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Hoje é dia de quê?


Poema para o poeta num dos dias da poesia

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Poesia é janela para o sonhar, porta para o infinito, passagem para algum lugar. O poeta, mago do sentimento; faz com palavras, alquimia, com versos; encantamento. Versa gente e versa rio, versa a morte e versa a vida, atiradeira e passarinho. Vice-e-versa, reversa o que der. Poeta; faz até de pedra, poesia no meio do caminho.

Consciência negra. Humanidade de toda cor

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Negro é gente, é a gente, agente transformador; transforma a dor! Reparação, Repara a ação! A minha! A sua! A nossa ação!!!

Minimizar. O grande engano das “pequenas” coisas

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Um pontinho escuro na pele ou um minúsculo nódulo na mama, se descuidado, pode tornar-se um gigantesco incurável e mortífero câncer; negligenciado, um pequeno resfriado, pode evoluir para uma grande pneumonia. E aquele pontinho de ferrugem? Aquele buraquinho de cupim? ... Grandes coisas podem advir de coisitas tão pequeninas... Acertadamente, um conhecido ditado popular diz: “É de pequeno que se faz o grande”. E um outro provérbio, elucida lembrando: “É de pequeno que se torce o pepino”; diz-se que para que consigam a melhor forma. Os cultivadores, precisam Retirar uns “olhinhos” para que os frutos se desenvolvam. Sem essa pequena poda, os pepinos criam uma rama sem valor, ficando com um gosto ruim e disformes.

Porquês

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São tantos os porquês da vida... Porquê da dor? Porquê da lida? São tantas idas e vindas... Chegadas... Partidas... Se no hoje, não vemos resposta, certamente, o ontem guarda a razão. O amanhã, desvendará a incógnita, não há por quê? sem solução. Seguir em frente é o caminho, nosso por que de aqui estar.

Você bebe o que?

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Mais que as mágoas, a bebida afoga a vida. Perguntas como a que intitula esse artigo, são muito comuns nas telenovelas, propagandas e outras produções. Como "a vida imita a arte" e a arte copia a vida. O álcool faz-se onipresente. Se o time ganha ou perde, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, no nascer ou no morrer, por ter brigado e por ter reconciliado, para festejar ou para lamentar, na chegada e na despedida... Tudo é motivo para bebemorar, "comer água"...

Salve Professor! Salve-se a educação!

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Semear saberes, colorindo a vida com essa bela flor; o saber liberta, dá sentido à lida do Educador. Professor faz parte dessa luta inglória, derrubar barreiras, desbravar fronteiras pela educação. É partir pro front! É cumprir sua sina, contra quem o ensino afronte. Profissional do ensino, remando contra a maré;

Gente. Usos e abusos fazendo a diferença

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Modernidade. Moderna idade, que nos assalta em convulsa pressa. Novos artefatos, Novíssimas máquinas. Velha humanidade, antigos usos, ancestrais abusos. Para a vida ou morte a opção atômica; câmeras que tudo veem, homens que nada enxergam, telas de alta resolução, gente de baixa educação, mundo conectado, corações desconexos. A mercê do azar ou da sorte, saúde de morrer: Tratamento de vanguarda, acessibilidade pra se ver, remédio de ponta, pra dispor...

Outono-inverno de nossa geração

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Quando as ausências vão ficando mais presentes nas fotografias, quando essas ausências nos acompanham com maior frequência, acordando saudades dos nossos mais caros momentos. É sinal que o tempo passou e segue a passar . Passou a primavera infantil, o juvenil verão e o outono da maturidade já vai enevando os cabelos, prenunciando o inverno... Nossa inconformada incompreensão dos ciclos dessa vida, é que nos faz melancólicos e tristes diante da não presença física. Mas, nascer, viver, morrer e renascer, formam o ciclo natural do existir. Na escola aprendemos que: “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Pois é, Antoine Lavoisier estava mais que certo. Independente da crença religiosa, a morte é uma transformação, transição do espírito para além desse instante. Tudo passa. E nós, passageiros que somos, precisamos seguir nosso infinito, onde todos nos reuniremos algum dia. O tempo não para, a vida não pode parar. Outra e outras gerações, vão chegando, fazendo “a f...

Eles passam. O Brasil fica

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Tudo passa, Todos passam! Passam “mocinhos” e bandidos, passam “salvadores da pátria” e seus partidos; a polarização, as crises, passa a devoção. Passa o mal dito e o mal feito, passa o mal eleito!

Hora de acordar. Bom dia!

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O sol pinta a paisagem do alvor, pássaros cantam loas, nuvens moldam formas qual surreal escultor. Cheiro de pão quente, brisa matutina com aroma de café; na rua, murmurinho de gente. Nas redes sociais os cliques não param, smartphones já querendo assobiar,

Desilusão

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Só se desilude quem se ilude. A desilusão é o mais severo efeito colateral da ilusão. Cultuar quimeras e acalentar fantasias, é degenerar os sonhos e sonegar realidade à vida. Quantas pessoas erguem belíssimos castelos de areia e tentam morar neles? Vivem perseguindo miragens, qual Quixote e seus “gigantes”. Apercebidas do possível, sobrevivem elencando as tantas impossibilidades; malbaratam o que possuem, ruminando o inalcançável; desprezam o real, entorpecidas por falsos ideais e desejos autistas.

