Hoje é dia de...

Independence day! O viralatismo e a independência do Brasil

Reflexão satírica e ácida sobre a farsa da independência do Brasil, do estrangeirismo cultural ao viralatismo político da extrema-direita.

Uma análise firme e atemporal sobre a verdadeira soberania brasileira. Cruzando a dependência linguística de 2009 com a atual subserviência política e cultural, este texto expõe como o ufanismo de fachada rifou a identidade nacional. Uma crônica imperdível sobre geopolítica, viralatismo e a farsa do 7 de setembro.

Releitura fotorealista e surrealista da pintura histórica: Independência ou Morte, de Pedro Américo, adaptada para proporção 16:9. No centro da imagem, sobre um cavalo, a figura de Dom Pedro I veste o uniforme histórico, mas traz na cabeça um boné vermelho no estilo MAGA e ergue para o alto um sabre de luz rosa neon brilhante em vez de uma espada. De sua boca sai um balão de fala estilo quadrinhos com os dizeres: Make America Great Again. Ao fundo, a cavalaria e a paisagem do Riacho do Ipiranga mantêm o tom da obra clássica sob uma iluminação dramática de fim de tarde, criando um contraste chocante e anacrônico entre o passado imperial e os elementos políticos contemporâneos. #PraCegoVer #ParaTodosVerem
Quando o passado épico é reescrito pela subserviência do presente, a história deixa de ser libertação para virar caricatura. – Imagem gerada e descrita por inteligência artificial.

Não, não estou falando do 4 de julho. Me refiro mesmo ao 7 de setembro! Reza a lenda que em 1822, nessa data, nos libertamos do domínio de Portugal. Dos lusitanos, até podemos ter nos libertado no 2 de julho de 1823 (a verdadeira data dessa tal independência). Mas nos libertamos ou trocamos de dominadores?

Nossa alta tecnologia segue firme e forte como “made in”: China, Taiwan, USA, Japan... Consumimos no shopping center, comemos fast food, o rock não sai do hit parade, nossa seleção musical é playlist, dançamos pop, funk, hip hop... Meditamos com new age, o louvor é gospel, lemos best seller, nosso personal computer virou notebook ou tablet, telefonamos de um smartphone com bluetooth e Wi-Fi, a TV é 4K, fazemos PIX no home banking, a geladeira é frost free, trocamos o fim de semana pelo weekend, depois do work tem o happy hour, o carro tem airbag, pão com molho e salsicha é hot dog, entrega em domicílio é delivery, no aeroporto fazemos check-in e embarcamos quando não há overbooking...

Até los hermanos: Bolívia, Equador, Paraguai... Andavam falando grosso, e o Brasil só afinando... E para arrematar aquela época, queriam oferecer título de cidadão soteropolitano a Michael Jackson e talvez algum dia dar a mesma honraria a Edward Cullen, Bella Swan ou Stephenie Meyer.

Com algumas atualizações pontuais, em 07 de setembro de 2009 foi isso aí que postei aqui no blog. Mas, como tudo que é ruim sempre pode piorar, e muito! O Circo norte-americanizou e o Viralatismo entreguista, surtou de vez.

Se em 2009 a gente achava que o estrangeirismo e a dependência cultural já tinham atingido o teto da meta, de lá para cá a sabujice não só furou, arrombou o teto da meta.

A dependência mais que aumentou: virou projeto ideológico de patriotas de araque. A corrupção de pai para filho, neto, agregados… Endêmica, desbordou. O que antes se disfarçava com alguma compostura, superlativou na mais rasteira desvergonha. O patriotismo vendilhão traveste a camisa da seleção — falsificada, claro —, aboiando os patriotários a baterem continência para a bandeira dos Estados Unidos, mugindo bordões importados do MAGA (Make America Great Again). É o viralatismo em estado bruto, na versão mais grotesca e lambe-botas que a história já ousou supor.

Agora, o nosso copia-e-cola da extrema-direita tupiniquim importa fake news, teorias da conspiração metodicamente alopradas, papagueia discurso de ódio formatado em Washington para vender falso moralismo e hipocrisia terrivelmente patética em solo brasileiro. Cafetão da soberania, o politiqueiro venal prefere bater palmas e balançar o rabiosque para bilionário do Silicon Valley do que defender os interesses do próprio país. Se o neocolonizador estrangeiro espirra, a extrema-direita apatetada pega pneumonia e pede desculpas por qualquer possível incômodo.

Tudo isso, é claro, devidamente embalado, pasteurizado e artificialmente apaladado pela lavajatista mídia hegemônica. A mesma imprensa que faz coaching de narrativa, fala em austeridade, faz pitch para o faria limer e aplica o storytelling do medo para garantir que o status quo continue intocado. A tal "independência editorial" funciona na base do check-list: afaga o mercado financeiro de manhã e vende a soberania nacional no prime time da noite. Em suma: de 2009 para cá, a soberania brasileira não foi apenas rifada; virou commodity negociada no home broker, na bolsa dos desvalores mais escusos da marginália verde e amarela.

Peço desculpas ao caro leitor por qualquer erro de grafia. É que "Purtuguês nós já sabe". Tamo precisano aprender inglês — ou pelo menos o dialeto MAGA —, porque pra bater continência pra gringo, até o nosso ufanismo precisa de tradutor.

A essência do texto habita a colisão entre a tragicomédia e a lucidez patriótica. No plano narrativo, ele faz uma ponte cronológica de 17 anos (2009-2026), demonstrando que a perda da soberania não foi um evento bissexto, mas um processo contínuo de aculturação e subserviência. No aspecto filosófico, questiona o conceito fundamental de "liberdade": trocar o jugo colonial português pela dependência linguística, cultural, econômica e ideológica do hegemon norte-americano invalida a própria ideia de soberania nacional. Simbolicamente, o texto expõe o absurdo de um patriotismo que veste verde e amarelo enquanto muge em dialeto importado e bate continência para bandeiras estrangeiras. Emocionalmente, oscila entre o deboche indignado e o lamento melancólico de quem vê a identidade do próprio país ser rifada na bolsa dos desvalores.

Compartilhe sua percepção ✍

O que mais te tocou? Participe nos comentários! 💬🌹 Se você gostou e quer compartilhar em suas redes, sinta-se em casa! Só não esqueça de levar junto o nome do autor. A arte vive do respeito à criação. ✨🖋

Você pode gostar de ler: 📖

  • Carregando sugestões...

Comentários

  1. YES! WE CAN!!!
    Rindo pelo seu humor refinadíssimo, com uma certa dose ácida, só posso lhe dar o "coments" acima...
    [ ] Célia.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Célia.

      No país da "piada pronta", temos que rir para não chorar.

      Um abração.

      Excluir

Postar um comentário

😊 A leitura termina, mas a reflexão continua aqui nos comentários. ✨ Que tal transformar sua visita em uma conversa? Deixe seu comentário, sua interpretação ou apenas um 'oi'. 💬🌹 Adoro saber como a arte da vida ecoa em você! ✍️📖 Obrigado por acompanhar o blog e o canal! 🎥 A sua percepção é o que completa a minha inspiração 🖋️.

Se você gostou e quer compartilhar em suas redes, sinta-se em casa! Só não esqueça de levar junto o nome do autor. A arte vive do respeito à criação. ✨🖋️