Nova Verona. A segunda vida de Romeu e Julieta - A arte da vida. Apon HP



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domingo, 30 de setembro de 2018

 

                    Nova Verona. A segunda vida de Romeu e Julieta              

     

... o amor é a grande razão: Acima da política e das religiões, além das fronteiras, na “pátria” do coração. O amor é um “país” onde o ideal se faz realidade e a realidade ensina a sonhar. Um lugar onde todo dia é dia dos namorados, dos enamorados pela vida em seu amor virtual. Numa paráfrase moderna ao clássico de Shakespeare...


Antonio Pereira Apon.


Paisagem no campo, casal, com roupas finas e gesto de carinho, mais parecem noivos, ao lado um unicórnio.


No blog Filosofando na vida, a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 55ª participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando.


Selo de participação no Poetizando e encantando.

Nessa edição, participamos com essa postagem de 2013, uma releitura, inspirada no clássico de Shakespeare.


Tudo começou em um chat, um bate-papo descompromissado. Tecla daqui, tecla dali e uma empatia foi ganhando corpo e um mutuo enamorar conectou os corações de Romeu e Julieta. Nicknames apaixonados, estabeleciam afetos em banda larga. A lá Vinicius de Moraes. Pactuaram seu “soneto de fidelidade” Num: “Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”.


Logo o rapaz mandou construir uma vila para sua amada, a qual, deu o sugestivo nome de Nova Verona. Era um retiro aconchegante e onírico, assemelhado a brinquedo de montar, uma paisagem que resgatava bucólicos vilarejos da Europa medieval. Ela arquitetou surreais jardins, pintou um céu cor de rosa, de onde gotas perfumosas, caiam misturadas a pétalas coloridas; ele imaginou um lindo lago com cisnes, em meio a um bosque outonal. Eis a cenografia daquele romance...


Felizes, degustavam a poesia de cada dia, colhendo as flores daquele doce sentir. Mas um dia a paz foi quebrada, o paradisíaco recanto fora invadido e a moça, sequestrada. O rapaz incorporou seu Dom Quixote para enfrentar monstros e gigantes, libertar sua princesa da torre maldita, das garras do Bowser. Como num game do Mario Bros. Vitorioso, “zerou o jogo” e tornou ao lar com sua amada.


Peixes se beijando.


Sempre que possível, o casal ganhava os céus para ver o sol nascer. De seu balão, contemplavam o astro rei colorir a paisagem, dissipando a neblina com seus dourados acordando a vista. Num passe de mágica, eram transportados: Para dançar tango em Buenos Aires, comer acarajé em Salvador, touradas em Madri, valsas vienenses e como nas mil e uma noites, retornavam em seu tapete mágico.


Balões.


Um casal de filhos veio compor os versos daquele poetar quase sem fim. Ao menino ele deu o nome de Ícaro, a menina ela chamou de Esperança. Mas, vez por outra, um ou outro dos amantes desaparecia por longos dias ou semanas, quebrando o encantamento, a fantasia daquele romance virtual. O vazio acordava sombras, ensombrando o solitário coração, ilhado no “abandono” do seu paraíso ideal.


Na verdade, o destino De Romeu e Julieta. Havia se cruzado anos antes daquele primeiro teclar. Quais MONTÉQUIOS E CAPULETOS modernos, o acaso havia urdido uma trama de antagonismos entre o casal: No dia 11 de setembro de 2001, ambos adolescentes, estavam em New York a passeio. Ela, filha de mãe brasileira e pai árabe, ele de pai americano e mãe brasileira. O moço , se chamava John, a jovem era Aisha. O pai de John, agente da CIA, tornou-se um dos mais ferrenhos e extremados combatentes ao terrorismo. Além do patriotismo, a morte de sua esposa, passageira de um dos aviões arremessados contra o Word Trade Center naquele fatídico dia, alimentava sua sanha de vingança. Estimulado pelo pai, John entrou para as forças armadas americanas, onde ocupa o posto de tenente no serviço de inteligência do exército, tendo atuado algum tempo em Guantánamo. Por outro lado, o pai de Aisha, um próspero empresário saudita, foi preso com sua mulher na esteira das investigações do nefasto atentado. Ela não suportando a pressão dos interrogatórios e a incerteza sobre o futuro do marido, entrou em profunda depressão e suicidou-se. Quando liberto, o maltratado homem exilou-se no Afeganistão com a filha, onde aderiu ao fundamentalismo talibã e associou-se a Al-Qaeda para dar azo a seu ódio ao “imperialismo americano”, “responsável pela morte de sua esposa”.


