Nosso “País das maravilhas” - A arte da vida. Apon HP



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sábado, 17 de março de 2012

 

                    Nosso “País das maravilhas”              

     

... sobreviver na apercepção do sentido real da vida. Tornar-se desalmada máquina, programada para a irrealidade dos dias que passam na pressa vazia dos teres, devorando possibilidades...

Antonio Pereira Apon.


Pessoas andando.

Refúgio que nos guarda, da rotina, da ditadura do cotidiano... Tiranos que nos encarceram na "realidade". O onírico seduz, o virtual encanta, o inatingível fascina, o inalcançável atiça... O coração, a alma humana, envereda em suas paisagens mentais para se encontrar em seus desencontros, num lúdico faz de conta, onde tudo é literalmente ideal. A fantasia, a imaginação vivificam nosso Quixote e suas aventuras fantásticas que emprestam poesia à vida.


Viver sem sonhos, sem ideações, é já se ter morrido sem nem perceber. É sobreviver na apercepção do sentido real da vida. Tornar-se desalmada máquina, programada para a irrealidade dos dias que passam na pressa vazia dos teres, devorando possibilidades, engendrando impossibilidades, sufocando o ser.


Somos a nossa capacidade de sonhar, imaginar... Sem sonhos, apenas estamos, passamos pela vida, vagamos soprados pelo tempo. Iludidos, enganados, abismados, desumanizados.




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7 comentários:

  1. Olá António,

    É isso mesmo.
    O sonho comanda a vida, sem dúvida nenhuma.
    Mas para que serve uma pessoa, que não sonha, não idealiza, não vive irrealidades?

    Diz um poeta Português, que: "SEMPRE, QUE O HOMEM SONHA, O MUNDO PULA E AVANÇA COMO BOLA COLORIDA, ENTRE AS MAÕS DE UMA CRIANÇA".

    Partilho o sonho e até o impossível.

    Abraços de luz.

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  2. Sem nossos sonhos, Antonio... somos robotizados cumprindo deveres tão somente! Abraço, Célia.

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  3. Boa noite amigo!
    Texto sábio e reflexivo.
    Sem sonhos perdemos a magia de viver.
    Abraços! boa noite e um domingo radiante pra ti.

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  4. Sem sonhos, a vida perde o sentido.
    Sentimos um vazio,perdemos o rumo, nos sentimos perdidos.
    Bom final de semana!
    Bjs

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  5. Oi Antonio, Texto incrível, como sempre.

    D. Quixote é um personagem sensacional, pois valida para nós a possibilidade do sonho e da fantasia como uma forma de ser louco sem enlouquecer.

    Um abraço!

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  6. Oi Antônio,

    lindo texto, me fez lembrar de uma pessoa querida que já se foi. Enquanto ela ainda tinha sonhos esperança continuou conosco. O dia que perdeu a vontade de viver o corpo não suportou mais...

    Linda reflexão.

    Abraços

    Leila

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  7. Os sonhos, meu caro poeta,não deixam as nossas esperanças morrerem.
    Abração.

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Antonio Pereira Apon.

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Depois de 14 anos, atendendo a pedidos, estamos republicando Essência. Nessa segunda edição, incluímos o subtítulo: O livro do poema: A pedra. O distraído nela tropeçou... Numa referência ao nosso poema integrante dessa publicação, que, absurdamente, tem aparecido na internet com o nome de autores famosos: Fernando Pessoa, Renato Russo, Chaplin... Ou plagiadores. No endereço: (http://aponarte.com.br/apedra), o amigo leitor encontra todos os esclarecimentos, inclusive algumas das formas de como o plágio tem se apresentado.

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Aqui, pais e professores encontram uma forma prazerosa e divertida, de abordar temas como: Cidadania, comportamento, respeito ao outro e à natureza... Em sete contos, compondo um jogo de arte e educação, onde lúdica e naturalmente aos pequeninos são apresentados conceitos de: Ecologia, solidariedade, diversidade, coletividade, tempo, responsabilidade, motivação, interatividade, participação...


Textos que parecem se renovar a cada dia, conservando impressionante atualidade e sintonia. Espero que gostem.

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