Alvorada proseando na janela;

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Brilha o sol em minha janela. É a vida a despertar! Traz o prosear da alvorada e o cantar da passarada, Vem o dia musicar. Dissipada a noite escura, sai a luz de sua clausura, vem as cores despertar.

Eu e nós

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Eu; um verso. Nós; poesia. Eu; uma nota. Nós; melodia! Eu; estrela. Nós; constelação. Eu; minifúndio. Nós; vastidão! Eu; a pedra . Nós; bela escultura. Eu; falta. Nós; fartura! Eu; procura. Nós; achado. Eu; incógnita. Nós; resultado! Eu; caminho. Nós; caminhada. Eu; flor. Nós; florada! Eu; a uva. Nós; o vinho. Eu; a linha. Nós; o linho! Eu; eclipse. Nós; alvorada. Eu; passarinho. Nós; passarada! Eu; labirinto. Nós; o rumo. Eu; pêndulo. Nós; aprumo!

Poema de um amanhecer, crônica de um outro dia

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Arrulham os pombos, bem-te-vis saúdam o alvorecer Em meio à selva de concreto e tantas inconcretudes. Ainda desacordada, grande parte da cidade, apercebe a paisagem, poética pintura desse arrebol. Trôpega, a boemia Ainda intenta prorrogar a noite, postergar o alvor; tropeça nos restos desumanizados que disputam as sarjetas, nos cães abandonados que viram latas, reviram o lixo humano. Qual penitente, o gari varre a rua que já se vai sujar; um, outro e outros tantos, passam, jogam, explicitam no chão seu grau de educação. Vagam pedintes, prostitutas, gays e afins, espreita o ladrão, o azar e a sorte. O jornaleiro grita adormecidas manchetes. As teclas do meu computador; vão devorando o silêncio, parindo esses meus versos sem rima. Assobios de Whatsapp, insones redes sociais,

A droga das drogas

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O que é o próprio nome diz: Droga! Quem é feliz não usa, o infeliz abusa; vai entorpecendo a vida, sai apostando a sorte, cai com odor de morte. Azar do vício, aziago risco. Fuga louca, inteligência pouca. Ruminar o tempo, agendar lamentos, comprazer na dor. Atalho pra lugar algum, ponte pra lugar nenhum, passarela de ilusões. Amargo trago, fumado abismo, cheirado aprisco, delirante autismo. Roleta tonta; à lucidez afronta, desaponta a razão. O “barato” é passageiro, “viajar” tão ligeiro...

Poema de um primeiro verão, versos de primavera. Mitologia de uma estação

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Em latim, o primeiro verão, inspiradora primavera; magia da floração, florir de nova era. Clóris grega, Romana Flora; entre bóreas e zéfiro a refrega, pelo o amor da bela Hora. O vento leste ganhou do norte, fê-la das flores a fada; o amor se fez mais forte, essa lenda a mais contada. Outro mito nos dá conta: Perséfone tem em Hades o raptor; a mãe que a filha não encontra, acha em Hélio (o sol) o delator. Sabendo do acontecido, Deméter sonega à Terra nutrição; resta a Zeus, o seu querido, arrumar uma solução.

Aniversariar

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O tempo que passa, é o lecionar da vida. Não é mera cronologia, adicionar de anos... É multiplicar possibilidades! Quem ainda não apreendeu o sentido real da vida, envelhece, estaciona assistindo o tempo passar. Quem sabe das coisas, segue, testemunhando o tempo envelhecer. Na cartilha dos meus aniversários. Aprendi que as pedras do caminho, não são para tropeçar nem ferir! São para construir, esculpir, pavimentar! Descobri que os espinhos, por mais agudos que sejam, não tornam menos bela, nem (des)perfumam a rosa. Entendi que por mais que se esforcem. Nem as nuvens, nem as noites, conseguem impedir o alvorecer. Na leitura dessas minhas primaveras, verões, outonos e invernos. Assimilei o quanto tudo é passageiro e quão inútil é se aclimatar às lamentações, revoltas, desesperanças... A vida não pode conspirar positivamente, para quem vive a sabotar o bom ânimo, a confiança, o otimismo... Desilusão é como uma síndrome de abstinência, efeito colateral do vício nas ilusões. Sonhar, é...

Transplantar e abandonar. Não adianta

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Sem remédio e sem leito, sem médico, sem jeito... Transplante: Vira lua que não faz luar; lâmina sem fio, barca sem rio, navio sem mar. Pé sem calçado, calçado sem chão, chão sem caminho, pássaro sem ninho, céu que perdeu a amplidão. Alvorada sem sol, dia sem arrebol, laço transformado em nó. “Presente de grego”, desdita da sorte. Bendito enredo, tornado risco de morte.