Hoje é dia de...

Não, não são conservadores, eles são…

Não confunda conservador com reacionário! Neste artigo no aqui blog discutimos a usurpação do termo por extremistas e propõe uma visão progressista. #reflexão #conservadorismo #política

Confira neste artigo uma reflexão necessária sobre a deturpação do termo "conservador". Abordo como essa palavra tem sido usada como máscara para posturas reacionárias e autoritárias, longe do seu real significado. Proponho uma ressignificação do conservadorismo, sem preconceitos e aberto ao progresso, sem cair em extremismos. Convido você a ler e debater essa ideia aqui no blog!

Uma cena surreal mostrando uma pessoa ajoelhada puxando um enorme tapete como se fosse uma cortina na frente de um portal.
Essa pessoa tem pele clara, cabelos escuros curtos e veste camisa de manga longa clara e calça escura, ajoelhada sobre uma base de pedra rachada. O grande tapete em tons de verde-escuro, azul-petróleo e dourado está todo franzido para o centro, preso por uma corda, revelando atrás dele um portal retangular de moldura grossa. Dentro do portal aparecem formas geométricas facetadas em vermelho e azul-brilhante, como cristais ou vidro quebrado emitindo luz, que iluminam as costas da pessoa. O tapete cai pesado para os lados, espalhando-se sobre a base de pedra e pelo chão ao redor. Na frente da base de pedra, no canto esquerdo, há um livro grande e antigo totalmente aberto, com páginas amareladas bem visíveis; ao lado dele há outro livro fechado e algumas folhas ou fitas de papel soltas. O cenário em volta é uma paisagem árida e rochosa, com terreno rachado que se estende até montanhas escuras ao fundo. O céu é dramático, com nuvens densas em tons de cinza e creme, faixas alongadas como se estivessem sendo arrastadas pelo vento, e rachaduras ou fendas vermelhas no ar que combinam com o brilho avermelhado do portal. A iluminação vem principalmente da luz intensa vermelha e azul do portal, criando contraste forte com o ambiente externo mais sombrio e em tons terrosos. #PraCegoVer #ParaTodosVerem
A máscara do falso conservadorismo tenta cobrir a realidade, mas a lucidez e a verdade sempre rompem o tecido das aparências. – Imagem gerada e descrita por inteligência artificial.

Nesses tempos de versões e tantas narrativas, apropriar-se de palavras e abusar do eufemismo para disfarçar o indisfarçável tornou-se a mais normal anormalidade. É o que acontece com o vocábulo “Conservador”, que jamais foi sinônimo de reacionário, negacionista, fascista ou ignorante… contudo, é dolosamente utilizado como máscara para travestir o mau-caratismo de certa gente.

Como acontece com quem não segue o evangelho, mas usa o rótulo de “evangélico”; não segue o Cristo, mas se apropria do título de “cristão”. Criaturas que confundem moral com moralismo e, numa espécie de transgenia vocabular ultraprocessada, embutem conceitos de um conservadorismo ideológico e malsão, carregado de deliberada vilania. Assim vão se deturpando os verbetes, dando-lhes conotações absolutas adequadas a uma bolha aloprada que intenta se adonar de tudo, para escrever e reescrever seus nadas.

Fora dessa anomalia, um conservador pode ser progressista, no sentido de preservar suas raízes, suas concepções éticas e estéticas… Sem se trancar no anacronismo criminoso de quem advoga privilégios, no escravismo “Mandraque” do financismo antropofágico, no rentismo especulador e corrupto, e em toda uma caterva empenhada tão somente em confundir. Como fazem, por exemplo, ao misturar a Israel bíblica com o estado genocida e xenófobo ao qual o mundo assiste, hoje, evocar para si o monopólio da dor enquanto a impõe despudoradamente aos outros.

Podemos e devemos ressignificar o “ser conservador”, impedir que sigam sequestrando palavras, cores e símbolos. É assim que sou um conservador progressista, sem nenhum paradoxo. Pessoas normais não são uma coisa ou outra: são conservadoras no que se deve preservar e progressistas no sentido de estarem abertas ao novo, sem cair na ilusão do novidadeiro. Não podemos nos deixar confundir pelo que fizeram e fazem os estúpidos parlapatões, esses “conservadores” de araque.

Não podemos nos deixar confundir pelo que fizeram e fazem os estúpidos parlapatões, esses “conservadores” de araque.

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