quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O sonho e o tempo

Antonio Pereira Apon


... natimortas existências, sem tempo pros sonhos, sem sonhos pro tempo. Onírico vazio...


Mão com flor amarela.


Quando não ousamos realizar,

sonhar a realidade,

idealizar...

As possibilidades morrem sem nascer.

Esvaem-se como o tempo perdido,

a ciranda insana dos ponteiros do relógio,

que caminham para lugar algum.

Vagam por entre as horas,

autômatos, displicentes...

Sem sonhos a realizar,

sem realidade para sonhar...

Seguem num vicioso círculo,

devorando momentos vadios,

contando o tempo, sem o tempo viver.

Zumbis sem sonhos,

natimortas existências,

sem tempo pros sonhos,

sem sonhos pro tempo.

Onírico vazio,

deserto de esperanças.



(Postado aqui em 04 de agosto de 2010).



Foto do autor: Antonio Pereira (Apon).


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Antonio Pereira Apon / Author & Editor

Professor, poeta e escritor baiano, verdadeiro autor do poema: A pedra. O distraído nela tropeçou...

2 Comentários::

  1. Exite um tempo de sonhar e um tempo para simplesmente se viver o vazio... Uma triste realidade!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tudo tem seu tempo, sua necessidade e por que. Não existe acaso...

      Um abração e uma boa semana.

      Excluir

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Antonio Pereira Apon.

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