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terça-feira, 30 de junho de 2009

Peter Pan Jackson



Peter Pan Jackson
Por: Antonio Pereira (Apon)

Ele viveu no limiar entre a fantasia e a realidade. Fugitivo de si mesmo, materializou no corpo, os fantasmas que assombravam sua alma torturada. O ser humano sucumbiu à força do mito.
Um artista genial, mas um homem desencontrado num querer ser “Peter Pan”, enquanto a vida lhe trazia uma “overdose” de realidade: a infância violentada, o colecionar escândalos, o ataque dos exploradores, a embriaguês dos artifícios, o destruir a saúde, o não aceitar-se...
Morreu Michael Jackson, calou-se a voz que embalou gerações. Calaram as baladas românticas, a “black music”, o “pop rock”. Voou para a “Terra do Nunca”, para nunca mais voltar.
Sua arte é seu grande legado. O resto, será devorado pelos abutres da ganância, os parasitas da maledicência, os mercadores da mediocridade, os vermes do oportunismo...
Segue em paz Michael. Que finalmente você se encontre, encontre a luz e nela se ilumine. Que uma real alegria lhe renove o espírito e, no infinito, possas dançar como nunca e como nunca cantar, ser capaz de inspirar os artistas daqui. Boa viagem!!!

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original: Antonio Pereira (Apon) (Além do nome do autor, cite o link para o site http://aponarte.blogspot.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Vida na prorrogação

Vida na prorrogação
Por: Antonio Pereira (Apon)

A imprensa baiana, continua a divulgar o alto e absurdo número de negativas à doação de órgãos no estado. Enquanto cerca de 4.000 pessoas aguardam na fila de transplantes, a indiferença de uns e o egoísmo de outros, joga no “lixo” a oportunidade de salvar vidas.
Muitas pessoas, pensam e agem como se elas e seus afetos, estivessem livres de um dia precisarem de uma doação de órgãos. Não se colocam no lugar do outro, de seus familiares e amigos. Anestesiam coração e mente em relação ao sofrimento alheio, escondem-se atrás da emoção da perda, para justificar o que em última instância representa, pura e simplesmente, o velho egoísmo do ser humano.
Muita gente é capaz de dar a própria vida por seus parentes e amigos, no entanto, negam-se a testemunhar uma parcela desse amor por alguém que não integra seu círculo de relações. Optando a entregar aos vermes da morte, órgãos que poderiam permanecer vivos, dando vida, celebrando a fraternidade, a solidariedade e a humanidade, que escasseiam nessa sociedade cada vez mais individualista e omissa.
Por outro lado, precisamos de mais campanhas de esclarecimento sobre doação e transplante, resolver o imoral descalabro em que se encontra o serviço público de saúde, sensibilizar as equipes hospitalares para a notificação e montar uma logística realmente eficiente para minimizar as perdas e otimizar as captações. Sem esquecer o pós transplante com atendimento e acompanhamento digno das necessidades dos transplantados.
Desculpem-me pelas colocações duras, mas vidas e vidas se perdem, quando poderiam ser salvas, tantas dores poderiam ser aliviadas. Converse com seus parentes, diga que é doador e no dia que você morrer, seu espírito seguirá conforme a sua crença. Sendo materialista, sua vida terá uma espécie de “prorrogação em outros. Ambos representarão vida para alguém, em vez de apodrecer no túmulo, como repasto de parasitas.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Alguns pensamentos de um baiano

Alguns pensamentos de um baiano
Por: Antonio Pereira (Apon)

Se “baiano burro, nasce morto”, como é que temos votado tão mal?

Reclamam do descalabro na cultura, da (in)segurança pública, da (des)educação no estado, da doença na saúde... Eleitores provincianos, elegem políticos provincianos. Como querem que a Bahia deixe de ser essa “província”????

Hora à esquerda, hora à direita... Para onde pende o poder, pende o PMDB.

De um lado, a arrogância “Carlista”. Do outro, o autismo esquerdóide. “Triste Bahia”!!!

Preguiça baiana, é como “promessa de campanha”. Conversa fiada para tapear otário.

Caetano cantou: “atrás do trio elétrico, só não vai quem já morreu”. Se ele fosse médium vidente, ia ver a bagaceira que rola com os foliões do plano espiritual.

Do jeito que vai, o turismo e a cultura na Bahia. Vão virar “patrimônio imaterial” ou obra de ficção.

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Desiderato



Desiderato


Por: Antonio Pereira )Apon)







A vida é o que fazemos ser,

Hora bonança, hora temporal ,

Intercalar de noite e amanhecer.

Como em ondas

Vem o bem e o mal,

Na alternância do aprender viver.

Parte do destino está escrita,

Outra está por escrever (ou reescrever).

Nossa caneta é o livre arbítrio...

Comemorar? Ou arrepender?

Qual tua escolha?

Qual tua opção?

Não culpe aos outros,

Não culpe a Deus,

Se permitiste a vida escolher por ti,

E o acaso garatujas escrever.

Assuma agora do teu desiderato a autoria,

Não terceirize teu existir,

tua vida,

ninguém mais pode viver.






Antonio Pereira (Apon). Quem é? Clique aqui, para conhecer o autor, ouvir poesias em MP3 e ler textos em prosa.




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terça-feira, 16 de junho de 2009

Simplesmente, poesia



Simplesmente, poesia


Por: Antonio Pereira )Apon)







De que é feito o verso?

Do tudo e do nada,

Do eterno e do provisório,

Do ontem, hoje e amanhã,

Do seco e do molhado,

Da noite e do dia,

Do som e do silêncio,

Da tristeza e da alegria.

O verso é feito:

Da paz e da guerra,

Do drama e da comédia,

Do sagrado e do profano,

Erudito e popular,

Do celeste e do mundano,

Água, terra, fogo e ar.

A poesia,

é a alquimia da palavra:

terrena e universal,

finita e infinita,

democrática e tirana

douta e leiga,

acadêmica e primitiva,

alfa e ômega

ou simplesmente:

poesia.






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domingo, 7 de junho de 2009

Eterno enamorar

Eterno enamorar
Por: Antonio Pereira (Apon)

O amor é como sol,
Que colore meu jardim na primavera.
É como a flor,
Que o orvalho vem beijar.
Tem o frescor do alvorecer
E o calor do coração,
Marcando o compasso da paixão.
O amor é você.
Que me faz enamorado,
Um romântico inveterado,
Um Quixote da emoção.
Nossos quereres num só querer,
O sentir a esculpir nossos momentos,
Enquanto fogem
Em revoada as quimeras,
Dispersas,
pelo sonho que sorri em seu sorriso,
Fazendo meu sorrir sonhar.
Minha querida namorada,
(como cantou o poeta):
Que nosso amor “seja eterno enquanto dure”,
E que ele dure e perdure,
Fazendo-se eterno enamorar.


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