A bomba
A mão demente da ganância
na cegueira da usura,
lança a incremente bomba
que a morte abunda,
deflora flora e fauna
no estupro ecológico
mata não e tão somente
o peixe
que já tem hora de ir pra mesa,
mas também
o quê não tem hora
de ir a lugar algum,
indo pra lugar nenhum!
Compondo o tapete pútrido
que a imbecilidade humana
tece sobre o mar.
Jaz em vão
o alimento de amanhã,
prenunciando
um futuro sem peixe pra pescar,
de lembranças abortadas
em um litoral estéril.
Quantos cotós?..
Quantas mãos
serão ainda desdedadas?
para calar a bomba,
silenciando seu frígido
e inconseqüente estrondo?
Por São Pedro,
Netuno,
Posseidon,
Iemanjá !..
É hora,
é hora da bomba calar.
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