O que ficou do que foi - A arte da vida. Apon HP



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segunda-feira, 27 de junho de 2016

 

                    O que ficou do que foi              

     

... E o tempo, que nos viu meninos. Segue lépido e traquino, brincando de não se esquecer.


Meninos no balanço - Portinari.


Faltam palavras,

para dizer dos dias idos,

nossos anos coloridos,

onde a juventude fez sonhar.

Hoje,

pela porta entreaberta,

a lembrança vai e flerta,

com o que se foi,

para em nós poder ficar.

Memória aquarelada,

tela de nossa alvorada;

esboço do que nos fez.

Poesia do que fomos,

prosa do que somos

destino a se escrever.

E o tempo,

que nos viu meninos.

Segue lépido e traquino,

brincando de não se esquecer.


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6 comentários:

  1. Acho bem que o tempo continue brincando e que não se esqueça nunca, que nós somos eternamente jovens- risos -.
    Adorei seu escrito, onde as lembranças da infância, tem, com acento, um lugar bem especial em nossas mentes e coração.

    Agradeço sua visita e gentil comentário, António...

    Aquele abraço.

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    Respostas
    1. Pois é. O tempo tem mais é que brincar, cuidar de dar um tempo, parar de aporrinhar. E já tem postagem nova em: http://www.aponarte.com.br/2016/06/triste-fabula-sobre-violencia.html

      Um abração.

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  2. Lindo, sempre lindo poder lembrar dos tempos de crianças, aqui em versos perfeitos!
    Amei ler amigo poeta!
    Abraços apertados!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bons tempos, boas lembranças. acervo da memória, resgate de nós mesmos.

      Um abração.

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  3. Só assim, buscando essa energia interior do que fomos quando criança... é que nos habilitamos a não deixar morrer nossa criança interior ainda que... apesar de...
    Abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lembrar é reviver, relativizar o tempo e resgatar a poesia do passado.

      Um abração.

      Excluir

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Antonio Pereira Apon.

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