A morte do mito - A arte da vida. Apon HP



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domingo, 27 de novembro de 2016

 

                    A morte do mito              

     

... arquétipo que tardou em caducar, coletivo delírio, perversa ideação. Nem todos sobrevivem à vida; evocam absolvição da História, mas a realidade não lhes dá guarida. Convenientes farsas desmoronam, viram fábula, lendas que sempre foram, inverdades que são. Ditadura nunca foi revolução. Triste enganação; tirano não combina com herói. Seus fantasmas: Contestam seus pretextos, protestam seus meios, que não lhes justifica o fim. Insepultos silêncios gritam...


Antonio Pereira Apon.


A ilha dos mortos - Arnold Boecklin.


quando morre um mito:

Sua verdade deixa de ser inquestionável,

sua mentira tão “honorável”;

miragens não se sustentam,

feitos e defeitos se confundem,

desiludem.

Imposto ou proposto.

o mito:

Uma concessão intelectual,

devoção emocional,

não tão poética licença;

arquétipo que tardou em caducar,

coletivo delírio,

perversa ideação.

Nem todos sobrevivem à vida;

evocam absolvição da História,

mas a realidade não lhes dá guarida.

Convenientes farsas desmoronam,

viram fábula,

lendas que sempre foram,

inverdades que são.

Ditadura nunca foi revolução.

Triste enganação;

tirano não combina com herói.

Seus fantasmas:

Contestam seus pretextos,

protestam seus meios,

que não lhes justifica o fim.

Insepultos silêncios gritam,

opressos peitos,

a liberdade pulsa,

a vida sobrevive ao mito.


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6 comentários:

  1. Olá, António!

    Tu tens um jeitão para poetizar, e socialmente, então, é tua especialidade.
    O que pode dar a palavra, o conceito de mito! É verdade, mito é mito, e nada mais do k isso. A História o regista, apenas, mas a vida, naturalmente, o esquece.

    Não conhecia essa pintura, mas bem que se relaciona com teu post: mito termina, sempre, na morte dele.

    Abraço e boa semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A mitificação e a mistificação, servem muitas vezes para iludir e alienar, tornando "aceitável" o inaceitável, "justificando" o injustificável. Contudo, existem aqueles que por seus feitos, merece o status de mito e servem como exemplos reais de seres humanos. Mas ditadores e politiqueiros? A morte lhes coloca no devido lugar.

      A próxima postagem vai tratar de mitologia de verdade, o mito de Eco e Narciso. Mitologia genuína, essa sim, vale a pena.

      Um abraço e uma boa semana para ti também.

      Excluir
  2. Isso mesmo, António! E como tu sempre dizes/escreves: " tornando "aceitável" o inaceitável.
    Ditadores e politiqueiros, que pensam que suas atrocidades nunca terão fim, ah, como estão enganados: a morte lhes dará a resposta (por vezes tarde, digo eu, e sem reencarnação, espero bem que não - risos).

    Fidel Castro já se foi e agora, creio, que as mudanças vão começar a se fazer. Tanto exilado, tanta gente que ele mandou matar ou fez desaparecer! No meu blog pus uma frase, apenas, referindo o facto, bem no cimo do post, mas até agora não houve qualquer comentário, qualquer frase, se referindo ao facto. Os ditadores de esquerda, comunistas, Marxistas-Leninistas até parece que são protegidos e amados por muita gente, só que, aquando de eleições é o centro-direita que vence. Inexplicável. Será?

    Abracinho, minino!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tem um ditado que diz: "Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe". E outro: "Mentira tem pernas curtas". Um dia o povo aprende a ver por debaixo das máscaras a verdadeira face desses farsantes.

      Reencarnar eles vão, mas numa condição adequada a necessidade de expiação de seus crimes. Tiveram a oportunidade de serem verdadeiramente grandes líderes. Desperdiçaram e malbarataram essa chance. Tornarão sob o peso da pequenez e mesquinharia humana. Tristes loucos que não souberam o que plantaram para colher mais tarde.

      Um abraçãozinho, minina!

      Excluir
  3. Por aqui exemplos de políticos (ou politiqueiros) que "tiveram a oportunidade de serem verdadeiramente grandes líderes", mas que vergonhosamente deixaram um nome manchado na história do país.
    Deveríamos (merecíamos) ter políticos que fossem como os verdadeiros jardineiros que sabem tratar (e cuidar com amor) das flores dos seus jardins... Políticos que soubessem como fazer florescer "A paz, o amor, a humildade, a verdade, a fé genuína..."fazendo com que o coração da nação pudesse florir a Primavera".
    Chegando por aqui, amigo: BOM DIA!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Infelizmente, vamos chafurdando mais e mais no lodo da corrupção e do mais abjeto fisiologismo. E o pior. Nossos politiqueiros perderam qualquer escrúpulo, a desvergonha impera e descaradamente, defendem seus interesses escusos, imorais, ilegais, rasteiros, parasitários... Não sei aonde vamos parar. Que Deus seja por nós.

      Um abração.

      Excluir

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Antonio Pereira Apon.

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