Apressados, desapressados e a necessária normalidade

Está muito em voga a preocupação com a correria frenética desse nosso dia a dia. Tem gente, que parece viver ligada no 220, fazendo trocentas e uma coisas ao mesmo tempo, pulando daqui pra li, de lá para cá como numa caricata prova de triátlon. O tempo urge e “ruge” também. É preciso fazer ontem o que poderia ficar para a semana que vem.
Por outro lado, temos aqueles que agem como um transgênico cruzamento entre tartaruga com lesma, uma “tartalesma” reumática, vivem se arrastando, postergando para a próxima década, o que devia ter feito no século passado. Gente que adora fazer da cama seu habitat natural.
Como Cronos (Deus do tempo), que engolia seus filhos. O tempo devora os dias e as horas ante a pressa estéril e a letargia infrutífera. Só o equilíbrio pode e deve reger o salutar ritmo da vida.
Os astros cumprem suas órbitas num constante equilíbrio, a rotação da Terra proporciona-nos crepúsculos e alvoradas no seu tempo certo, a translação alterna entre estações nos momentos aprazados; sem pressa ou letargia, a lua rege o fluxo das marés...
A pressa estressa e adoece, a vagareza entorpece e estagna; muitos, na pressa de “ganhar” segundos, jogam fora a vida em acidentes de trânsito, de trabalho... Outros tantos, assistem a vida passar, entregando a saúde e todas as suas possibilidades a uma sedentária acomodação.
A vida pede equilíbrio!
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