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Mostrando postagens de junho, 2024

Hoje é dia de quê?


Eu, meu todo e minhas partes

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Frigidez e orgasmo, arrebatamento e marasmo, alívio e dor. Sou moderno e antiquado, a moldura e o quadro, o escrito e o escritor. A chave e a fechadura... Sou meu saber e minha ignorância, maturidade e infância, sou plural e singular. Sou gaiola e passarinho, O caminhar e o caminho, Meu dizer e meu calar. Sou água e também vinho, arrumação e desalinho, recatado e pecador. Sou a chuva e a estiagem, sou real e sou miragem, pragmático e sonhador. Sou inverno e verão, razão e coração sou todas e nenhuma estação. Sou o cheio e o vazio, a fome e o fastio, o desprezo e o querer. Sou desamparo e esteio, o trabalho e o passeio, o crer e o duvidar. Sou lume e escuridão, grão, amplidão, sou céu, entretanto chão. Sou o certo e o incerto, tolo e esperto, vitorioso e perdedor.

Feliz, seja como flor

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Silvana floresce da “derradeira flor do Lácio”, flori do latim "silva"; selva, floresta. Nossa amiga poetisa com Flor no nome. Seja feliz, Silvana Flor! Tem gente que é uma flor de pessoa, tem quem seja uma pessoa em flor; há quem tenha nome de flor, quem ponha flor no nome. Seja lá como flor, tem quem ache pouco; traga no nome não só uma flor, mas uma floresta inteira. Assim, Silvana floresce da “derradeira flor do Lácio”, aflora do latim "silva"; selva, floresta.

Isso é amizade

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Amigo, conspiração do bem querer, truque do destino, acerto, conserto para além do acaso; destinar de almas irmãs. Amizade, mais que uma definição. 20 de julho, dia do amigo. Amizade é porta aberta, mesa posta, escancarada janela. É o contrato de um abraço, laço de um trato, amor sem sexo, amplexo de bem querer Se amigo é estrela, amizade faz constelação; ilha fazendo arquipélago, flor que faz primavera, gota que faz mar, grão fazendo montanha, conjugação do verbo amar.

Filhos da mátria - 2 de julho, independência do Brasil na Bahia

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Nossos heróis somos nós; somos plurais, diversos, somos mais. Somos Marielle, Bruno e Dom, Chico Mendes, ianomâmis, favelados, quilombolas... Somos brasileiros! Herdeiros dos povos originários, dos navios negreiros... Nossos heróis somos nós, povo que lida, luta, labuta; faz a vida real acontecer. Apesar dos falsos “salvadores da pátria”; nós, os filhos da mátria, fazendo o nosso fazer. Construindo nossos nãos: Não aos gigolôs da nação, aos vendilhões do estado, não; não aos golpistas, às farsas ideológicas, não; não aos tutores, aos senhores, não. Nossa bandeira é de todos nós, nossas cores, são de todas as etnias, gêneros e credos, idades, classes, profissões… Somos plurais, diversos, somos mais; somos inconfidentes mineiros, conjurados baianos revolucionários pernambucanos; somos o 2 de julho na Bahia. Somos diretas já, ditadura nunca mais, somos Marielle, Bruno e Dom, Chico Mendes e ianomâmis, favelados, quilombolas... Somos brasileiros! Herdeiros dos povos originários, dos na...

Leve brevidade

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A alma envereda o bosque do infinito, gira o sansara; cada ser, se faz pó, refaz-se no ressopro divino; reescrevendo o destino, redestino imortal. A vida é breve, leve qual a pluma que o vento leva. Passageiro tempo, sopro da nossa passagem. Qual o sol, que aqui se faz crepúsculo , para mais ali alvorar. A alma envereda no bosque do infinito, equação do feio e do bonito, bem e mal; tudo é o que é, o que precisa ser do nosso finito estar.

Corruptela, abreviação vocabular, combinação, contração e outras falas

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Como naquela brincadeira do “telefone sem fio”, quando uma mensagem passada de ouvido em ouvido, chega quase sempre truncada, modificada... Assim acontece no fenômeno linguístico conhecido como corruptela, no qual, uma informação mal entendida é passada adiante de forma distorcida. Além disso, o uso constante de palavras e expressões, produz uma espécie de desgaste dessas. Isso, junto com a preguiça... Ixe!!! Que vem da interjeição de susto: "Virgem Maria!", que foi reduzida para "virgem", diminuida para "vige" e comprimida num "vixe"! E o "vossa mercê" que foi encolhendo? Virou "vosmecê", "vossuncê", "você" e o internetês "vc".

Amor, moderno conservador

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Antigo e hodierno; o amor se faz eterno. Não emburrece nem embrutece qual ideologia. Faz-se moderna poesia, Ressignificado bem querer. Atemporal amar. Para além da moda e do démodé, do dito ou do ditado, do publicado. Reescreve o dia de cada dia, faz melodia, inspira o viver. Conservador e tão moderno, novo e velho, antigo e hodierno; o amor se faz eterno. Não emburrece nem embrutece qual ideologia, faz-se moderna poesia, Ressignificado bem querer. Românticos enamorados, enlaçado conviver, na dança que a vida abraça; aqui, lá, acolá, ali ou alhures, “lonjures” talvez; para lá da moda, do démodé. Flores, cores perfumadas, o passeio de mãos dadas, crepúsculo e alvorecer. Conservador e tão moderno, moderno e tão conservador; atemporal, amor.