Assim, quando requisitado pelas obrigações militares, John despia o seu Romeu, abandonando seu refúgio virtual periodicamente. Assim, também Aisha, submetida aos costumes daquela cultura, de burca e tudo mais, via-se constrangida a desnudar momentaneamente sua Julieta, distanciando-se do seu “Éden”.


Apartados pelas contingências da vida real, os revezes das incoerências humanas. Refugiavam-se intra-telas no ciberespaço da sua Nova Verona, onde o impossível é possível e o sonho inventa uma nova realidade, uma nova dimensão, onde o amor é a grande razão: Acima da política e das religiões, além das fronteiras, na “pátria” do coração. O amor é um “país” onde o ideal se faz realidade e a realidade ensina a sonhar. Um lugar onde todo dia é dia dos namorados, dos enamorados pela vida em seu amor virtual. Numa paráfrase moderna ao clássico de Shakespeare.


Vencidos os compulsórios desencontros. Os hiatos eram preenchidos pela transbordante emoção do reencontro, onde seus avatares corporificavam a essência incontida daquele amor virtual, daqueles cativos da realidade, que ali virtualizados, vivificavam seu sentir, transcendendo ao pragmático e sensorial. A imaginação num jogo de contentamento, convencimento da real irrealidade, descortinava um mundo fantástico, a fabulosa capacidade de compor uma nova versão, uma “verdade” alternativa digital às analógicas concretudes. Como pintores impressionistas, românticos literatos, arrebatados poetas, geniais escultores... Resignificavam seus momentos, talvez enfim, dando um definitivo e atemporal sentido a frase do general romano Pompeu, celebrizada por Fernando Pessoa: “Navegar é preciso, viver não é preciso”.


Enquanto John e Aisha, escravos das contingências, suspiram por uma alforria do tempo, uma anistia do destino. Romeu e Julieta em seu Second Life, sua segunda vida. Ousam ser felizes para sempre. Para além de si, para além daqui. Clicares, teclares... Navegar mar a dentro das emoções digitalizadas, reinventadas...


O Último Beijo de Romeu e Julieta, pintura de Francesco Hayes.



Postado aqui em 11 de junho de 2013.





Nossas participações no "Poetizando e encantando":

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47 comentários:

  1. Antonio!
    Que inspiração e criatividade! Reverencio-me! A trilha sonora (lembranças do meu casamento), o roteiro da viagem ao país dos amores, do ontem ao hoje, fez-me não desconcentrar-me da leitura e, ao final, como romântica que sou, suspirar e aplaudi-lo! Obrigada pelo momento lindo!
    Abração da Célia.

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    1. É muito bom quando o texto consegue fazer o leitor viajar no tempo, dentro ou fora de si. É sinal que tocou a mente e o coração acordando boas lembranças, sentimentos...

      Obrigado a você Célia.

      Um abração.

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  2. Que história, a vida é mesmo assim, romanceamos, mas a realidade é nua e crua né meu amigo!
    Amei ouvir o lindo Tema: Romeu e Julieta, amo isso, quando me casei meu vestido foi do modelo de um dos vestidos da Julieta, eu era bem jovem e romântica!
    Abraços!

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    1. O limiar entre a ficção e a realidade pode ser bastante tênue. E como uma imita a outra, romance e realidade podem transitar entre o real e virtual...

      Obrigado Ivone.

      Um abração.

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  3. Parabéns, Antonio, muito criativo e instigante o seu texto.
    É interessante imaginar essa segunda vida do casal apaixonado mais famoso da literatura universal. E a inimizade das famílias faz todo sentido.
    Sem dúvida uma bela homenagem.

    Abraço.

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    1. A alma humana e seus conflitos, ontem e hoje inspiram a arte e suas releituras. O tempo passa mas as gerações reeditam antigos dilemas em novas versões de clássicos imortais.

      Obrigado Paty.

      Um abração.

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  4. Oi, Antonio! Muito criativo um texto inspirado num clássico usando como pano de fundo um cenário tão atual. O tempo passa, a história muda, mas os conflitos são sempre os mesmos. Um abraço!

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    1. Passado e presente, ficção e realidade se confundem na releitura da vida, dos personagens, da história...

      Obrigado Bia.

      Um abração.

