Caderno da vida              

em domingo, 11 de agosto de 2019



... Feito de um material peculiar, o caderno da vida, não permite que se arranque qualquer de suas folhas, nem mesmo se apague, oculte com corretivo ou qualquer artifício, absolutamente nada que nele seja escrito. Pode-se corrigir ou até reescrever mais adiante. Porém; “desescrever”, jamais! ...




#PraCegoVer: Mão escrevendo no papel.

Muito já se falou do livro da vida, mas, na verdade, ao nascer, ganhamos é um grande caderno, onde vamos escrever à mão o original do nosso viver. E, ainda que seja uma obra eminentemente individual, tal escrita é feita por tantas mãos! É tão interativa! …

Feito de um material peculiar, o caderno da vida, não permite que se arranque qualquer de suas folhas, nem mesmo se apague, oculte com corretivo ou qualquer artifício, absolutamente nada que nele seja escrito. Pode-se corrigir ou até reescrever mais adiante. Porém; “desescrever”, jamais!

Assim, de posse do nosso precioso caderninho e com as canetas do tempo, passamos a escrever, desenhar, assumir a autoria do nosso destino. No princípio, gastamos folhas e mais folhas com nossas garatujas infantis. Os arroubos juvenis vão ocupando outras tantas… Mas, comumente, pouco a pouco, a escrita do viver vai amadurecendo; com a interação com a própria vida, as situações e pessoas, a compreensão das vivências, as tantas notas e lembretes adicionados pelo aprendizado… É quando a equação do eu interior com o eu exterior, passa a produzir fórmulas até então inimagináveis para solucionar muitas incógnitas do existir. Ou não! Há quem se dê a maltratar o seu caderno, usando e abusando dele como um reles bloco de rascunho, um mulambo levado daqui para ali de forma descuidada, terminando seu uso como uma amarfanhada caricatura de vida.

Ao fim do curso de uma estada terrena, aí sim! Nossa escrita se torna um livro. Alguns não produzem nada além de uma incipiente brochura, assemelhada a uma revista ou mesmo um simples folheto; outros produzem livros mais finos ou mais volumosos, conforme o que de útil e bom escreveram. Poucos, muito poucos, produzem verdadeiras enciclopédias, bibliotecas vivenciais, páginas que transcendem iluminando sentimentos e pensamentos de gerações. Pouquíssimos chegam a usar todo o seu caderno, a ponto de precisarem receber cadernos adicionais pelo tanto que produzem.

E você? O que anda produzindo? Como está o seu caderno? Está cuidando bem da sua escrita? Como ficará o livro dessa sua vida?


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Antonio Pereira Apon.

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