O preço da felicidade



... sempre querer mais do que precisa, alimenta o consumismo, essa "máquina" devoradora de homens...


Antonio Pereira Apon.


Cofre. Composição de Antonio Pereira Apon.


 

Já reparou, quantas funções do seu aparelho de TV nunca foram usadas e você nem sabe direito para que servem? E o DVD? O celular?... Para que serve um automóvel? Para nos transportar com conforto e segurança? Ou para servir de vitrine à nossa vaidade?... A velha insensatez humana, de sempre querer mais do que precisa, alimenta o consumismo, essa "máquina" devoradora de homens.


Queremos ter, mas quando temos, queremos ter mais e sem que percebamos, hipnotizados pela propaganda, perseguimos necessidades desnecessárias, imperativos de artifício, que nos tornam escravos de um círculo vicioso, onde deixamos de ser proprietários e passamos a ser propriedades das coisas, deixamos de utilizar o dinheiro e nos tornamos seus dóceis servos.


Quantos constroem uma casa na praia ou no campo, e pouco aproveitam, por estarem sempre ocupados? E aquela sala de vídeo com som de cinema e tela de altíssima resolução, que quase não é utilizada, por falta de tempo?... Muitas pessoas "se matam de trabalhar", para acumular bens, e morrem infelizes, sem usufruir deles. Esquecem que o trabalho é um meio de vida e uma das razões de viver, é buscar a felicidade... Ser feliz, não pareceria ser um sonho distante, se recusássemos a conta superfaturada de nossas ambições desmedidas, os juros do supérfluo e da ostentação, o imposto de nossas ilusões...



(Postado aqui em 05 de agosto de 2007).


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Comentários

  1. Olá Antonio!
    Mais uma belíssima reflexão!
    É verdade... quantas pessoas acumulam fortunas para terem o passaporte da felicidade, mas acabam se esquecendo da meta inicial e acabam se tornando escravas da própria ambição.
    As coisas simples, muitas vezes nem exigem a compra de ingresso...elas fazem parte de nossa vida, porém poucos conseguem perceber isso.
    Grande beijo,
    Jackie

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  2. Oi Jackie.

    Muitos esquecem do SER e apostam no TER para preencher seus vazios. Triste ilusão. Temos o exemplo dos políticos, já com o "pé na cova" e ainda assim "não largam o osso".

    Um abração.

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  3. Olá estimado António,

    A Felicidade é feita de pequenas coisas, é uma frase comum, mas muito verdadeira.
    Agradeço as blogueiras, que tem encaminhado para o meu espaço.

    Abrações de luz.

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  4. Boa tarde amigo!
    Ótimo texto e uma boa reflexão!
    Precisamos repensar nossos valores.
    Abraços! Uma tarde abençoada e linda pra ti.

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  5. Eu admiro as coisas simples. Mas, confesso que gosto de tecnologia.
    Felicidades

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    Respostas
    1. Olá Zé!

      Também gosto muito de tecnologia. A questão é dar às coisas o valor e a importância devidas.

      Um abração.

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  6. Olá, Antonio! Mestre em ensinamentos profundos! Lições de vida a cada post que leio em seu blog! O cuidar espiritual deveria sobrepor-se ao material. Meu interior provido de bens espirituais, descartaria com tranquilidade todo o consumismo desenfreado da sociedade onde o ter vale mais que o ser. Poucos pensam e agem dessa maneira! Abraço, Célia.

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  7. Querido amigo,


    Sempre achei ( acho que nasci com esta índole) de saber ser feliz com a simplicidade. À medida que vou envelhecendo estou indo mais fundo neste propósito e com mais condições desta liberdade ligada a minha essência. Alguns papéis sociais desempenhados por ser necessários, já são dispensáveis e isto é maravilhoso. As pessoas sofrem por desejarem e uma vez satisfeitos em seus desejos e alcançados seus objetivos materialistas tudo tornar-se descartável e virão outros e mais outros. Um círculo vicioso e destrutivo. Todo o materialismo é um círculo vicioso e destrutivo. Como você bem disse somos consumidos pelos bens de consumo. Não uso celular, DVD e ainda costumo pagar " mico" pois qualquer carro que estiver na minha frente entro achando que é meu ( não sei nem marca de carros hahahahah). Mas não sou contra para quem gosta e aprecia, tem prazer e usa. Com consciência e controle. Claro que vaidade , prazer de ter e consumir existe no meu lar. Mas por ser e agir desde sempre assim e meu marido também não chega a ser tão nocivo e é algo até sob controle. O que deixo claro é que estes desejos após a euforia logo cai pela frustração de desejar as novidades mais modernas. Não concebo alguém se achar infeliz por não ter a possibilidade de ter ou continuar tendo acesso às novidades. Volto a dizer que isso é se deixar consumir pelo consumo. Nada mais terrível.


    Beijos com carinho

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Antonio Pereira Apon.

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