos para no ano novo inovar, fazer diferente. A mente, a gente; mente, desmente na fuga, de si e do outro, de tudo e de todos. Quando quer, pode até o que não pode. Quando não quer, sabota seu mais trivial poder. Portanto; nada de se deixar enganar, nem se desenganar; preparando-se para o pior, mas sempre acreditando no melhor; assim, venha o que vier, estaremos prontos. Sem a ansiedade corrosiva, sem a insatisfação depressiva, na ativa proação. A mente, a gente; mente.

Flor de sorriso, sorriso de flor

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Na galeria da memória, num recanto da infância guardo a imagem de umas florezinhas, parecidas com pequeninas margaridas, com o sugestivo e peculiar nome de: Sorriso. Pois é... Sorriso! Foi lembrando do sorriso flor, que resolvi escrever sobre a “flor” do sorriso propriamente dito.

“Pai nosso” ecumênico, inter-religioso, humano

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Pai nosso que está em tudo e todos, manifesto no infinito universo de sua criação. Glorificados sejam todos os vossos nomes e suas expressões em todos os idiomas, dialetos, culturas e religiões. Venha a nós o vosso reino de paz, fraternidade, tolerância e inesgotável amor ao próximo, ao distante, o semelhante e diferente. Seja feita a vossa vontade bendita em cada canto, recanto do infinito. O alimento nosso de cada dia, sacie o nosso corpo e nosso espírito multiplicando e dividindo o pão da solidariedade, irmanando-nos acima de crenças, ideologias e qualquer condicionamento desumano. Perdoa-nos na mesma proporção do nosso incondicional esforço e vontade sincera de perdoar. Não nos deixeis sucumbir à sedução do orgulho, da vaidade, do egoísmo ou qualquer outro desvario. Mas livrai-nos dos males de nossa ignorância e atrasada materialidade. Que assim seja! Postado aqui em 29 de agosto de 2015.

Natal; luzes, Gente Anjo

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Para além dos presépios, árvores, adornos... Que o artifício das luzes natalinas, inspire Anjos Gente, o luzir interior, alvorando; ainda que com Noel, não esqueçamos o protagonismo do Menino Jesus em cada coração, na intimidade do ser: Amor, fraternidade, empatia, solidariedade, paz... Natalinas luzes: Luzem, brilham e rebrilham, encantam, piscam e repiscam, replicam-se nos adornos, nas árvores, no entorno. Acendem, ascendem nos natalinos presépios,, nas noelinas presepadas. Brilhos lá de fora, lume que arvora, sem as almas alvorar.

Novo por dentro; advento ou eventualidade

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Hoje, que ontem era futuro, amanhã já passou. A gente procrastina, como quem ao destino destina, nosso desatinar. Sempre posterga; prum ano novo remediar. Sem se fazer novo por dentro, não se faz advento, só, eventualidade. O futuro alimenta a ilusão, finge estar distante, quando a um instante está. O hoje, que ontem era futuro, amanhã já passou. E o que num momento fez-se aurora, noutro, sem demora; outrora se tornou. Mas a gente procrastina, como quem ao destino destina, nesse nosso vão desatinar. Queremos sempre o novo, pra de novo protelar; nova hora, novo dia, nova agonia; pra no ano novo consertar. Delirando colocar rédeas no tempo, velho homem em desalento, velhacas utopias, fantasias e lamentos.

Chapeuzinho verde - Antonio Pereira Apon

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Chapeuzinho Verde era uma menina muito preocupada com a natureza, ela cuidava dos animais e das árvores, que eram todas suas amigas. Ela se chamava Chapeuzinho Verde, porque usava um mimoso chapeuzinho dessa cor, o que ela mais gostava de fazer era conversar com as árvores: - Olá dona árvore! Como vai? Belo dia, não? - É um belo dia chapeuzinho e eu estou muito bem, estou carregadinha de frutos doces e saborosos, você quer um? - Quero sim dona árvore; e se não for incomodar, também quero descansar aqui embaixo da sua sombra, respirando esse ar puro da floresta, sem nenhuma poluição. - Você nunca incomoda minha amiguinha, fique a vontade. Nesse instante a conversa foi interrompida pelos gritos do coelho que corria esbaforido, como quem foge de uma assombração: - Socorro! Socorro! Se escondam todos!!!

Para não dar o braço a torcer

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Não enxerga o que vê, não escuta o que ouve; tomando o errado por certo, erra. Perturbada ação, perturbação. Fala, mas nada diz. Assim, descaminha e desencaminha a humanidade; trevosa, raivosa, doente. Tem gente, que não enxerga o que vê, não escuta o que ouve, não diz o que fala, não sente o sentir, nem pensa o pensar. Tomando o errado por certo, erra. Para não dar o braço a torcer: abraça o incerto, aceita o “fake” como “news”, a mentira qual verdade; por orgulho e vaidade, feito gado mal toado, termina atolado, que nem vaca que foi pro brejo.

