Os pés do pavão. Ilusão tipo ostentação - A arte da vida. Apon HP


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sábado, 6 de fevereiro de 2016

 

                    Os pés do pavão. Ilusão tipo ostentação              

     

... quando devidamente apresentadas à realidade, partem para o desargumento da agressão e do preconceito, tentando desqualificar quem não se faz devoto de sua ilusão...

Antonio Pereira Apon.
Pavão azul.

Em: “O CORVO E O PAVÃO”. Magnífico conto de Monteiro Lobato, que se diz tratar de releitura de uma fábula de Esopo, convida-nos a refletir. Vejamos:


O pavão, de roda aberta em forma de leque, dizia com desprezo para o corvo:


“Repare como sou belo! Que cauda, hein? Que cores, que maravilhosa plumagem! Sou das aves a mais formosa, a mais perfeita, não?”


“Não há dúvida de que você é um belo bicho”, disse o corvo. “Mas, perfeito? Alto lá!”


“Quem quer criticar-me! Um bicho preto, capenga, desengraçado e, além disso, ave de mau agouro... Que falha você vê em mim, ó tição de penas?”


O corvo respondeu:


“Noto que para abater o orgulho dos pavões a natureza lhe deu um par de patas que, faça-me o favor, envergonharia até a um pobre diabo como eu...”


O pavão, que nunca tinha reparado nos próprios pés, abaixou-se e contemplou-os longamente. E, desapontado, foi andando o seu caminho sem replicar coisa nenhuma.


Tinha razão o corvo: não há beleza sem senão.


***


Pois é. Muitos, como o pavão, vivem a ostentar aparências, virtudes e teres, autocolocando-se no olimpo da perfeição, supondo-se acima dos outros. Entorpecidos por um vão orgulho e uma tola vaidade, ignoram ou recusam-se a perceber seus defeitos.


Tais criaturas, quando devidamente apresentadas à realidade, partem para o desargumento da agressão e do preconceito, tentando desqualificar quem não se faz devoto de sua ilusão:


“Quem quer criticar-me! Um bicho preto, capenga, desengraçado e, além disso, ave de mau agouro... Que falha você vê em mim, ó tição de penas?”


Todos temos virtudes e defeitos. Ter a sabedoria de reconhecer, combater e vencer nossas falhas e a inteligência emocional de não nos embriagarmos com nossos acertos, é a grande e real beleza que aponta o caminho da evolução, do crescimento interior, amadurecimento do ser.


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4 comentários:

  1. Que linda postagem, bem assim meu amigo poeta Antonio, há quem diz de pessoas com pés feios "pés de pavão", rsrs, nem tudo é perfeição em beleza.
    Tenho um poema que faz tempo que fiz, está lá, foi para o urubu, pois é, eu vi beleza no bicho, algumas pessoas sentiram asco, mas na vida tudo tem sua razão de ser,amo ver o lado bom e belo de tudo!
    Abraços querido amigo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. As pessoas precisam aprender, que quem vive "se achando", na verdade, vive a se perder. Ninguém é perfeito! Todos temos erros e acertos. Humildade nunca é demais.

      Um abração e uma boa semana.

      Excluir
  2. Olá, Apon, como vai? O texto, de fato, nos ensina muito! Humildade e generosidade precisam fazer parte do ser humano o tempo, ostentação e soberba, a meu ver, são adjetivos de quem é imaturo e vazio. De nada adianta a beleza das penas do pavão, se o interior é feio... assim são as pessoas. Sem falar que todos temos telhado de vidro. Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "imaturo e vazio", resume e caracteriza bem essa epidemia de gente que se sente o derradeiro acarajé do tabuleiro, o último biscoito do pacote. Gente tola, fútil, sem noção. A humildade costuma acompanhar a sabedoria. O resto...

      Um abração e uma boa semana.

      Excluir

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Antonio Pereira Apon.



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