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domingo, 11 de outubro de 2015

Outono-inverno de nossa geração





... O tempo passa, a vida passa. Herdamos do passado, legamos ao futuro, vivemos o presente. Essa a arte do existir, a dádiva do estar aqui ou ali, conforme os desígnios...


Paisagem antiga.


Quando as ausências vão ficando mais presentes nas fotografias, quando essas ausências nos acompanham com maior frequência, acordando saudades dos nossos mais caros momentos. É sinal que o tempo passou e segue a passar. Passou a primavera infantil, o juvenil verão e o outono da maturidade já vai enevando os cabelos, prenunciando o inverno... Nossa inconformada incompreensão dos ciclos dessa vida, é que nos faz melancólicos e tristes diante da não presença física. Mas, nascer, viver, morrer e renascer, formam o ciclo natural do existir. Na escola aprendemos que: “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Pois é, Antoine Lavoisier estava mais que certo. Independente da crença religiosa, a morte é uma transformação, transição do espírito para além desse instante. Tudo passa. E nós, passageiros que somos, precisamos seguir nosso infinito, onde todos nos reuniremos algum dia.


O tempo não para, a vida não pode parar. Outra e outras gerações, vão chegando, fazendo “a fila andar. Portanto, nesse outono-inverno de nossa geração, não cabe-nos demorar na deprê. Na equação entre o moderno e o retrô,

ganhamos um mundo novo que se segue a renovar. Nascemos assistindo TV em preto e branco, e já estamos no pós Full HD; poucos tinham telefone em casa, hoje, todo mundo tem smartphone, que faz de tudo, inclusive telefonar; e a “internet à lenha”, aquela da conexão discada? Coisa que vai ficando para trás; como o aparelho de som 3 em 1, a máquina de escrever, o Betamax, o videocassete e já até o CD, o rolo de filme... Lembra quando o fax era o que havia de mais moderno? O micro-ondas?... ...

O tempo passa, a vida passa. Herdamos do passado, legamos ao futuro, vivemos o presente. Essa a arte do existir, a dádiva do estar aqui ou ali, conforme os desígnios de Deus.



Foto do autor: Antonio Pereira (Apon).


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.



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Por fim, um trecho de: “Força estranha”, de Caetano Veloso. Que me diz muito de tempo e de vida:


... “Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista

O tempo não para e no entanto ele nunca envelhece

Aquele que conhece o jogo, do fogo das coisas que são

É o sol, é a estrada, é o tempo, é o pé e é o chão

Eu vi muitos homens brigando, ouvi seus gritos

Estive no fundo de cada vontade encoberta

E a coisa mais certa de todas as coisas

Não vale um caminho sob o sol

E o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada, é o sol

Por isso uma força me leva a cantar

Por isso essa força estranha

Por isso é que eu canto, não posso parar

Por isso essa voz tamanha”...


Assista Caetano cantando nesse vídeo do Youtube:



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5 comentários:

  1. Olá, Apon! Bela divagação sobre o tempo que passa e primordialmente, o que fazemos com ele. Há momentos de reclusão, mas há os momentos de viver... quanto menos nos prendemos às perdas e dores, melhor viveremos o que ainda está por vir. Penso que partir dessa vida bem é partir com a sensação de que vivemos o melhor que podemos. Abraços!

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    Respostas
    1. A vida na Terra é uma passagem, uma gota de tempo do mar do infinito. Essa nossa vida não é um fim, é um meio, caminho para a evolução, trilha para nossa infinitude.

      Um abração.

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  2. Olá, António!

    Tudo bem? Aqui, tb, graças a Deus.

    Que bonito, elegante, distinto, bem arrumadinho, está seu blog! Você é especialista nessas coisas da Informática. Eu, leiguíssima!
    Seu texto é bem real, lúcido e, há verdades que até doem. O tempo não para, não volta atrás. Por um lado, até que é bom. Estou pensando no progresso em várias áreas, como por exemplo, na medicina, onde os progressos têm sido francamente de louvar. Bem, qto à competência de alguns profissionais, isso daria um boa crónica.
    Pois é. Recordamos o tempo do telefone fixo, de fios, do fogão com dois bicos, da TV a preto e branco, enfim, mas acho que éramos mais felizes, não sei. Eu tenho um celular básico, pke não me adapto às novas tecnologias, facilmente.
    O trecho "Força estranha" e o vídeo de Caetano Veloso rematem, em beleza e na perfeição, tudo aquilo que você falou.

    Dias felizes.

    Aquele abraço.












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    Respostas
    1. Quanto ao visual do Blog: Obrigado pelos gentis elogios. Venho tentando oferecer aos amigos leitores uma página limpa, objetiva e relevante. Sigo desafiando minhas limitações para oferecer o melhor a vocês, gostaria de saber e poder mais.

      Quanto à postagem: A vida na Terra é um instante passageiro, a existência real é a do espírito, que transcende ao corpo. O progresso tecnológico, põe nas mãos do ser humano ferramentas magníficas para o uso no bem. Infelizmente, o mal uso e o abuso, infelicitam em vez de felicitar.

      Um abração.

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  3. Olá, António!

    Retificando: no meu comentário escrevi, por lapso, rematem. O correto, naquele caso, será REMATAM.

    Agradeço sua visita e comentário, sempre gentil e sincero, em meu blog. Seja bem-vindo!

    Um feliz dia para você.

    Aquele abraço!

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Antonio Pereira Apon.