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Mostrando postagens de janeiro, 2017

Hoje é dia de quê?


Onipresente celular

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No começo só um móvel telefone, mas, estrelou, mudou de nome, cresceu, meteu-se a besta; afamou-se smartfone. Está por toda parte, já não há quem dele aparte e reclamar não adianta! Está no almoço, café e janta; chega de Facebook e Whatsapp, Instagram ou qualquer app. Está na aula e no casório, no motel ou no velório; no berço do bebê e no beber do bar, na novena e na novela, na jogada de trivela, no improvável ele está! No banheiro, no chuveiro, onde nem se possa imaginar. Não tem mercado nem nicho, se espalhou feito feitiço, eita troço popular!

Alice, Pollyanna no país de Maria Antonieta

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Não, não é a França, conto infanto-juvenil, nem enredo de escola de samba. É a surrealidade brasileira, onde o errado costuma ser o certo, o pretenso certo, incerto e indefinido. Onde a verdade é desimportante e a realidade relativa. Desmentido, desmoronado o castelo de cartas do “País das maravilhas”, destronada a rainha aloprada, seus súditos/devotos, persistem, insistem na ladainha de Chapeleiro louco, na arenga esquizofrênica do coelho branco que se repete, repete, repete… Repetem velhos bordões e bravatas, repetem desordenadas “palavras de ordem”, repetem, repetem, repetem… Será para virar verdade?! Ou para se autoconvencerem? Só Joseph Goebbels para explicar. Aliás, só mesmo o marqueteiro nazista para justificar o que aconteceu e acontece em nossa politicagem. Ideologias confusas e exóticas ao modo do Gato de Cheshire, aparecendo e desaparecendo conforme a conveniência de seu enigmático e desmedido sorrir. Feito os jegues, quando podiam desfilar na lavagem do Bonfim, políticos ...

Maresia

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Dorme a poesia, deserta o riso, abdica o querer. Vaga entre as vagas o silêncio das naus; errantes, penitentes… Na praia… Crepúsculo nos meus olhos, murmúrio da rebentação calando o dia. Na areia, pegadas, rabiscos que o mar vem devorar. Melancólica maresia…

Um jardim. Mas...

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Uma das coisas mais belas. Um jardim florido, multicolorido; bem cuidado, arrumado com esmero e bom gosto. A harmonia do toque humano, artístico, consorciado com o espetáculo da natureza. Mas, para tal resultado, é preciso: Estudo, trabalho, arte, dedicação, talento, vontade, obstinação, perseverança, zelo… Sem isso, as ervas daninhas e outras pragas, ameaçam a existência do horto, anulando expectativas, nulificando desejos, inviabilizando possibilidades…

Fome e sede

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Tenho fome de pão e de circo. Bem mais de realidades! Tenho fome das inéditas verdades, das promessas descumpridas, das mentiras mal ajambradas. Tenho fome de uma cidadania cidadã, de uma justiça justa, de uma constituição menos ficcional, de uma ficção menos constituída, uma república republicana, representantes que nos representem, democracia democrática…

Devaneio

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Qualquer tempo, é muito tempo sem você. Num segundo as horas correm, dias fogem impossíveis de conter; folhinhas se desfolham, relógios entontecem. Mas… Preso num paradoxo temporal, sobrevivo, cativo de um lapso cronológico,

Canto de canto, canto de cantar

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Canto de cantar, canto de lugar, encanto de ouvir ou lá estar. Meu canto é a Poesia quem canta, recanto de encantar; não canto. Escrevo! Eu só sei poetizar. Poetizo a vida e a lida, verso a pedra : tropeçada, atirada ou empreendida, assentada, brincada, poetizada, acertada, esculpida, diferenciada! Terra, água, fogo e ar, céu e mar, elementar!

Desentulha meu amigo!

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Nascemos sem nem a roupa do corpo e partiremos despidos de tudo, inclusive do corpo, consumido no túmulo ou na cremação. Mas levamos a vida acumulando coisas, entulhando o dia a dia de tralhas, cacarecos, trecos e afins. São inúteis utilitários, sapatos e roupas que não vestimos, florestas de papel, objetos que obsolescem sem uso, modernosos gadgets envelhecidos pelo desuso, souvenires esquecidos, adornos empoeirados, livros e discos, coleções de nadas, conjuntos de coisa alguma, extravagâncias, desnecessidades, ostentações… Supérfluos redundante e absolutamente, supérfluos.

A inveja e a espada de Dâmocles

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Pessoas bem sucedidas, felizes, ricas, poderosas, por vezes despertam, inspiram sentimentos adversos em certo tipo de gente: Desejo, cobiça, cupidez, ganância, avidez, ambição, olho gordo, olho grande, mal olhado… Ou “simplesmente”, a velha e tão vulgar inveja. Contudo, os invejosos costumam ficar de butuca apenas nos bônus, nos benefícios e resultados sem se preocuparem, dedicarem a menor atenção ou qualquer interesse pelos ônus, trabalho, sacrifícios, esforços, os riscos, os… Isso é mais conveniente ignorar! ... Assim como, a conveniência, geralmente impede tais criaturas de perceberem que os invejados, costumam combater e superar: A preguiça, a acomodação, a indisciplina, a incapacidade, as dificuldades… Bem diferente dos invejosos, que se aclimatam ao mais fácil, aguardando os favores da sorte.