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Hoje é dia de quê?


A fila há de andar

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Na fila da vida, uma gente indigente, errante penitente; ruminando azar e sorte, aguardando a morte chegar. Numa “Biafra nordestina”, ressequidos destinos vão carpindo sua sina; numa desgraçada cracolândia, no Haiti de cada gueto...

Vaso de poesia

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Em um vaso; cabe flores, cabem cores; cabe um tanto de jardim. Cabe um que de primavera, porção de terra da Terra; cabe um quinhão de mim. Cabe uma dose de sonho, parte finita de infinito, minifúndio para se assenhorear. Cabe uma fração de vida, fragmento de lida, semente a germinar.

Quem “não quer se aborrecer”, pode terminar aborrecido

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A pretexto de não se aborrecer, algumas pessoas sobrevivem engolindo uma indigesta, aborrecida e aborrecedora ração de “ sapos, cobras e lagartos ”: Em casa, os filhos se recusam a ajudar nas atividades domésticas, apesar de consumirem, sujarem, bagunçarem... Crescem na idade e estacionam na imaturidade, eternos “ filhinhos de papai (e de mamãe) ”. Se gasta o que tem, o que não tem e mais alguma coisa. É quando surge o tal do: “Para não me aborrecer”... Alguém arca com a sobrecarga de tarefas que outrem poderia e deveria fazer; além de “se arrebentar” de trabalhar, para bancar a gastança desregrada. Na vizinhança: Um discute relação às duas da manhã , outro põe o som naquelas alturas , violentando os ouvidos adjacentes com seu dissonante lixo pagodeiro; tem quem suje a porta alheia... Mas, em nome da “política de boa vizinhança” e: “Para não me aborrecer”... Estudando: Tem aquele colega que não estuda, atrapalha a aula e na hora da avaliaçã...

Deus trabalha em equipe. E você?

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Ele não gosta da inação contemplativa, da fé caricata; ociosa, estagnada e inoperante. Ele é o verbo criador! Estopim da evolução. Não se enquadra na verborreia ritualista e dogmática, nem no louvor adulatório e fanático. Afinal, o verbo designa uma ação. Não se presta ao religiosismo igrejeiro, que aliena e paralisa, entorpecendo de ilusões e delírios.

Santiago. Um “Médico escravo”

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Desmentindo o mito da prodigiosa medicina cubana, Santiago percebia um miserável salário para clinicar em condições não menos miseráveis na “Ilha dos Castro”. Foi quando, em busca de mais médico , um país estrangeiro, resolveu importar esculápios de Cuba. O Doutor embarcou nessa aventura com outros tantos patrícios, sendo obrigados a deixar para trás suas famílias, talvez como uma garantia ao regime socialista, de que não desertariam. Os salários pagos a ditadura caribenha, em sua maior parte era retida pelo Estado, repassando uma mínima parte aos médicos. Casa e comida, ficavam por conta

Acróstico da impunidade

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I mpune, o mal leveda, m etástase corrupta a se alastrar, p olui, corrói, azeda; u biquidade nefasta do dolo, n ulidade legal e ética

Crônica de uma noite insegura

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O sol se põe. As sombras se alongam, espalham-se quais soturnos tentáculos, vão devorando cada resto de dia. Acendem-se as pálidas luzes de artifício, intentando imitar as estrelas, ocultas, camufladas sob a poluição. A pressa vai pouco a pouco desertando as ruas, uma aparente calma trafega nesse vazio. Notívagos arriscam a noite, meliantes espreitam o alheio; um sacizeiro fuma seu destino, outros cheiram, injetam, bebem em desatino. Trôpegos bêbados tropeçando no nada, ébrios loucos em máquinas alucinadas; vão bebendo toda sorte, até que o “azar” conspira a morte

Mais Médico

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Manda buscar no estrangeiro, para arrumar voto ligeiro e nos salvar da danação. Pode ser lusitano, espanhol; etíope, cubano... Não precisa ser perfeito, basta alinhar com o Prefeito, arranjar a embromação. Nós aqui de trololó, manda lá pros cafundó

Para Dominguinhos (Com alguns de seus títulos)

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Chora a sanfona, de Garanhuns se cala o canto, vai Dominguinhos fazer par com “Seu Luiz”. Nesse “Forró do sertão”, Nesse “Lamento sertanejo”, Pergunta a gente entristecida: - “Saxofone, por que choras?” - “Carece de explicação” tal “Contrato de separação”? - Foi para “Além da última estrela”, “De volta pro aconchego”, quando Deus a ele disse: - “Vem ficar comigo”.

Passa tempo, tempo passa

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Corre a vida, ciranda insana dos ponteiros, ciclo avante sem reciclo. Apreçada pressa; devorando calendários, engolindo agendas, desfolhando a folhinha. Jaz o agora a cada hora, consumindo mais um dia, que voa qual uma só andorinha, sem ter com quem “fazer verão”.

