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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Passional. Motivo para matar?



 

Cornélio era segurança de um proeminente político. Naquela noite, deveria estar fora do Estado. Mas seu Chefe precisou antecipar o retorno, para tentar abafar um desses escândalos tão corriqueiros na politicagem nacional.

 

O rapaz resolveu fazer uma surpresa para sua esposa. Passou na floricultura e comprou um buquê de belas rosas vermelhas, na delicatessen pegou um bom champanhe. Ao entrar em casa, ouviu uma música sensual que vinha do quarto do casal. Aproximando-se, começou a escutar sussurros, risos e gemidos. Lívido, estancou no meio do caminho. Deixou as flores caírem, colocou a garrafa sobre um móvel e após alguns instantes. Sacou a pistola da cintura, destravou a arma e lentamente dirigiu-se à porta da alcova com o dedo no gatilho.

 

Nesse instante o celular vibrou. Num sobressalto, o moço tornou à sala, "afogando" o aparelho no aquário. Sem tardar, novamente diante daquela porta, pôs a mão trêmula na maçaneta, um calafrio correu-lhe a espinha e quando os sons denunciavam o clímax de uma odiosa traição. Ele abriu a porta abruptamente, com a violência de um predador sedento de sangue.

 

Diante de seus olhos estupefatos, uma cena insólita. Sua mulher a quem tanto amava, aquela que lhe jurara fidelidade, sua mais ardente e avassaladora paixão... Ali estava. Recostada na cabeceira da cama, cochilando!!! Um braço pendido para fora do leito e o controle remoto da TV, caído no chão. A TV, a televisão...

 

Licença Creative Commons Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original: Antonio Pereira (Apon) (Além do nome do autor, cite o link para o site http://www.aponarte.com.br). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

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23 comentários:

  1. Pois então, meu caro... nem sempre o que parece... é!! A realidade muitas vezes é bem outra! Ainda bem que tal fato não foi consumado!
    [ ] Célia.

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  2. Olá Apon,

    Não entendo qualquer tipo de crime.
    Passional, muito menos.
    É preciso uma evolução nas mentalidades.

    Beijos de luz.

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  3. Com certeza Luz!

    O assassinato ou qualquer outra espécie de crime denuncia o atraso evolutivo que a humanidade ainda se permite. Precisamos nos libertar dos atavismos bárbaros, que nos rebaixam aos instintos.

    Um abração e um bom fim de semana.

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  4. É isso mesmo Célia!

    O julgamento apressado e o agir sem averiguar as aparências circunstanciais, pode produzir desastres. Sem esquecer que, a ninguém foi dado o direito de vida e morte sobre os outros. “Calma, cautela e perseverança” sempre, e sobretudo, desarmar a mente e o coração.

    Um abração e um bom final de semana.

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  5. Muito legal seu conto.
    Guardaste até o final a surpresa de um bom conto!

    Parabéns! Gostei!

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  6. Obrigado Leila!

    É muito bom saber que alguém como você que escreve contos tão bem, tenha gostado desse nosso.

    Um abração e um ótimo fim de semana.

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  7. Olá,
    Nenhum motivo justifica o crime.
    A vida é um presente de Deus, necessária ao ser humano para o seu processo evolutivo.
    Fé e equilíbrio ajudam a atravessar momentos de forte emoção, sem desatinos.
    Bem vindo ao meu Recanto.
    Abraço.

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  8. Olá Antonio

    muito bom o conto, surpreendente, com suspense na medida.
    O medo nos faz ver e ouvir coisas, talvez se ele não carregasse o medo de ser traído de casa se lembrasse que no quarto tinha uma tv. O medo fica nos instigando a confirmar as suspeitas que insiste em plantar em nós.

    Bom final de semana para você!

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  9. Boa noite Van!

    De fato o medo superlativa nossos fantasmas interiores, distorce e tolda a percepção. Junte-se a isso a precipitação e pode-se criar uma tragédia.

    Obrigado pela visita e comentário.

    Um abração e bom domingo.

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  10. Querido amigo,

    Não existem motivos para matar, mas circunstâncias que podem levar a. Neste caso, embora tenha gostado muito do conto poético, senti uma falha técnica para que o exemplo tivesse efeito mais realista e explico: ele precisaria mirar o alvo e veria a tempo o engano.


    Beijos com carinho, bom domingo e excelente semana.

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  11. Simplesmente ótimo Atom, fiquei presa na leitura até o final e o que parece ser nem sempre é, abrindo uma reflexão sobre sermos motivados a agir no calor das emoções podendo acarretar um final trágico.

    Deixo um abraço no seu coração!

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  12. Olá Apon,

    Agradeço o teu comentário.
    Te desejo um bom domingo e uma excelente semana.

    Abraços de luz.

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  13. Olá Desnuda!

    Ninguém tem o direito sobre a vida do outro. Temos que cuidar para que as circunstancias não façam da precipitação um estopim de uma tragédia. É preciso mais equilíbrio e discernimento.

    Quanto à “falha técnica”. Até pensei em detalhar mais a cena, mas achei que como ficou já estava subentendido o fato dele mirar... Valeu a dica!

    Um abração. Bom domingo e uma semana 1000 para você também.

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  14. Obrigado Regilene!

    O julgamento apressado e a ação irrefletida dão causa a desastres que ganham as manchetes policiais. As pessoas precisam desarmar o espírito e usar a razão que nos distingue dos outros animais que agem sobre o império dos instintos.

    Um abração e uma boa semana.

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  15. Ainda bem que, no caso a surpresa não redundou numa catástrofe patrocinada pela precipitação no julgar.

    Um abração e boa semana.

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  16. Obrigado Vera!

    Concordo plenamente!

    Um abração e uma semana plena de luminosidades.

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  17. E o meu coração que já estava todo apertadinho, pois pensava ir assistir à descrição de uma vingança amorosa...
    É, isto só prova que nunca devemos fazer juízos precipitados!! (mas que eu pensaria o mesmo, à pensaria sim!!)
    Abraço e boa semana

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  18. Olá Ana!

    Mais calma e menos pressa, evitariam tantos problemas na vida das pessoas... Também a possessividade pode ser um grande alucinógeno.

    Obrigado pela visita e comentário.

    Um abração e uma boa semana para você também.

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  19. Ufaaaaaaaa, suspirei fundo ao chegar no final.
    Que suspense meu querido amigo.
    E no final das contas, o celular ficou afogado no aquário, e tudo o que ele pensou ser real, não passou de uma insegurança que certamente ele tinha dentro de si.
    Por isso devemos ser sempre cautelosos ao agir, podemos nos precipitar e tomarmos atitudes desnecessárias.

    Adorei o suspense.

    Beijos de uma deliciosa semana pra você meu querido amigo.

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  20. Obrigado Majoli!

    A precipitação fez o cidadão “viajar na maionese”

    Um hiper, mega, super abração e uma deliciosa semana para você também.

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  21. Olá,Antonio!

    Ninguém tem direito de tirar uma vida!Não interessa o motivo!
    *Nem tudo é o que parece...e tirar conclusões precipitadas pode ser bem perigoso!!
    Beijos!
    Obrigada pela visita!Seja sempre Bem-Vindo!

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  22. Obrigado a você Vivian!

    Não temos o direito de dispor da nossa vida nem da dos outros. Ela é um empréstimo de Deus para nossa evolução.

    Um abração.

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Antonio Pereira Apon.