Um texto para degustar              

em sexta-feira, 12 de maio de 2017



Um texto pra chamar de meu, de seu, de nosso. Que imortalize seu autor e glorifique a arte da escrita. Um texto além da conta! Desses que grudam a não esquecer, que viciam positivamente, que legendam momentos e perpetuam memórias...


Antonio Pereira Apon.


Mulher escrevendo uma carta, pintura de Gerard Ter Borch.


Procura-se um texto! Seja em prosa ou verso, que não seja mero amontoado de palavras e frases, mas de uma textualidade singular, clara, envolvente… Um texto sem contaminações ideológicas, teológicas… Pura e simples arte da escrita, sem intenções ocultas, sem contexto a adivinhar, textualmente competente e convincente concepção.


Quero um texto que se baste, inteligível e sensível, que vá além do óbvio, sem firulas e artifícios; que diga o que precisa dizer, sem senões nem porquês. Que reverencie a gramática sem perder a espontaneidade, a criatividade… Respeitoso e irreverente, convencional e inovador… Acima de tudo. Um texto!


Um texto pra chamar de meu, de seu, de nosso. Que imortalize seu autor e glorifique a arte da escrita. Um texto além da conta! Desses que grudam a não esquecer, que viciam positivamente, que legendam momentos e perpetuam memórias. Texto com sabor, aroma e cor. Do tipo que entranha na alma e faz pensar.


Não quero um texto descartável, comercial, formatado, adequado, pasteurizado. Um texto encomendado, bem ou mal pago, que venha dar recado, servir a tal ou qual senhor. Não quero um texto banal, vil ou venal, devocional… Quero um texto livre e pleno, qual menino traquino, que não se consegue conter. Sem amarras nem dogmas, condicionamentos, estilos nem rótulos. Apenas um bom texto para o degustar do ler.



4 comentários:

  1. Ainda estou saboreando esse texto, Tonico, que me soube muito, muito bem!
    Conseguiste escrever um texto simples, interessante e despretensioso. Afinal, não são as palavras complexas, rebuscadas, alindadas, que fazem uma prosa mais bonita.

    Gostei da imagem, do quadro de Gerard Borch, que não sei quem é, mas que representa uma mulher de fino porte e em atitude clássica escrevendo uma carta.

    Abracinhos e bom final de semana. Aqui, está chovendo e fazendo frio.

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    1. A simplicidade tem sua poesia e pode dar conta da prosa. O pintor era holandês, também não o conhecia.

      Um abraço e um bom fim de semana.

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  2. Que texto em prosa e verso contagiante! É na simplicidade que encontramos o encantamento! E, nisso também, Antonio, você é mestre. Obrigada, pelo momento em que desmistifica os acessórios literários e diz com a alma e o coração.
    Abraço.

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    1. Gostei disso: "desmistifica os acessórios literários". A simplicidade sempre tem seu lugar, inclusive na escrita. Obrigado por suas gentis palavras.

      Um abraço e um bom fim de semana.

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Antonio Pereira Apon.

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