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Hoje é dia de quê?


Muito pouco e pouco muito

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Muito verbo e pouca verve, muita ficação e pouco amor; muito consuma e pouco preserve, muito jardim e pouca flor. Muito Facebook e pouca realidade, muito dito e pouco feito; muito discurso e pouca verdade, muito dever e pouco direito. Muita lei e pouca legalidade, muito moralismo e pouca ética; muita propaganda e pouca veracidade, muita maquiagem e pouca estética.

A pedra. Uma prosa da poesia

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Comumente, o mal ou o bem não está numa coisa por si só, o destino que lhe dá a mão humana, é que faz toda a diferença; como o remédio que pode matar ou o veneno que consegue curar. A pedra, um dos primeiros objetos trabalhados e utilizados pelo homem, experimenta essa dual versatilidade: Construindo ou destruindo, protegendo ou ferindo...

Memória

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Cuidadora da cultura, Zeladora da civilização... A memória é a guardiã do tempo, testemunha do ido que ficou, do que passa sem passar; o aprendido e o esquecido, revelado ou escondido...

Vira pó

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Tudo: A ambição desmedida, a usura incontida. O carro bacana, a ostentação tirana. O preconceito explícito, o racismo implícito. A pressa urgente, a corrida demente. O poder que cega, o ter que apega. A posse ilusória, a certeza provisória. A arrogância do título, o orgulho ridículo. A pretensa nobreza, a aversão à pobreza. A vaidade acadêmica, a superioridade polêmica.

A arte de reencarnar

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imagem. #PraCegoVer" border="0" data-original-height="375" data-original-width="500" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFriMcV4bFhyphenhyphend4QQurYyu4Hfje4wxzhtrsjr6nLYjkUf3txahJlaj-6zhTVrDR2h2pxSxyr7Oe2akFS1xtIsft-5jwNAA7EeKUfqd3UF4BIdQNkvizGkCcDagfdjOZ2T3B1vHQf8vW88E/s0/apontela.jpg" title="Composição de Antonio Pereira Apon." /> A vida é feita de começo, meio e recomeço. Dos "reinos inferiores" aos altiplanos do infinito, as reencarnações transformam a essência do ser. Como em tudo na natureza: "nada se perde, nada se cria. Tudo se transforma". Pouco a pouco, o "homem velho" transmuta-se em "homem novo", o Tempo como um caprichoso artista, vai extraindo do denso monólito, a obra-prima da evolução. Dos rabiscos rupestres a mais avançada tecnologia, o traço das sucessivas encarnações, desenha a odisseia dos seres nas sendas do progresso, pigmentando

Um museu de envelhecidas novidades

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Tecnologicamente vivemos tempos onde o que ainda não é novo, já é velho e o “moderno” já nasce sentenciado à obsolescência. Um computador top de linha, vira “carroça num piscar de olhos, o videocassete com seu sistema autolimpante e suas tantas cabeças de leitura, virou sucata; o fax tornou-se uma peça um tanto retro, o CD já vai com o “pé na cova”, enquanto o DVD agoniza (o blu-ray que se cuide). A TV de tela plana e tubo de raios catódicos, ainda funcionava bem, quando a novíssima LCD já cedia espaço para o LED, que já é 3D, smart e vai virar ultra HD, OLED...

A vida precisa transitar. A morte não

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Mais que veículos e pedestres, em nossas ruas, avenidas e estradas, transitam vidas. Não números, objetos ou abstrações. Pessoas! Gente como eu e você

Tempo, temporão, temporal

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O tempo é a porta, a ponte, a janela, o porto, o barco, é o mar. É lugar algum e algum lugar. Contem, está contido; é o agora que já foi, o amanhã que logo vai

Palavra ou palavrão? Você é quem diz!

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O tênue limite entre a palavra e o palavrão, geralmente é determinado pelos usos, abusos e costumes que podem se modificar com o decorrer do tempo. Uma simples palavra pode tornar-se um pesado palavrão e vice-versa. É o caso do versátil substantivo feminino que vamos tratar aqui. Hoje exprimindo admiração, alegria, espanto, simpatia, entusiasmo, aversão, raiva, carinho, surpresa, chateação, impaciência... Em sua dilatada “gramaticidade”, pode aparecer como interjeição, adjetivo, advérbio, conjunção... Como podemos notar, não é aquela esponja de aço, mas tem “mil e uma utilidades”. Originalmente, o vocábulo designava uma tosca arma de madeira, um pedaço de pau com uma protuberância onde eram incrustados pedaços de metal, como pregos. Cacete, porrete, clava... diz-se também tratar-se de uma espécie de cetro eclesiástico, usado por autoridades da Igreja, entre os séculos XIII e XV. Dai, do latim, chegamos

