Hoje é dia de...

Tempo e aniversário

Aniversário na era do algoritmo? Uma poesia musicada sobre tempo, essência e qubits. Não deixe sua alma desconfigurar na rolagem infinita. Leia, assista!

Nesse nosso versar de aniversário deste ano, quero dizer: O Tempo não Para, Ele se Transforma: Uma Reflexão Poética sobre Aniversário e Era Digital. Neste post, questionamos nossa existência entre o passado analógico e o futuro quântico. Uma celebração intimista para quem busca profundidade na rolagem infinita do dia a dia. Descubra como não deixar sua alma desconfigurar.

Homem maduro com expressão serena e leve sorriso, posicionado ao centro de uma cena surreal que mistura uma biblioteca antiga com o espaço cósmico. Ele segura um relógio de bolso mecânico que se desfaz em partículas digitais luminosas azuis. Ao redor, fluxos de luz dourada e azul se entrelaçam como se fossem fibras ópticas, enquanto galáxias e estrelas surgem ao fundo. A iluminação é cinematográfica, com contraste entre tons quentes e frios, destacando o rosto e os elementos brilhantes. #PraCegoVer #ParaTodosVerem
Entre o tempo que passa e o tempo que se transforma, o humano encontra equilíbrio — do analógico ao quântico, consciência é a verdadeira medida. – Imagem gerada e descrita por inteligência artificial.

Aniversariar é reverenciar o tempo.

Tempo, dimensão existencial onde a gente acontece,
o fazer do tudo mais acontecer.
Aproveitar,
dar bom proveito ao espaço-tempo do estar aqui.
Nasci analógico,
cresci, adolesci; assim também amadureci.
Fui um pouco católico, um tanto evangélico,
mas na lida dessa escrita,
me descobri espírita.
Minha ideologia é o bem comum.
Nem de direita nem de esquerda, mas no centro de todas as questões.
A porta estreita é certa, incerta a outra;
banda larga da perdição.
me digitalizei,
avancei conectado, antenado;
jamais dominado.
Tão diferente dessa gente,
gente que assiste,
deixa o tempo passar na rolagem contínua da distração,
a percepção do que realmente vale e do que não tem qualquer valor;
tanto desvalor…
Prefiro domar o fluxo,
bem entender o aniversariar, ir além das meras primaveras.
No ritmo do algoritmo, arritmia da realidade; disritmia da verdade:
entorpecendo a mente, emburrecendo a gente;
bits e bytes,
qubits entrelaçados nessa vã interpolação.
Ilusão de antiquada modernidade,
desatualizada atualização.
Eu, um conservador extremamente progressista,
artista de toda arte;
Aprendi a usar por nome o desafio e por sobrenome a superação,
descobri que é sempre hora de acordar, incomodar se preciso mas jamais acomodar;
nada de prestar vassalagem,
dizer, “sim, senhor”
ou bater palma pra maluco.
Troquei componentes,
por vezes me reprogramei,
mas não deixei a alma desconfigurar;
aqui ou ali perdi a paciência,
sem nunca desencontrar a minha essência.
Aniversariar é compreender o tempo;
tempo que foi,
tempo que é e o que há de ser.

O quanto de tempo o tempo nos dará.

Um manifesto para quem se recusa a ser dominado pela rolagem contínua da distração.

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