Amanheceres - A arte da vida. Apon HP



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quinta-feira, 19 de julho de 2018

 

                    Amanheceres              

     

Acordar da natureza, desacordar da cidade. Paradoxais despertares. A calma, o tropeçar da pressa, a dicotomia da paisagem na moldura da janela...


Antonio Pereira Apon.


O mundo preso na cidade. Composição de Antonio Pereira Apon.


Na natureza:

A aurora corre entre flores do campo,

suave brisa,

acorda os odores frescos da manhã.

Marulho de ondas,

rumor de rio,

cantar de passarinho...

Uma revoada de cores,

dissipa a noite escura,

despertando retinas,

para um banquete de luz.

Mas...

O cinza devora a cidade,

cidade que engole homens.

Tisnados, sobressaltados,

atidos, contidos...

Bipes eletrônicos,

campainhas analógicas,

buzinas dissonantes,

sirenes destoantes,

apitos...

Onomatopeias sem fim!

O rádio que ecoa,

celular que vibra,

computador que inicializa,

tevê que liga,

calma que desliga...

Um fragmento de paisagem,

trancado na grade da janela.

Bom dia!



Postado aqui em 25 de janeiro de 2013.



   
 
 

8 comentários:

  1. Maravilhosos seus versos, amigo...estou voltando aos blogs e tão feliz em reencontrar os amigos, em ler preciosidades como este seu poema.
    Feliz 2013... bom final de semana, beijos,
    Valéria

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  2. bom dia, amigo.
    E que tenhamos amanheceres mais suaves e coloridos, como os descritos no seu belíssimo poema.

    Um abraço.

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  3. Lindo poema de Bom dia! Eu consegui chegar apenas no Boa noite! Muito obrigada pelas verdades lidas e internalizadas.
    Abraço, Célia.

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  4. Apon, achei muito interessante o contraponto que fez entre a tecnologia e a natureza. Não é então viver melhor em meio às cores do que em meio ao cinza? Um abraço!

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  5. Meu querido amigo

    Um poema simplesmente maravilhoso e muito do tempo que vivemos.Adorei.


    Um beijinho
    Sonhadora

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  6. Un poema lindo.
    A primeira parte produrce relaxación, a natureza ten ese fin.
    Pero moitas veces vivimos atrapados nesa cidade onde vivimos atropeladamente.
    E como ben dis ese fragmento de paisaxe queda atrapado na ventá.
    un abrazo e boa semana.

    ResponderExcluir
  7. Un poema lindo.
    Gústame máis a primeira parte. Produce relax, a natureza ten ese fin.
    Pero moitas veces quedamos atrapados na cidade e nas súas redes onde vivimos atropeladamente.
    un forte abrazo e boa semana.

    ResponderExcluir
  8. Oi, querido Antônio!

    Tudo isso se passa no cotidiano, que faz também parte da natureza.

    Todos os sons, movimentos, cheiros e sabores se conjugam, mas não sabemos, por vezes, onde tudo isso irá parar.

    Abraço da Luz.


    Lindos os sons

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Antonio Pereira Apon.

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