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  5. Oi Antonio,

    O amor nos leva para mundos que nosso romantismo produz!
    Adorei o texto!
    Beijos!

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    1. Os sentimentos são passaportes para mundos novos onde ficção e realidade, real e virtual ocupam seu devido espaço.

      Um abração Jossara.

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  6. Olá, querido António!

    Sabe que eu gosto muito de você, daquilo que escreve e do seu sentido de crítica e de humor. Claro que sabe disso, há muito.

    QUE DEUS PERMITA, QUE UM DIA VEJA "A LUZ" DO SOL, OUTRA VEZ. ASSIM SEJA!

    Estou escutando a música que escolheu para fechar seu interessante e inteligente texto, portanto está sendo difícil raciocinar a 100%, porque esse som do piano, sobretudo, não me deixa escrever, com o cérebro todo, e ela continua...

    O amor dos tempos modernos e virtuais, não deixa de ter as mesmas nuances, que os de outrora, porque AMAR é sempre, amar.

    E num grande amor há sempre problemas familiares, sociais, políticos e culturais. Não houve evolução, concluo, tristemente.

    Obrigada pelo seu inteligente e humorístico comentário, em meu blog. Veja só, Antônio, para além do lobo mau, ser "pedófilo", julgamos nós, e me ter roubado o vestido, também me "obrigou" a perder a inocência. Será que pode? Julgo que não. É mesmo lobo mau (risos).

    E a bela música me acompanha. Me apetecia dançar nos braços de um "Romeu", não de um qualquer, mas um "de Caprio", não diria que não, seguramente.

    Tenha um bom domingo e melhor semana.

    Um grande abraço da Luz, que muito o estima.

    PS: sua filhota, vai bem de saúde e nos estudos?

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    1. Um dia Deus há de nos ouvir e acordar do silêncio as cores e formas da minha visão. A música, sobretudo a boa musica, faz a alma viajar na atemporalidade do pensamento que nos furta por momentos o raciocínio. É o “feitiço” da arte. No tempo os sentimentos e conflitos humanos se reeditam, mudam apenas os personagens, os cenários.

      Quanto ao tal do Lobo Mau. Pode não! Ele anda ouvindo muito o “Aí se te pego” do Michel Teiló. Kkkkk... Contrastando com o piano que te faz suspirar por um “de Caprio". Por cá estamos todos bem. Obrigado pela lembrança.

      Um abração e uma maravilhosa semana.

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  7. Maravilhosa publicação e texto, Parabéns :))

    Hoje » Fogo que flagra em lamuria

    Bjos
    Votos de uma óptima Quarta-Feira.

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  8. boa tarde, Antônio!
    meus 3 filhos são casais que se encontraram no mundo virtual. a filha já casada há 12, filho há 7 e outro há 1 e meio.
    Romeu e Julieta em ação (rs).
    bem, que texto!
    E preciso parar para respirar... continuar a ler com ânimo até o fim...
    Aplaudo com efusividade.
    Sou Julieta em potencial... mas nada de suicídio... o Amor precisa ser amado.
    Deus te abençoe muito!
    Abraços fraternos de paz e bem

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    1. Virtual e presencial, interagindo cada vez mais; ligando, unindo, aliançando sentimentos, escrevendo a poesia de muitos encontros, crônicas de cliques que conectam pessoas, destinos, corações.

      Um abraço. Tudo de bom.
      Você conhece nosso poema que tem sido vergonhosamente plagiado?

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  9. Olá, Tonico!

    Já me não lembrava desse texto, nem sabia se o tinha ou não comentado, mas tu sabias.

    O amor é sempre amor, embora as formas de estarmos mais perto, agora, sejam bem diferentes de outrora.

    O teu post está mto bem escrito e com imensa imaginação. O antes e o depois, mas o amor, sempre.

    Beijinho antigo e moderno, cronologicamente falando.

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    1. O amor é atemporal, transcende ao antigo e ao moderno. Usa das ferramentas do passado e do presente, como certamente usará futuras ferramentas, para unir pessoas, entrelaçar sentires, aliançar corações. É uma força da natureza, esse tal de amor.

      Quando ele chega, vai levando...

      https://www.youtube.com/watch?v=eqNJO8p97iE

      Um abraço. Inté!

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    2. Isso mesmo. O amor é uma força forte, estranha e indefinível. Qdo se instala, não pede licença a ninguém.

