Sofisma - Apon na arte da vida

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Pequenino no tamanho, mas nem por isso, pequeno na importância. É o "maestro" da leitura, rege o ritmo, o tempo, a "arte&...

Sofisma

Publicado em domingo, 10 de abril de 2016


Ilustração oficial do blog - Uma rosa vermelha na diagonal, sobre um fractal do por do sol, com o nome Apon em relevo, na parte inferior da imagem. #PraCegoVer

Uma “verdade” diversa da verdade,

versão própria da realidade,

leniente inverdade,

“desverdade”,

impropriedade real.

Mentir até convencer!

Artimanha da oratória,

golpe das palavras,

condução subliminar;

enganação coercitiva,

eufêmico discurso,

narcotizante retórica.

Levar no bico,

Na lábia ou na manha,

Verbal peçonha a enganar.

Dissimular,

fingir,

fazer de conta...

Carismático falar sem dizer,

Desdizer.

Indução da promessa vazia,

ética vadia,

amoral corromper.

Estética da vã aparência,

inconsciência de não ser;

vil engano,

desengano,

treta de só parecer.


Antonio Pereira Apon.

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4 comentários:

  1. Boa tarde de domingo meu amigo poeta, pois é, nem se sabe mais em que acreditar, só se sabe que, aqui nesse Pais não tem mais nenhum poder que se possa confiar, acho que os três, embora independentes, estão todos "bichados" ou não sabem ler a constituição?!
    Esperemos e veremos no que vai dar tudo isso!
    Amei seu poema, todas as palavras bem colocadas, parabéns pela sua inteligência!
    Abraços bem apertados!

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    Respostas
    1. O aviltamento e degradação da política nunca antes foi tão grande: Absoluto despudor no executivo, no legislativo a velha excrescência; enquanto setores da justiça, letárgicos, não sabem para onde ir. Triste descalabro nacional.

      Um abração e uma boa semana. Brigadoooooooo!

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  2. Olá meu caro,

    só quem tem o dom para conseguir fazer um belíssimo poema com a vergonha do nosso país.
    Que triste realidade.

    Grande abraço

    Leila Rodrigues

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    Respostas
    1. Pena que nem sempre, podemos versar o belo, o ético e digno. Triste, poetizar um país tomado de assalto por víboras corruptas, mentirosas e superlativamente sórdidas. Mas tudo há de passar e o Brasil inspirar a boa poesia. E quiçá, descobrir a boa política.

      Um abração e uma boa semana.

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Antonio Pereira Apon.

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