O feitiço

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A cisma e a ignorância, são más conselheiras e o pior feitiço é aquele em que acreditamos. Ouvi dizer que... O Infortúnio, era casado com a Acomodação, tinha um caso com a Preguiça e andava dando uns rolés com a Vadiagem. Ignorando os convites do Estudo e do Trabalho, desdenhando os conselhos da Mudança, o sujeito era pobre de marré deci. Contudo, longe de atribuir a si mesmo a causa de suas vicissitudes; se julgava perseguido, injustiçado e coisitas tais. Certo dia, a Cisma veio lhe dizer que a Inveja não gostava dele, estava lhe preparando um feitiço, a Ignorância, que ouvira a arenga, se benzeu e foi saindo de fininho. Na noia, o desafortunado passou a sentir a ameaça mandingueira a espreitar por toda parte.

Acróstico junino

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Versando essa supra religiosa festança a três santos católicos, herança europeia, releitura nordestina, mania nacional. Anarriê! Xaxado, forró, baião e o que vier. Viva Santo Antônio! Salve São João! Valha-nos São Pedro! Antonio Pereira Apon . F ogos, festa e fogueira, e stética do festejar, s aracotear e levantar poeira; t riângulo, sanfona e zabumba, a rraiá, quadrilha abunda, s anfônico celebrar. J uninos santos; Antônio, João e Pedro, u níssono folguedo, n ordestino festar; i nternacional herança, n acional festança, s abores, cores, forrozar. Postado aqui em 20 de junho de 2016.

Prosopopeia, o aboio da manada

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Sem compromisso com a verdade, vomita leviandade; fala de tudo, sem nada saber dizer. Aboia nas redes sociais; abduz quem não quer pensar, vai no ouvir dizer. Triste aboio da manada. Cuidado! Quem não tem o que dizer, gosta de falar a não mais poder. Afetada prosopopeia, vazia verborreia, pérfida hipocrisia.

Contrato da vida

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Mais que mero trato, contrato sem destrato. Fingir, fugir, alinhavar o destino, rasgar o tempo; desatino, viver é cláusula pétrea do existir. Vivamos a vida. Mais que mero trato com nós mesmos, a vida é um contrato com o infinito; irrevogável, irretratável, perdurável… Não adianta fingir, se enganar só desengana, fugir enreda em drama; viver é cláusula pétrea na constituição do existir.

Encastelados

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Sopra a realidade; faz ruir o castelo de cartas, dispersa a areia, despoeirar da frágil fortaleza, edificada no sem noção. Castelos na cabeça, pés no chão. Tem quem imagine seus castelos; sonhe, fantasie e até se divirta. Mas, há quem queira neles morar; contundidas, confundidas mentes, soberanos psicóticos, caóticos distópicos. Encastelada ilusão. Um dia, o sopro da realidade; faz ruir o castelo de cartas, dispersa a areia despoeirar da frágil fortaleza; edificada no sem noção.

Abraço enamorado, amorizado - Dueto amoroso

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Corações que transbordam, desbordam para noutro desensimesmar. Rebuliçar do sentir na coreografia de um abraço, poesia pra namorar, amorar, amar. 12 de junho, dia de todo dia que é dia dos namorados. O amor não cabe em si, não se basta nem se quer sozinho; é coração que transborda, desborda para noutro desensimesmar. É dueto, é par; dual, casal, plural; apaixonar. Dialético encontro de céu e mar; abraçamento, anelo, amplexo, aliançar; rebuliçar do sentir na coreografia de um abraço, poesia pra namorar.

Simplesmente, poeta

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Versar o tudo e o nada; o pensar, sentir e agir. O que está explícito ou mesmo implícito nas linhas e entrelinhas da vida, do tempo, destino, acaso... Sou poeta do inusitado e da rotina, do que não se vê, do impresso na retina; das dores fingidas e vividas, das flores vívidas e das descoloridas; dos versos brancos e da rima, de quem está por baixo, de quem vai por cima; do religioso e do ateu, da criatura, do filho de Deus, do achado, do que se perdeu; do amor encontrado e do despercebido, do lembrado e esquecido, alegre ou sofrido; da chuva e da estiagem, da permanência e da passagem; do asfalto e da favela, do escondido, do que se revela; da letra que mata, do espírito que vivifica, de quem resolve ou complica; da ideologia ou da verdade, do crime ou da virtude, uma longitude qualquer, uma qualquer latitude; decência ou falsidade; da vida e da morte, azar e sorte, fraco e forte; da pobreza e da riqueza,

É junho! Alavantú! Anarriê!

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Tem festança o mês inteiro; arrasta pé pra toda gente, ninguém fica indiferente. De Santo Antônio à São Pedro, explode no São João o folguedo. Eita Nordeste a festar. Logo chega Antônio casamenteiro, vem dizer que é o primeiro, nesse mês de tanta comemoração. João já vem ligeiro, pra não ser o derradeiro, o que sobrou pra São Pedrão. Tem festança o mês inteiro; é forró, chote e baião, agora tem a pisadinha; arrasta pé pra toda gente, ritmo pra turma todinha, ninguém fica indiferente. Do chão levanta a poeira, enquanto arde a fogueira, pega fogo a animação. De Santo Antônio à São Pedro, explode no São João o folguedo, brinquedo de gente grande a celebrar. As juninas iguarias, multiplicando alegrias, fazendo o sorriso espalhar. Espraiada folia, sanfônica harmonia, fazendo o coração zabumbar, a amizade bem-vinda no peito tilintar.