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Hoje é dia de quê?


Sopra, pensamento

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... Renê eu não descarto: “Penso, logo existo”; triste, é do pensamento abdicar, sem rumo, sem porto e sem vida, vagante não pensar. Pensando giro o mundo, viajo, sem pensar não ajo; não dá jeito de ajeitar. Pensamento vento, inspirado alento, talento pra tudo transformar... Antonio Pereira Apon. Pensamento é vento, venta além do tempo, sopra onde se quiser pensar. Horas, faz-se brisa. Noutras, não alisa; é tormenta o seu bafejar. O pensar, que é vento, também é barco, é mar e cais.

Acróstico da democracia. “O sono da razão produz monstros”

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Fora da democracia, não há salvação. Nem liberdade, dignidade, direitos... Como na pintura de Goya: "O sono da razão produz monstros". Antonio Pereira Apon. D espertos: d ireito, liberdade e cidadania, e xpressão livre, sem as peias d a tirania; m ultiplicidade, diversidade, pluralidade o de aos poderes do povo, c hama da mais vívida claridade; r egid a pela constitucional legalidade, a cordada, a fronta, confronta o arbítrio, c ampeia em prol da sociedade; i nsone, i nspiradora, solidária maestrina , a ltruís ta, sem rito, sem dito, sem doutrina.

Enganos e desenganos das aparências

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... Abunda sobrenome endinheirado, repleto de prenomes necessitados. Onde o egoísmo graça, a desgraça se achega a avizinhar. Escondido atrás da pose e da aparência, míngua o ente desfavorecido, comendo o pão que a indiferença amassou... Antonio Pereira Apon. As aparências enganam e costumam desenganar. Como diz a proverbial sabedoria popular: “Parente é serpente”. Sem nenhuma generalização e respeitando àqueles que nobilitam e fazem jus ao conceito fraterno e solidário de família. Em alguns grupelhos familiares, quem tem, desdenha de quem não tem; a banda rica, discrimina a banda pobre e quem se julga nobre, quer mais que o desafortunado se escafeda. E, não adianta ter aparentado doutor; “Santo de casa, não faz milagre”. Médico de família? Só aquele antigo, que atendia em domicílio. Mais nada.

Restos da ilusão

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... Os fantasmas que a seu tempo, tanto “se acharam”. Despojados de seus teres e haveres, poderes e glórias; vagam anônimos e empobrecidos, consumidos pelas sombras solitárias do equívoco e do esquecimento... Antonio Pereira Apon. Muita gente faz questão de tudo e qualquer coisa. Não ajuda, desajuda e egoisticamente, persiste a acumular, nos abarrotados celeiros da entorpecida ilusão. Cetros, mantos, coroas e tantas joias caras, conquistadas muitas vezes, à custa de sangue e sofrimento, empoeiram nos museus. Quantos palácios, palacetes e nobres salões que assistiram ao luxo e a ostentação; tombados pelo patrimônio histórico, apodrecem, arruinados pelo tempo? Os fantasmas que a seu tempo, tanto “se acharam”. Despojados de seus teres e haveres, poderes e glórias; vagam anônimos e empobrecidos, consumidos pelas sombras solitárias do equívoco e do esquecimento. Seus restos de ilusão, contam e escondem histórias, que bem podiam, e ainda podem, ensinar aos iludidos m...

Pé de tempo, pede tempo

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... Quem pede um pé de tempo e perde tempo, se perde a não mais achar; não dá pé recolher o perdido pedido, desacolhido mal colhido desperdiçar... Antonio Pereira Apon. Quem plantou um pé de tempo, pra tempo querer colher; se não acolhe o tempo e lhe dá utilidade, pede tempo pra se arrepender. Quem colhe tempo e não usa, azeda o fruto que abusa, tempo que não se guarda, fruta que não sabe aguardar. Não tem silo nem celeiro, tempo é volátil e passageiro, não se permite armazenar. Colhido, não se demora, quem não o degusta, ele devora, assusta em seu fugaz passar.

Empatia. Vidas não são números

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... Incapazes de se colocar no lugar dos outros, tratam com gelidez os números frios que escondem nomes e sobrenomes, com amigos, vizinhos, parentes, serviços prestados, uma biografia… Desumanizados, desdenham indiferentes da vicissitude que: “não é minha”, “e daí”?! “E eu com isso”? ... Antonio Pereira Apon. O anonimato dos índices e estatísticas, entorpecem, num distanciamento ilusório e indiferente. Até que, as catástrofes, dores, perigos, devastações, desgraças… Se avizinham, atingem conhecidos, parentes, amigos… Senão, segue-se fazendo cara de paisagem. Sobretudo, aqueles, deveras atidos em seus usos e frutos, cujo egoísmo, não permite alçar órbitas superiores além do entorno do próprio umbigo. Vão concordando, assentindo, pactuando, participando, sendo coniventes com quem e o que vai prejudicar, “apenas os outros”.