      Creio k essa novela passou em Portugal e foi um sucesso, mas essa "guerra" tem imenso interesse, pois dá sempre paz.

      Durma bem e feliz!

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  10. Boa noite amigo! estou encantada com seu maravilhoso conto. O amor esse sentimento forte que move o mundo, a vida...o amor transcendental, Lhe inspirou divinamente. Linda citação do grande Shakespeare. Parabéns! Lindos os vídeos. obrigada por mais uma vez participar, seja sempre bem vindo! Abraços

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    1. O amor é a grande inspiração, a grande poesia da vida que move a humanidade.

      Um abraço. Tudo de bom.
      Eles não! Por eles, nunca!

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  11. Amigo, baseado em Shakespeare, você escreveu um conto fantástico! O amor transcendental um amor que dura uma eternidade. parabéns! Abraços

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    1. Amor para além do tempo, mesmo para além da vida. Atemporal sentimento que inspirou o ontem, inspira o hoje e inspirará o amanhã.

      Um abraço. Tudo de bom.
      Eles não! Por eles, nunca!

      Excluir
  12. Parabéns! O amor não tem passado! Ele é sempre presente nas nossas vidas. O amor sempre existirá! O tempo pode passar! mas O AMOR jamais! Ele é renovado todos os dias, em cada corações...Um grande abraço! O AMOR é vida.

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    1. Vivificante, transcendente e atemporal essência que inspira cada ser humano.

      Um abraço. Tudo de bom.
      Eles não! Por eles, nunca!

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  13. Oi, Tonico!

    Postaste esse mesmo texto há dias e já o comentei, antes e há dias, todavia o reli.

    Abracinho e boa semana.

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    1. Te enviei o link, só para você saber qual post eu estava republicando, agora na BC.

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  14. Oi, Tonico!

    Meu comentário desapareceu? É o costume. Depois, ou melhor, já, aparece.

    Abracinho e boa semana.

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  15. Pois, já apareceu, o de ontem, evidentemente.
    Pronto, esse teu acordo com a Google, eu tenho de respeitar -RISOSSSSSSSSSSS.

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    1. Calma, tem que esperar carregar os comentários, sobretudo quando tem vídeos em algumas respostas. Paciência menina! Rs rs rs...

      Inté!

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  16. https://poemasdaminhalma.blogspot.com/
    Olá António!
    O amor é a força da vida,não tem fronteiras nem barreiras, nasce no coração é sentimento nobre eternamente. Parabéns amigo, magnífico poema.
    Abraço de paz e bem.
    Luisa

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    Respostas
    1. O amor é o mais nobre sentimento, incoercível força que une os seres.

      Um abraço. Tudo de bom.
      Eles não! Por eles, nunca!

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  17. Boa noite, amigo Antonio!
    O início já diz o que virá no conto que já havia lido, mas que vale sempre a pena retomar e ler com mais atenção para poder saborear o conteúdo.
    Gostei dos peixinhos... rs... amor delicado tem sempre um bom tom para mim.
    Esta frase é primordial em todo contexto do conto, me foi relevante:
    "Felizes, degustavam a poesia de cada dia, colhendo as flores daquele doce sentir."

    Muito linda e verdadeira no Amor.
    Deus o abençoe muito!
    Abraços fraterno de paz e bem

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    Respostas
    1. Dentro do espírito romântico que predomina na BC, julguei interessante republicar esse conto, que faz uma releitura do clássico de Shakespeare.

      Um abraço. Tudo de bom.
      Eles não! Por eles, nunca!
      😊

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  18. Bom dia!
    Essa semana os alunos concluem as provas e sem tempo para escrever suas poesias não participamos do poetizando. Passando para apreciar sua maravilhosa participação e continuidade nesta BC tão importante na interação poética.
    Parabéns linda participação.

    Tem postagem no blog, conteúdo de Sociologia e um tema da atualidade processo democrático do qual nós brasileiros estamos vivendo.
    Feliz semana e que o processo democrático seja respeitado por todos.
    Abraços

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    Respostas
    1. Seguimos poetizando e tentando encantar. Todo dia é dia para versar. Senão hoje, outro dia...


      Um abraço. Tudo de bom. E sobre o processo eleitoral:
      Eles não! Por eles, nunca!