Anelo - Legendando fotografia literária no blog Espiritual Idade

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Verde, anelar de azul e amarelo para nos salvar do calorão, do efeito estufa dessa climática conturbação. Vida pra gente pro planeta viver; verdejar. O verde, anelo do azul junto ao amarelo; azulado céu e mar, amarela luz solar. Fotossíntese, verde síntese que há de nos salvar; clorofila, mãe e filha, verde flor de toda cor. Para além dos cinzas, para lá de nós, pra nos resgatar da dor,

Bom dia para um, bom dia!!!

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A página em branco de mais um dia, convite; para escrever, desenhar, pintar, compor na arte da vida e do viver, a possível poesia de um bom, bom dia!! Quando a noite desce sobre os telhados, repintando a paisagem, a silhueta arquitetônica; os corpos dormem, as almas sonham, pesadelam; vagam entre as sombras conscienciais, deambulam na penumbra existencial, entre luzes artificiais, o bem e todo mal.

Irmãos em guerra

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Judeus e Palestinos, o DNA confirma: filhos de Abraão. Mas, fundamentalistas, extremistas; customizam o “sagrado”; adequam Deus, aos interesses seus. Um, filho de Sara, o outro, de Hagar; Isaac e Ismael, judeus e palestinos; a ciência afirma, o DNA confirma: ambos, filhos de Abraão. Mas, hipócritas fundamentalistas, demagogos extremistas; “ desescrevem”, customizam o “sagrado” nas escrituras; adéquam Deus, aos interesses seus. Triste guerra fratricida, insana, caimita abominação. Políticos desonestos, religiosos funestos, intruja conspiração. Morre o civil e o militar, morre a verdade, vige a geopolítica do lucrar.

A cor da gente

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Não diz da gente; não implica em tristeza ou alegria, carrega a poesia de se ser quem se é. Sem tolices conjunturais, sem cretinices estruturais... A cor da gente, é a cor e tão somente; não superioriza nem cabe inferiorizar, não nos mente nem desmente, bota ou desbota; não diz da gente. Não é sentença, detença, destino ou sina. É a cor e tão somente. Não implica em tristeza ou alegria, carrega a poesia de se ser quem se é. Sem as tolices conjunturais, as cretinices estruturais; a cor da pele, é a cor e tão somente.

Travessia, saber que não sei

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Tropeçando em minhas dúvidas, até nas certezas; vou tentando equilibrar nessa travessia, a vida, entre a ignorância e o saber, o curso do percurso... Eu que “sei de tudo”, mesmo quando não sei de nada; sigo tropeçando em minhas dúvidas e até nas minhas certezas, consigo tropeçar. Cheio de perguntas sem respostas, de respostas sem perguntas; vou tentando me equilibrar, avançar, nessa travessia que é a vida.

O “criado-mudo”, cansou de calar - Dia da consciência negra, consciência humana

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Basta de “nigrinhagem”! De “coisa preta”, “lista negra”, “ovelha negra”? “mercado negro”? “Mulata”?! “Homem de cor”?! “Magia negra”?! Pare de “judiar” da gente! “Inveja branca” o escambau! Racismo estrutural? Grande desvergonha, nem banho de Creolina para limpar. Não venha com esse “samba do crioulo doido”, “A cor do pecado” é qualquer cor. Não adianta desculpa “Feita nas coxas”, “meia tigela”, “a dar com pau”, “chuta que é macumba” essa coisa de “dia de branco”; “não sou tuas negas”. Já deu, essa treta de “doméstica”, “estampa étnica”, “serviço de preto, “pé na cozinha”; vá domesticar seu discernimento!

Marketing digital, verdades e mentiras; influenciadores espertalhões e seus iludidos seguidores

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Cada caso de sucesso, centenas, milhares de insucessos. Jovens e adolescentes tardios (passados dos 30), seguem o canto de sereia do marketing digital, como os desavisados do mito grego, só acordando tardiamente, dando de cara com as duras pedras da realidade. Como em todas as áreas da atuação humana, existem pessoas sérias e gente nem tanto. No marketing digital, não é diferente; ao lado de profissionais responsáveis, honestos e confiáveis, pulula uma horda de aventureiros inescrupulosos, tentando vender o ganho fácil com o menor esforço, pouco estudo e outras coisitas agradáveis aos sentidos desavisados que, sonhando com seu eldorado, terminam com “ouro de tolo”, verdadeiras piritas nas mãos. É certo que se pode ganhar muito dinheiro com o marketing, mas não sem muito estudo, trabalho, esforço, investimento e um tanto de sorte. Muito diverso do discurso falacioso e mercenário de influenciadores que apenas querem vender a fantasia da riqueza instantânea, o paraíso dos lucros con...

O espírito do homem e o homem do espírito

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Como disse Paulo de Tarso: “O homem só morre uma vez”. Já o espírito, esse morre e renasce quantas vezes forem necessárias. Dia de finados? Dos mortos? A vida segue além da vida. O homem da vez, só morre uma vez; da próxima vez, já será outro o homem. O espírito é único, os corpos são múltiplos. O homem do espírito, o espírito do homem. Como o ator que não morre com esse ou aquele personagem, ressurge noutro após cada espetáculo findar. O homem do espírito, morre com a morte, o espírito do homem, transcende imortal.