A traída

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... um mal cuidado Casarão, subiu ao primeiro andar e olhando pela fresta de uma porta entreaberta, viu seu amado deitado de bruços, um outro marmanjo atracado sobre ele e ambos ofegantes, suando em profusão... Antonio Pereira Apon . Mariana e Amadeu estavam casados há poucos meses. Apesar de professarem um protestantismo rígido, anteciparam os "finalmentes", e a moçoila já casou com dois meses de gravidez. Ela vendia frutas na Feirinha do Japão e ele trabalhava como carpinteiro de uma construtora lá em Itapuã. A felicidade transbordava na modesta casinha do casal. Localizada no carnavalesco bairro da Liberdade. A mocinha começou a estranhar, quando o marido começou a chegar mais tarde em alguns dias da semana, dizendo o moço que a obra estava com o cronograma atrasado e precisavam dar horas extras para não perderem o prazo de entrega. O caso é que o rapaz começou a chegar todo perfumado e com os cabelos molhados. Ela achava impossível, ele vir de Itapuã até a Liberda...

Nessa data querida

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... O aprendizado do passado, nos capacita a lidar melhor com o hoje, essa dádiva de tempo oportunamente designada de: presente. Não podemos modificar o ontem, mas, o amanhã, é a grande construção do aniversariar, assenhorear-se do agora na confecção de um almejado desiderato... Antonio Pereira Apon. Aniversariar, não é computar os anos de vida, mas, a vida contida em cada um desses anos; a nossa relação com o tempo, que pensamos planejar, apercebidos de que, a vida tem seus próprios planos. Não estamos à parte, somos parte de algo maior, onde o nosso melhor, move o melhor do outro no círculo virtuoso das vivências que nos acrescentam e nos fazem crescer.

Atrás da máscara, a face nua

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... “Azar” que espreita a face nua, desnuda a tragédia crua, dessa comédia em que ninguém sorri. Sorrisos encobertos, a descoberto, lágrimas; a foice da ameaça invisível. Sem face o imprevisível... Antonio Pereira Apon. Já não se pode expor a face sem disfarce, sem a máscara que não mascara o medo, vão degredo de compulsório rito; vida e morte, mascarada sorte.

Milagre da empatia, divina ciência da humanização

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... Deus manifesto, pulsando em cada coração; em cada equipe médica, de enfermagem e suporte, socorristas do SAMU, Salvar… Nas forças de segurança, nos que labutam nos serviços essenciais, nos gestores responsáveis, que despem momentaneamente seus rótulos político-partidários... Antonio Pereira Apon. Que bom seria, termos uma varinha mágica com o condão de distribuir encantamentos redentores, uma miraculosa panaceia salvadora que curasse os dias doentios, tantos momentos enfermos pelos quais passamos. Contudo, diferente do que pregam falsos religiosos, do que apregoam políticos desonestos, do que vociferam aqueles que confundem palanque e púlpito, no conluio espúrio de religião com política: Deus ampara, não ilude; a religião consola, não salva; a fé fortalece, não aliena nem engana; a política séria, une, jamais separa. O homem terreno, carrega consigo um passivo de provas e expiações, individuais e coletivas, às quais, ninguém pode se eximir. As forças socorrista...

Como as águas de um rio

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... Firme, segue sem detença, pro perigo, defensa, prosseguir sem estagnar. Transcende o fugaz agora, transmuta o que se demora; luta sem relutar, labuta sem lamento, à aridez alento... Antonio Pereira Apon. Vida é feita do que passa, que é pra tudo poder passar. flui a lida sem refluxo, fluxo contínuo do versar. Não atrasa na gamboa, não retarda a vaga atoa; avança, segue em frente, se agiganta, infinda para além do olhar. Fertiliza a ribeira, fecunda a paisagem passageira... Risca o previsto traço, no compasso do seu passo, arrisca um novo rumar; salta o que lhe obsta, contorna o atrapalhar.

Determinação, deliberação, resolução… O verbo da nossa ação

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... A verbalização positiva, ação do verbo renovador, alavanca o ser, acorda a força interior que dormita na apercepção dos tantos potenciais e valores que tardam na acomodação... Antonio Pereira Apon. Determinação, determinada ação de fazer acontecer; deliberação deliberada ação de transformar, transmutar, mudar… Resolução, resoluta ação de enfrentar, afrontar, remar contra a maré; suplantar, vencer…

Bem me quer... Mal me quer...