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  19. O amor está aí para ser vivido e você buscou no clássico Romeu e Julieta a inspiração e narrou um amor surreal que levou os jovens a fugirem de seus conflitos através dos teclares intensos e apaixonados. Um conto espetacular com nuances de sonhos recortes da dura realidade. Soberbo!!!!!
    Um abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O sonho, o desejo, o querer... Realidades paralelas, onde o "impossível" é possível e o amor prevalece.

      Um abraço. Tudo de bom.
      Eles não! Por eles, nunca!

      Excluir
  20. Que bela jogada inteligente e clássica amigo e que bom que trouxe em reedição para a partilha nesta bela blogagem. Bela criatividade amigo.
    Boa semana e meu abraço de paz.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Um encontro do clássico com o moderno, para falar do atemporal amor.

      Um abraço. Tudo de bom.
      Eles não! Por eles, nunca!

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  21. É um prazer ler o seu português escorreito no aspeto gramatical,
    facto que é raro encontrar...
    Fico muito triste quando verifico que há professoras não cumprem
    regras de concordância entre os elementos da oração... Sujeito
    no plural, verbo no singular, etc, etc...

    A sua participação está genial... como seja uma criatividade em
    dupla potência... excelente, foi uma leitura muito agradável com
    nuances divertidas.

    Parabéns, António.
    Abraço cordial.
    ~~~

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acredito que o respeito à concordância é o minimo que se espera de quem se dedica à arte de escrever. Infelizmente, muitos descuidam desse básico, prejudicando a criatividade, malbaratando a inspiração. Obrigado pelo gentil comentário.

      Um abraço. Tudo de bom.
      Oração pela lucidez.

      Excluir
  22. Olá António,
    passando por cá, depois de uma visitinha à nossa anfitriã prof. Lourdes
    e ficou tonta ao ler o texto, sentimentos de curiosidade, insegurança, onde estamos, ficção ou realidade, que se passa ? e o terror do ano do ataque às Torres Gémeas, mas que não são passado, o medo e a injustiça existe em todo o mundo, em vários sítios do mundo infelizmente,
    possivelmente cada situação de revolta, tem ligação a maus tratos e à proximidade com situação de grande desespero e de violência,


    António, devido a alguns dias de ausência, só fiz ainda a participação da 54ª edição que deixo aqui

    https://poesiesenportugais.blogspot.com/

    abraço

    Angela

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ficção e realidade, o limiar entre uma e outra, é cada vez mais tênue nesse mundo tão surreal.

      Um abraço. Tudo de bom.
      Oração pela lucidez.

      Excluir
  23. Antonia!
    Amei a correlação feita no texto com os "Romeu e JUlieta" de Shakespeare, fantástica sua criatividade.
    Amei também:"O amor é um “país” onde o ideal se faz realidade e a realidade ensina a sonhar. "
    Parabéns!
    Desejo um mês abençoado!
    “A gratidão é o único tesouro dos humildes.” (William Shakespeare)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com/2018/10/divulgacao-cultural-131-55-poetizando-e.html

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa literatura é atemporal e nos inspira em todos os tempos. Agora, Antonia? Rs rs rs...

      Um abraço. Tudo de bom.
      Oração pela lucidez.

      Excluir
  24. CONVITE PARA O POETIZANDO
    Boa noite!
    Com saudade do poetizando e desta interação que é mais que apenas poética, interação amiga, postei hoje o poetizando. Peço desculpas pois já é noite de sábado, mas fica a semana em destaque para que todos posam participar com suas lindas poesias.
    Desde já agradeço a sua compreensão em esperar esse tempo sem uma nova edição.
    Tem momentos e acontecimentos na vida que nos toma de surpresa e nos deixa sem chão. Mas a vida é assim, temos que encarar de frente, com pés no chão, sempre confiante em Deus que tudo passará.
    Vamos a mais uma edição do poetizando que está com atrativas imagens.
    Abraços da amiga Lourdes Duarte.

    ResponderExcluir

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Depois de 14 anos, atendendo a pedidos, estamos republicando Essência. Nessa segunda edição, incluímos o subtítulo: O livro do poema: A pedra. O distraído nela tropeçou... Numa referência ao nosso poema integrante dessa publicação, que, absurdamente, tem aparecido na internet com o nome de autores famosos: Fernando Pessoa, Renato Russo, Chaplin... Ou plagiadores. No endereço: (http://aponarte.com.br/apedra), o amigo leitor encontra todos os esclarecimentos, inclusive algumas das formas de como o plágio tem se apresentado.

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                            Graziela.

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                vida.

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