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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Dia das crianças. De que crianças?





Será que é dia daquelas sem escola, sem abrigo, sem destino, sem nome... ?

Antonio Pereira Apon.


Jujubas coloridas.

Daquelas que expulsamos da frente da vitrine ou escorraçamos do shopping por estar importunando-nos com suas súplicas?


Será daquelas que esmolam nas sinaleiras?


Talvez seja das que cheiram cola, fumam crack... Ou das esquecidas nos orfanatos?


Será que é dia daquelas sem escola, sem abrigo, sem destino, sem nome...?


Ou achamos que essas crianças, não são crianças? Ou que são menos crianças que nossos filhos, netos, sobrinhos, afilhados...?


Quando nos depararmos com um assaltante ou qualquer outro delinquente, devemos lembrar que ele um dia foi criança e que pessoas como eu e você, não fizeram nada, absolutamente nada, pois essa não era uma de suas crianças.


Sinal vermelho.


(Postado aqui em 11 DE OUTUBRO DE 2009).





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3 comentários:

  1. Excelente proposta de reflexão! Banalizamos a infância e depois cobramos dos adultos!
    Abraço, Célia.

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  2. Amigo poeta Antonio, cada vez mais vemos crianças sendo "jogadas no lixo", deixadas sozinhas em casa, ou até mesmo com empregadas que batem, maltratam, pois é, que pena que é isso que mais se vê!
    Seu poema é uma boa chamada, olhemos mais pelas nossas crianças!
    Abraços!

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  3. Antonio,com certeza o dia das crianças é para poucos que podem consumir! Linda e tocante poesia! bjs e bom final de semana,

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Antonio Pereira Apon.