Outdoor - A arte da vida. Apon HP


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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

 

                    Outdoor              

     

... crise de verdade, golpe de mentira, inverdade tão em voga. Social de mãos postas, capital cerrando os punhos… Transbordam as periferias, eclodem os guetos; endêmica violência, pandêmica insegurança. Fora dos carros blindados, dos condomínios fechados, das grades, da fantasia indoor…


Antonio Pereira Apon.
Cidade em preto e branco

paisagem de concreto e aço;

beijos e abraços,

contidos em perfis de vidro.

Lá fora:

Multidão penitente,

máquinas e gente;

tráfego das horas,

trânsito dos dias…

Ricos escritórios,

pobres fábricas;

operários em risco de morte,

empresários apostando a sorte.

Esquerdóides autistas,

esquizofrênicos direitistas;

crise de verdade,

golpe de mentira,

inverdade tão em voga.

Social de mãos postas,

capital cerrando os punhos…

Transbordam as periferias,

eclodem os guetos;

endêmica violência,

pandêmica insegurança.

Fora dos carros blindados,

dos condomínios fechados,

das grades,

da fantasia indoor…

Rotas tortas nas sinaleiras,

o poder do tráfico,

o onipresente trágico.

E a lama escorre dos palácios!

Pra lamento,

o parlamento legisla em causas impróprias,

o povo toma partido do seu despartido,

elege algozes para o “salvar”.

Populista desgraça,

socialista farsa,

realidade em outdoor.


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6 comentários:

  1. Aos amigos queridos: deixei um pequeno mimo no meu blog como agradecimento por toda a solidariedade que recebi nestes tempos tão difíceis.
    Quando puderem, por favor, passem por lá!
    Meu carinho a todos!
    Helena

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não somos ilhas e na interação fraterna da vida, vamos fortalecendo uns aos outros na superação dos momentos difíceis. Obrigado pela generosa e belíssima homenagem em sua página: http://helena.blogs.sapo.pt/homenagem-aos-amigos-de-a-a-e-65466

      Um abração. Bom fim de semana e força sempre!

      Excluir
  2. Realista seu post, Antonio!
    Fechamo-nos em grades, condomínios, visualizamos tudo no virtual... O humano? Se não nos convier... deletamo-o!! Nossa visão de mundo fica muito comprometida, pois sinalizamos apenas o outdoor que nos agrada.
    Abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sobrevivemos atidos na ilusão indoor, enquanto a realidade nua e crua, pulsa no outdoor de um dia a dia que preferimos ignorar.

      Um abração e uma boa semana.

      Excluir
  3. Olá, querido amigo António!

    Tudo bem? Aqui, também, graças a Deus. Cheguei, hoje e decorreu tudo bem.

    Vou te plagiar! Que pedrada - palavra derivada da palavra primitiva pedra + o sufixo "ada" - no charco (risos)! Já sabes quem plagiou teu poema? Provavelmente, muitos, como creio que já me disseste.

    Tu és perito em escrever sobre a sociedade, sobre as realidades nefastas desse nosso planeta, de forma irónica e mto inteligente. Enfim, vivemos no faz de conta e quase tudo é fachada.
    Resumindo, há crise de valores e bons costumes, mas não de smartphones, carros de luxo, apartamentos luxuosos, etc.

    Um abracinho bem florido. Aqui, o tempo já começou a arrefecer.

    PS: gostei da foto. Que cidade representa?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O meu poema A pedra já apareceu de tudo que foi forma, até como sendo de Fernando Pessoa. Pode? Coisa de internet. No mais, tudo bem, tudo certo; a vida segue sem maiores sobressaltos.

      A realidade surreal do Brasil é um manancial de inspiração. Esse circo de horrores político-social dá "pano pra mangas" como diz o povo.

      Quanto à foto. Não sei de onde é.

      Um abração.

      Excluir

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Antonio Pereira Apon.



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Esse livro propõe uma incursão na alma humana, garimpando sentimentos e emoções, revelando-os em versos que retratam o homem moderno em sua incansável procura de si mesmo; seu contexto social, político e cultural em um mundo em transição.


Depois de 14 anos, atendendo a pedidos, estamos republicando Essência. Nessa segunda edição, incluímos o subtítulo: O livro do poema: A pedra. O distraído nela tropeçou... Numa referência ao nosso poema integrante dessa publicação, que, absurdamente, tem aparecido na internet com o nome de autores famosos: Fernando Pessoa, Renato Russo, Chaplin... Ou plagiadores. No endereço: (http://aponarte.com.br/apedra), o amigo leitor encontra todos os esclarecimentos, inclusive algumas das formas de como o plágio tem se apresentado.

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Aqui, pais e professores encontram uma forma prazerosa e divertida, de abordar temas como: Cidadania, comportamento, respeito ao outro e à natureza... Em sete contos, compondo um jogo de arte e educação, onde lúdica e naturalmente aos pequeninos são apresentados conceitos de: Ecologia, solidariedade, diversidade, coletividade, tempo, responsabilidade, motivação, interatividade, participação...


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