Cadê o rio que estava aqui?... - A arte da vida. Apon HP



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terça-feira, 24 de novembro de 2015

 

                    Cadê o rio que estava aqui?...              

     

... Natimortos tantos ais. Num país que agua abunda, na falta d’água se afunda, paradoxo desaguar. O sertão que virou mar, intenta revirar sertão. Sobradinho o lago vai secando. E o “Velho Chico” tadinho! Isquêmico vai minguando. Enquanto a transposição do...


Cachoeira.


Lama humana,

desumana destruição,

devastadora inconsequência.

A autoridade descuida,

não cuida senão de si.

Financia-se direita e esquerda,

ganhe quem ganhe,

faz-se menor a perda.

A quem importa a ribeira?

A foz?

A cabeceira?

Rio Doce a morrer.

Mar barrento,

Céu cinzento;

só Deus para socorrer.

Natimortos tantos ais.

Num país que agua abunda,

na falta d’água se afunda,

paradoxo desaguar.

O sertão que virou mar,

intenta revirar sertão.

Sobradinho o lago vai secando.

E o “Velho Chico” tadinho!

Isquêmico vai minguando.

Enquanto a transposição do erário,

irriga o corrupto e o perdulário,

faz que faz do faz de conta.

Falta agua pro peixe viver,

falta agua pra gente beber,

farta sede pra sobreviver.

Poluída.

Seca a morrente nascente,

assoreada, desmatada esperança;

manancial indigente.

Fluvial chacina,

ecológica sina...

Jaz o Tietê e o Subaé,

o Mirim Itapicuru, o rio Catu,

Iguaçu, Paraíba do Sul;

Gravataí, Caí.

Jaz o rio dos Sinos,

das Velhas;

Ipojuca e Capibaribe...

Mas não jaz o rio de lama,

em Brasília ou Mariana,

na politicagem nacional.



Foto do autor: Antonio Pereira (Apon).


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6 comentários:

  1. Emocionante, nem vais acreditar, mas digo, chorei!Chorei por tudo isso que estamos vendo, não aguentei ver a lama indo para o mar, os peixes mortos, nada vai poder sobreviver disso tudo que está aí!
    Nem sei até quando iremos ver tanto descaso com a vida, com a natureza, negligência assim acho que só aqui, no nosso rico e lindo País que, pelo jeito, não achará jamais governantes dignos, dói em ti, dói em mim!
    Amei ler seu belo poema, deixo abraços apertados!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pena que todo choro e toda a dor não encontrem eco nem comovam nem um pouco o sínico descaso de empresários e autoridades, que posam com cara de paisagem ante a desolação provocada por tanta lama concreta e figurada, real e metafórica. Lama de Mariana, lama que transborda dos esgotos pútridos dos "podres poderes". Desumana chacina ambiental.

      Um abração e uma boa semana.

      Excluir
  2. Olá meu caro,

    é muito triste ver tudo isso acontecer e não termos forças para mudar um país onde a impunidade é a regra.
    Seu poema retrata esta triste realidade. Muito bom vir aqui.

    Grande abraço

    Leila

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Triste mesmo. País do faz de conta. Casa de Noca, de Migué, da Mãe Joana", da Madrasta Dilma, do Padrasto Lula e de quem mais quiser. Terra de ninguém, onde cada um usa e abusa, faz o que quer e melhor lhe convêm.

      Um abração e uma boa semana.

      Excluir
  3. Oi, Apon! Muito bem escrito seu poema, com uma musicalidade ímpar. Quando mais o tempo passa mais vejo o governo se preocupando com suas próprias falcatruas e menos com a solução de problemas que afetam toda uma população. E assim vão se embora as nascentes... Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nossas "autoridades" estão preocupadas apenas consigo mesmas, em como escapulir das ratoeiras que lhes são tão próprias e merecidas. A lama pútrida da politicagem transborda do submundo corrupto, desmascarando parlapatões bravateiros, falsos "salvadores da pátria" e seu faz de conta, sua farsa populista, inconsequente e irresponsável. O povo, a verdade, o ambiente? ... Que se dane tudo e todos! Eles só querem manter o poder a qualquer custo.

      Um abração e uma boa semana.

      Excluir

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Antonio Pereira Apon.

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