Infelicidade programada

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... os ouvidos superlativam palavras, acordam a língua contundente e desatinada. Gênios indomados; de ego em riste... Vivem a ruminar o passado, indiciando “culpados” para suas culpas, exumando ressentimentos a pretexto de pretensas razões. Atidos, contidos; cativos dos próprios fantasmas, de um “autismo” mal arranjado

A fila há de andar

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Na fila da vida, uma gente indigente, errante penitente; ruminando azar e sorte, aguardando a morte chegar. Numa “Biafra nordestina”, ressequidos destinos vão carpindo sua sina; numa desgraçada cracolândia, no Haiti de cada gueto...

Vaso de poesia

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Em um vaso; cabe flores, cabem cores; cabe um tanto de jardim. Cabe um que de primavera, porção de terra da Terra; cabe um quinhão de mim. Cabe uma dose de sonho, parte finita de infinito, minifúndio para se assenhorear. Cabe uma fração de vida, fragmento de lida, semente a germinar.

Quem “não quer se aborrecer”, pode terminar aborrecido

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A pretexto de não se aborrecer, algumas pessoas sobrevivem engolindo uma indigesta, aborrecida e aborrecedora ração de “ sapos, cobras e lagartos ”: Em casa, os filhos se recusam a ajudar nas atividades domésticas, apesar de consumirem, sujarem, bagunçarem... Crescem na idade e estacionam na imaturidade, eternos “ filhinhos de papai (e de mamãe) ”. Se gasta o que tem, o que não tem e mais alguma coisa. É quando surge o tal do: “Para não me aborrecer”... Alguém arca com a sobrecarga de tarefas que outrem poderia e deveria fazer; além de “se arrebentar” de trabalhar, para bancar a gastança desregrada. Na vizinhança: Um discute relação às duas da manhã , outro põe o som naquelas alturas , violentando os ouvidos adjacentes com seu dissonante lixo pagodeiro; tem quem suje a porta alheia... Mas, em nome da “política de boa vizinhança” e: “Para não me aborrecer”... Estudando: Tem aquele colega que não estuda, atrapalha a aula e na hora da avaliaçã...

Deus trabalha em equipe. E você?

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Ele não gosta da inação contemplativa, da fé caricata; ociosa, estagnada e inoperante. Ele é o verbo criador! Estopim da evolução. Não se enquadra na verborreia ritualista e dogmática, nem no louvor adulatório e fanático. Afinal, o verbo designa uma ação. Não se presta ao religiosismo igrejeiro, que aliena e paralisa, entorpecendo de ilusões e delírios.

Santiago. Um “Médico escravo”

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Desmentindo o mito da prodigiosa medicina cubana, Santiago percebia um miserável salário para clinicar em condições não menos miseráveis na “Ilha dos Castro”. Foi quando, em busca de mais médico , um país estrangeiro, resolveu importar esculápios de Cuba. O Doutor embarcou nessa aventura com outros tantos patrícios, sendo obrigados a deixar para trás suas famílias, talvez como uma garantia ao regime socialista, de que não desertariam. Os salários pagos a ditadura caribenha, em sua maior parte era retida pelo Estado, repassando uma mínima parte aos médicos. Casa e comida, ficavam por conta

Acróstico da impunidade

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I mpune, o mal leveda, m etástase corrupta a se alastrar, p olui, corrói, azeda; u biquidade nefasta do dolo, n ulidade legal e ética

Crônica de uma noite insegura

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O sol se põe. As sombras se alongam, espalham-se quais soturnos tentáculos, vão devorando cada resto de dia. Acendem-se as pálidas luzes de artifício, intentando imitar as estrelas, ocultas, camufladas sob a poluição. A pressa vai pouco a pouco desertando as ruas, uma aparente calma trafega nesse vazio. Notívagos arriscam a noite, meliantes espreitam o alheio; um sacizeiro fuma seu destino, outros cheiram, injetam, bebem em desatino. Trôpegos bêbados tropeçando no nada, ébrios loucos em máquinas alucinadas; vão bebendo toda sorte, até que o “azar” conspira a morte

Mais Médico

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Manda buscar no estrangeiro, para arrumar voto ligeiro e nos salvar da danação. Pode ser lusitano, espanhol; etíope, cubano... Não precisa ser perfeito, basta alinhar com o Prefeito, arranjar a embromação. Nós aqui de trololó, manda lá pros cafundó