Eu, meu todo e minhas partes - A arte da vida. Apon HP


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quarta-feira, 13 de junho de 2012

 

                    Eu, meu todo e minhas partes              

     

... Sou a frigidez e o orgasmo, arrebatamento e marasmo, meu alívio e minha dor. Sou moderno e antiquado, a moldura e o quadro, o escrito e o escritor. Sou a chave e a fechadura, anarquia e ditadura, carrasco e...


Antonio Pereira Apon.


Quebra-cabeça.


Sou meu saber e minha ignorância,

maturidade e infância,

sou plural e singular.


Sou gaiola e passarinho,

O caminhar e o caminho,

Meu dizer e meu calar.


Sou água e também vinho,

arrumação e desalinho,

recatado e pecador.


Sou a chuva e a estiagem,

sou real e sou miragem,

pragmático e sonhador.


Sou inverno e verão,

razão e coração

sou todas e nenhuma estação.


Sou o cheio e o vazio,

a fome e o fastio,

o desprezo e o querer.


Sou desamparo e esteio,

o trabalho e o passeio,

o crer e o duvidar.


Sou lume e escuridão,

grão, amplidão,

sou céu, entretanto chão.


Sou o certo e o incerto,

tolo e esperto,

vitorioso e perdedor.


Sou a frigidez e o orgasmo,

arrebatamento e marasmo,

meu alívio e minha dor.


Sou moderno e antiquado,

a moldura e o quadro,

o escrito e o escritor.


Sou a chave e a fechadura,

anarquia e ditadura,

carrasco e libertador.


Sou anonimato e fama,

a pureza e a lama.

o que foi e o que ficou.


Sou sede e saciedade,

indivíduo e sociedade,

sou a gota e sou o mar.


Tecnológico e artesão,

objetividade e sermão,

sou a mão, porém a contramão.


Sou a tinta e a tela,

a chama e a vela,

irreverência e devoção.


Sou estéreo e mono,

o banquinho e o trono,

a pedra e a flor.


Afinado e dissonante,

sou a aversão e o amante,

o descolorido e a cor.


Sou o ser e o não ser,

o ter, o abster,

ganhar e perder.


Sou azar e sorte,

vida e morte,

ida e vinda,

preguiça e lida,

dia e noite,

carinho e açoite.

Sou...




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10 comentários:

  1. Antonio Querido!

    Que lindo poema!
    Realmente, somos tudo isso em algum momento!
    Tenho um poema com as caracteristicas parecidas, chamado minhas metades lá no meu blog.
    Tenha uma linda noite de quarta feira!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  2. Lindo post Antônio.
    Acredito que todos nós somos essa eterna dualidade,somos iguais e opostos e talvez seja disso que resulta o nosso ser.l
    abraço querido,=)

    ResponderExcluir
  3. Lindo poema à dualidade do ser, do ter, do viver,etc...!
    Bem colocado, dá para fazer reflexão sobre cada verso!
    Abraços amigo poeta!
    Ivone

    ResponderExcluir
  4. Querido amigo Antonio,


    Do título ao poema, adorei. Somos!


    Beijos com carinho

    ResponderExcluir
  5. Nossa Senhora!

    Achei maravilhoso este poema, Antonio!

    Você é tudo isto. Encanta-nos.

    Abraços

    ResponderExcluir
  6. A vida, tem os seus pares.
    Felicidades, pra voce, sempre.

    ResponderExcluir
  7. Caríssimo,

    És um grande poeta, é isso que és!

    Lindo poema! Nossas misturas, nossas facetas, lado a e lado b tão difíceis de se entender.

    Grande abraço

    Leila

    ResponderExcluir
  8. Parabéns pelas belas palavras juntadas em poesia.
    Abs

    ResponderExcluir
  9. Olá amigo Antonio,
    Estive afastada por duas semanas, por conta de doença na família e, agora, volto à base.
    Sua poesia eterniza nossos lados avesso e direito, nossos ângulos de comportamentos e modo de ser, enfim, nós como somos.
    Bela postagem, querido!
    Deixo meu abraço e meu sincero beijo em seu coração.
    Maria Paraguassu.

    ResponderExcluir
  10. Antonio,lindo demais seu poema!Vir aqui é sempre bom demais!Não dá vontade de ir embora!Bjs e boa semana!

    ResponderExcluir

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Antonio Pereira Apon.



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