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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Encontro a poesia...





... chave e na fechadura, democracia e ditadura, libertar e se prender. Na nudez e no pudor, na brandura e no terror, revelar ou esconder. Na arte e na realidade, no bem e na bondade, no dizer e no fazer. Na seca e na chuva, Na mão e na luva, No pé e no chão...

Antonio Pereira Apon.


Barco no mar.

Na floração dos campos,

nos pássaros e seus cantos.

No mar e na maresia,

no fiel e sua romaria,

fato e aleivosia.

Na elite e no povo,

no velho e no novo,

no ir, no há de vir.

No real, no virtual,

no insólito e no banal.

Na natureza e no progresso,

avanço ou retrocesso,

artifício ou natural.

No tecnológico e no antiquado,

no abundante e no minguado,

pragmático e sobrenatural.

No amor e no ódio,

na bomba de potássio e sódio,

somático e emocional.

No palco e na plateia,

no rio e na bateia,

achar ou se perder.

No dito e contradito,

verdade ou mito,

rito ou factual.

No relógio e no tempo,

no mormaço e no vento,

no terreno e no celestial.

Na chave e na fechadura,

democracia e ditadura,

libertar e se prender.

Na nudez e no pudor,

na brandura e no terror,

revelar ou esconder.

Na arte e na realidade,

no bem e na bondade,

no dizer e no fazer.

Na seca e na chuva,

Na mão e na luva,

No pé e no chão.

Morte e vida,

chegada e despedida,

imprevisto e previsão.

No olhar e na cegueira,

no acertado e na asneira,

vitória ou danação.

No abrir e fechar da porta,

na linha reta ou torta,

aprender e desaprender.

Na astúcia e na inocência,

na fartura e na carência,

altruísmo e ambição.

Encontro:

Nas juras dos amantes,

na ventura inconstante,

que a rotina lhes furtou.

no sóbrio e sua sobriedade,

no bêbado e seu desequilíbrio,

no jornal envelhecido,

que não aquece do mendigo o frio.

Nos vazios da sociedade,

nos arroubos de solidariedade,

que nos resgatam da desumanização.

Na paisagem bucólica.

na miragem melancólica,

recanto e ilusão.

No frenesi imediatista,

na paz que só se conquista,

ouvindo mente e coração.

Encontro poesia em tudo e todos.

A poesia a tudo abarca,

o versar a todos abraça,

indiscriminada percepção.




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12 comentários:

  1. Estimado, amigo.
    É neste jogo de contraponto, que tercemos, as coisas da vida.
    Parabens mesmo, pelo texto exposto.
    Abraços amaranhenssados.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Zé. Ando devendo umas visitas ao seu recanto poético. Preciso corrigir essa falha.

      Um abração, bom fim de semana e bom voto.

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  2. A "poesia" é vida expressa em sua plenitude. E, isso quando verdadeiro jorra de onde e quando menos se espera!Fantástica sua expressividade!
    Abraço, Célia.

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    Respostas
    1. Olá, Célia.

      A poesia está em toda parte, cabe ao poeta saber encontrar.

      Um abração.

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  3. Olá, Antonio!

    Linda poesia!
    Concordo com você, a poesia está em todos os lugares!
    Porém as vezes ela esconde-se de mim, e é um custo encontra-la!
    Tenha um lindo fim de semana!
    Beijos!

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    Respostas
    1. Olá, Jossara.

      Não é só de você. Essa danada da poesia adora se sumir. Que tal versar sobre o sumiço dela?

      Um abração e uma boa semana.

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  4. Olá estimado Antônio,

    A poesia é vida.
    Nela encontramos todos os sentimentos e tudo se espelha melhor.
    Amanhã, dia de votação, há versos nessa poesia, que se adaptam, perfeitamente.

    Bom Domingo.
    Abração da Luz.

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    Respostas
    1. Olá, Luz.

      A poesia é a mais perfeita tradução da vida.

      Um abração e boa semana.

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  5. Oi Antônio,
    Desculpa a ausência,mas cá estou,rs.
    A poesia tudo abarca,em tudo encaixa,é luz e calmaria,é o nosso caminho do dia-a-dia.Poesia é vida!!!
    uma ótima semana,abraço,=)

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    Respostas
    1. Olá, Suelen.

      Também tenho andado sumido dos Blogs. Rs rs rs... A poesia é a vida em versos, é o declamar da alma.

      Um abração.

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  6. Precioso poema.
    É certo que a poesía está en todo o que nos rodea.
    Un xeito ben bonito de dicilo.
    un abrazo forte.

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Antonio Pereira Apon.