O dia em que o Sabe-tudo descobriu que não sabia

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Robson (que não era o Crusoé), julgava saber tudo, entendia de estrume a física quântica, de jogo do bicho a mercado financeiro internacional... Grande aficionado por almanaques, fanático por bricolagem, incansável leitor de bula de remédio... Achava-se entendido em tudo e mais alguma coisa, um autodidata “pós-doutorado pela universidade da vida”. Seu amigo e “fiel escudeiro” Daniel (que não era o Defoe), vivia a consertar as lambanças do sabichão e aturar as adjetivações diminutivas daquela “inteligência superior”. Um dia, o Gênio resolveu construir um pequeno barco para se aventurar na Baía de Todos os Santos. Consultou seus alfarrábios, leu trocentas revistas e fez-se “Engenheiro Naval”. Calculou, rabiscou, projetou... Em algumas semanas, a “obra prima da náutica universal” estava pronta, ignorando os conselhos de um experiente carpinteiro, que discordara sobre o tipo de madeira e outros materiais empregados. Até mesmo a opinião de um experimentado saveirista, foi arrogantemente...

Amizade

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Amizade é tesouro da alma, alquimia do bem querer, conspiração do cosmos a nos anelar em fraterno amor.

A gente (Paródia de: A casa - Vinicius de Moraes)

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Uma homenagem às manifestações pacíficas da cidadania brasileira. Inspirada na conhecida música do Poetinha e num cartaz exposto por manifestantes: "Era um país, muito engraçado/não tinha escola/só tinha estádio./ Ninguém podia/protestar não/por que a polícia/ metia a mão". Antonio Pereira Apon . Era uma gente desencantada muito omissa, acomodada Ninguém ousava dizer um não Tão adestrado ao circo e pão ninguém sonhava mais auriverde até o protesto ganhar a rede A malandragem mandava ali agora o povo é que manda aqui Era uma gente desrespeitada

Manifesto sobre o que envergonha o Brasil

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... Tal qual os vândalos e violentos das ruas, quem abusa do mandato político para “depredar” os interesses do povo, envergonha e emporcalha a imagem do Brasil... Antonio Pereira Apon. Obviamente vergonhosos e reprováveis os atos de vandalismo e toda violência protagonizada por uma minoria infiltrada nas belíssimas manifestações de cidadania do povo brasileiro que desperta para sua realidade, acordando para a necessidade de uma tomada de consciência ante tantos desmandos que afligem a nação.

Condomínio Brasil e a Fifó

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Luizão é desses caras carismáticos, sujeito bom de papo que leva qualquer um na lábia. Do tipo que consegue vender pente pra careca, ar condicionado pra iglu, convencer que existe iceberg no meio do deserto do Saara... Assim, quando o síndico do condomínio Brasil, persuadiu a todos das “vantagens” de assinar um convênio com a empresa Fifó, para que essa pudesse usar áreas do condomínio na promoção de seus eventos. Os gastos seriam poucos, os lucros muitos e os legados inúmeros. Como pelo regimento, o mesmo síndico não podia ser reeleito três vezes consecutivas, o habilidoso Luizão conseguiu eleger sua amiga Dilmélia como sucessora. Após seus dois mandatos.

Acróstico do antiplágio. Por uma internet criativa, autoral e verdadeira

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Copiar e colar: Desinformação, preguiça ou desonestidade. Desrespeito ao autor, demérito à capacidade do copista. Quem admira, cita a autoria. Faz conhecer o “autor desconhecido”. Delete o plágio, denuncie o plagiador. Q uanta cópia, indevida reprodução, u surpada autoria; e ngano de alguns, de outros distração, m as, de muitos. Vilania. C trl+C, Ctrl+V, desrespeitosa combinação, O mitir do autor o nome, p enal violação; i nfame falseta, a busada mutreta.

A arte de escrever. Encontre seu autor desconhecido

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Modelar em palavras o pensar e o sentir, dar forma, materializar a imaginação. Parafraseando o: “Uma câmera na mão, uma ideia na cabeça”. De Glauber Rocha. Dizemos: Uma caneta na mão, uma ideia na cabeça. Caneta que já foi uma rude pedra, um tosco pedaço de carvão, um simples lápis, uma pena, tinteiro... Modernamente, pode ser uma tela multitoque, um teclado ou qualquer outro dispositivo de mídia. Na mão humana, uma ferramenta de criação, uma “veia” pela qual, a alma extravasa sua essência. Essência que transcende ao suporte do papel, ganha novas dimensões: Nos palcos, telinhas, telonas...

Mães são anjos

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Coadjuvantes de Deus na criação. Fazem germinar em si a semente humana. Donas de um amor incondicional, incomensurável e atemporal. Carregam toda a força do "sexo frágil", e o poder de da suas vidas, vidas dar. Mães de todas as classes, de todas as raças, de idiomas diversos e diversas nacionalidades. São a inspiração e a própria poesia, dando luz, em meio a tanta escuridão.