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Vida, uma dualidade - O corpo está, a vida é

A vida é eterna? Uma reflexão poética sobre corpo, alma, morte, espiritualidade e a jornada que continua além da existência física.

A vida é muito mais do que a breve passagem do corpo pela existência material. Somos corpo e alma, matéria e espírito, finitude e eternidade. Nesta reflexão poética, Antonio Pereira Apon nos convida a pensar sobre a morte, a continuidade da vida espiritual e o verdadeiro sentido de nossa jornada. Afinal, se a vida prossegue além da morte, como estamos aproveitando a oportunidade de viver agora?

Um vale florido se estende sob um amanhecer dourado. Um caminho de terra clara serpenteia desde o primeiro plano até uma cidade luminosa ao fundo, com torres altas que brilham como cristal entre montanhas suaves. De cada lado do caminho, riachos estreitos correm entre pedras lisas, bordejados por flores em tons vivos de rosa, amarelo, azul e lilás, e por árvores carregadas de flores brancas e rosadas. Borboletas e pássaros brancos cruzam o ar. Diversas pessoas caminham tranquilas pelo cenário, em pequenos grupos ou casais, todas com roupas claras, gestos afetuosos e expressão serena. No centro, uma mulher jovem e uma senhora idosa caminham abraçadas e rindo, sugerindo cumplicidade entre gerações. No céu, em letras grandes e brancas, está o título “Vida, uma dualidade”, com o nome “@AntonioPereiraApon” logo abaixo, permanecendo sobre a cena. #PraCegoVer #ParaTodosVerem
“Entre rios de lembranças e caminhos de futuro, a vida se revela na ternura entre gerações. – Imagem gerada e descrita por inteligência artificial.

A vida é uma dualidade:
estamos corpo, mas somos alma,
ele perece na pressa, ela carece de calma,
a matéria tem prazo de validade,
o tempo deteriora;
o espírito vem com certificado de eternidade,
e com o tempo se aprimora.
A alma é, o corpo está,
ela é essência, ele o nosso avatar.
A morte não é o fim,
é o meio do nosso infindar.
Não cabe ter medo da morte:
ela ao corpo transforma,
ao espírito, ensina o renovar;
o que dana a assustar é a própria vida, lida:
de quem elege ilusões de estimação,
compra fantasias para a realidade disfarçar,
tenta na ilusão morar,
aposta na sorte,
abisma no acaso,
arrisca nos próprios passos um jogo de azar.
Sim, queiramos ou não,
ela chegará!
Seja para quem aprendeu a viver,
tanto quanto para quem o viver malbaratou;
para quem trilhou bem o caminho,
ou para quem em atalhos descaminhou.
A vida segue,
prossegue do outro lado da vida,
escolha ou escolho,
vivaz equação do nosso bem ou mal viver:
eterna dualidade do estar aqui.

"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá."
— Jesus Cristo, Evangelho segundo João, capítulo 11, versículo 25 (João 11:25).

A passagem integra o diálogo de Jesus com Marta, diante da morte de Lázaro, e expressa a esperança da continuidade da vida.

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