Gente e flores, bem nascidas ou surgidas nas rachaduras, nas rasgaduras da vida; sopradas pelo vento, do destino, do acaso da sorte... Ressignificar das esquinas, cantos, encruzilhadas... O vento que sopra a flor, sopra a dor, como o amor sopra. Flor que nasce no campo, num qualquer canto, onde puder nascer; na rachadura do muro, na rasgadura do chão, num vão onde é duro sobreviver. Flor que sopra o vento, lamento de triste sina, encruzilhada, esquina onde o destino, a seu tino, o acaso quiser plantar. Azar ou sorte da flor, dor, amor que o vento sopra. Vento da vida, gente que é flor; pra florescer no fecundo campo, florir num bom recanto, ou acontecer num canto qualquer; na rasgadura da sina, na rachadura da esquina, no vão do acaso, no chão do destino, na dura encruzilhada, cilada pro sobreviver. Mas, ao invés do vento, ao revés da flor, a vontade da gente, replanta a sina, faz diferente; ressignifica a esquina, transforma a rachadura, transmuta a rasgadura; subverte a encruzil...