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A vida responde

O que a vida te devolve? Descubra o poder do eco de cada ação e a justiça do tempo nesta reflexão filosófica e poética. #Poema

A vida não é um acaso, mas um sistema de ressonâncias. Esta reflexão poética convida a uma pausa para escutar o que o tempo está nos devolvendo. Se tudo o que emitimos ecoa, o que sua prosa e seu versar estão plantando? Descubra o mistério do dar e receber em um texto onde o tempo é uma ciranda e a realidade, uma nudez que sempre responde.

Uma imagem fotorealista de atmosfera surrealista e iluminação cinematográfica mostra um relógio de pêndulo antigo e desgastado, plantado como uma árvore. Suas raízes são formadas por gears e cabos de madeira que se entrelaçam na areia de um deserto que se encontra com um oceano tranquilo. O mostrador do relógio não possui números, mas sim uma constelação de luzes suaves e mapas estelares. O ponteiro dos minutos é uma faixa de luz incandescente em movimento. Pequenos objetos simbólicos, como uma ampulheta que flui para cima, papéis em branco e uma pena branca, flutuam ao redor do relógio. Uma figura solitária e encapuzada, segurando uma lanterna apagada, observa a cena de costas, diante de um precipício onde o oceano do tempo flui para uma galáxia distante. A luz principal emana do coração do relógio, contrastando com o azul índigo do céu ao crepúsculo. #PraCegoVer #ParaTodosVerem
Tudo o que plantamos emite um som, e o tempo é o maestro que rege o eco. A vida responde. – Imagem gerada e descrita por inteligência artificial.

A vida é resposta,
proposta do dar e receber.
Dissonância do mal,
ressonância do bem,
ecos do nosso fazer.
O risco do acaso,
arriscar entre o azar e a sorte.
A vida pede um norte,
apraza o prazo.
Às vezes responde ligeira,
noutras, é pasmaceira ao respostar.
Brisa silente,
vento eloquente,
tempo, temporão, temporal...
Uma aposta certa,
um incerto apostar;
tem horas que a gente acerta, mas pensa errar,
tem instantes que a gente erra, contudo, pensa acertar.
A vida entrega o que a gente dá,
o que a gente não oferta, o viver nos vem cobrar.
É semear e colher,
plantar o que é preciso,
replantar o que for possível.
A vida responde:
nosso verso e reverso,
o universo da nossa prosa,
infinito do nosso versar.
A eternidade breve de cada agora,
a longa atemporalidade de outrora.
Ciranda dos relógios desfolhando as folhinhas,
agenda do tempo que não se pode agendar.
A vida responde,
corresponde ao nosso aparte,
nossa parte ao espaço-tempo tudo apartar.
Pode até mesmo tardar;
ecoa num tic, ressoa num tac,
na onomatopeia dos ponteiros,
na mal vestida nudez da realidade.
A vida responde.

A vida é uma troca contínua: semeamos intenções, plantamos escolhas e, inevitavelmente, colhemos o que ofertamos. Às vezes, o retorno é ligeiro; noutras, a "pasmaceira" nos obriga a confrontar a atemporalidade de outrora.

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