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... Vaga o tempo lá fora; errático, errante... Isolado, o agora, augura o ali defronte. Bem me quer... Mal me quer... A espera desflorida, descolorido vão afã, afaga o tempo que pirraça, não faz graça; não passa em seu passar Bem me quer... Mal me quer... E meu amor ali distante... Antonio Pereira Apon.  Despetalei a flor do tempo, a ssuntei : Bem me quer... Mal me quer... Gira vento o catavento, sopra o tempo, seu girar. Bem me quer... Mal me quer... No desfolhar da folhinha; o tempo, a coreografia, cirandar das estações. Bem me quer... Mal me quer...

Individuação. Self, ego e mitologia

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Acostumado a engendrar certezas o ego experimenta o desconsolo da incerteza, da parte imponderável do estar aqui, o que apelidamos de destino. O arquétipo nos conduz a refletir, buscar a vivência do “eu profundo, o Self, capaz das reais escolhas, verdadeira escrita do destino. Antonio Pereira Apon. A mitologia tentou explicar a humanidade, o ser humano em seus porquês, seus ciclos, dualidades: bem e mal, alegria e tristeza, vida e morte, positivo e negativo… Mas, tentou-se inutilmente encontrar razões externas para todas as questões e respostas, quando, muitas condicionais e condicionantes, habitam o âmago, a ânima do ser. A força incompreendida, guardada, gravada dentro de cada indivíduo, “legislação” consciencial que pode verdadeiramente produzir mudanças positivas ou negativas, customizando o mapa do caminhar de cada encarnação, onde nem Deus, intervém nas escolhas chanceladas pelo livre arbítrio dos homens, que direta ou indiretamente, se posicionam na “roda da vida, semel...

Letras que fazem diferença

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Uma, duas letras podem mudar, dar novo sentido, descobrir, ressignificar, recriar, reinventar possibilidades, oportunidades. Aprendamos com elas! Transmutemos o nosso mundo! Antonio Pereira Apon . Do fundo do poço ao mundo do posso; ç ou ss inspirando a decisão , um f ou m apontando a direção. Simples letras. Complexas diferenças: É a sorte ou a morte, a porta, o parto e o porto, apressado ou apreçado, o falar e o calar, linho e vinho, mão e pão; na lida e na vida, o fel e o mel, a trinca, o trinco, o brinco que brinca; Fedra e pedra , solo e colo, bar ou lar, o trago e o trigo, a figa, o figo, lama e fama, ladrar e lavrar,

Parabéns para você

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... Curte o tempo, compartilha vida, segue o esperançar; dá likes na fé, deixa o sonho seus lives sonhar. Descobre no aniversariar, o transcender... Antonio Pereira Apon. Você que acredita, quando tudo faz desacreditar; Você que não se entrega nem desiste, insiste, persiste em não desertar. Enfrenta, confronta, afronta o que te desafiar. Faz das lágrimas, sementes da alegria, encontra poesia, no que parece desversar.

A troca de Não Presta por Qualquer Coisa

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... aprendeu? Qualquer coisa não é alguma coisa para responder ao que não presta. Mudar tem que ser para melhor. Vamos tentar! Juntos podemos! Lá nós, fazendo acontecer diferente... Antonio Pereira Apon. Infelizmente, não dá para pular os incertos momentos; a vida não dá saltos nem tem um botão redentor. Mas, assim como sabemos que nada é por acaso, também temos a ciência de que, tudo passa. Isso também vai passar! Que fique uma lição humanizante que nos liberte dos grilhões dos nossos queridos desvalores e outros tantos defeitos de estimação. Na Balbúrdia do Sul, o povo buscava um Salvador da Pátria, com as graças do Céu e os poderes da Terra. Assim, elegeram Não Presta, um sujeito bom de lábia, mais escorregadio do que baba de quiabo; como o cara, fez e deixou fazer muita besteira, passou a ser odiado por metade dos balburdianos. O que abriu espaço para o surgimento da improvável candidatura de Qualquer Coisa, um indivíduo maligno e treteiro; dizia o que o povo...

É mãe, mamãe, mainha

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É o laço do abraço, o balanço, o embalo, o compasso; acalanto, canção de ninar. É o passo que vai sempre adiante, pulso que faz outra vida pulsar; rumo, aprumo de mão a guiar. É semente no chão, chuva na terra, vida a brotar. É dor a sorrir, lágrima a florir; é a vida da vida a luzir.