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Mostrando postagens de novembro, 2019

Hoje é dia de quê?


Linha do tempo, agulha do viver

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... linha e agulha, mão da artesã, inspiração… Um aplique de fé no pano da esperança, colorido; com cores de alegria, tons de felicidade… No arremate, renda. Qual poesia serena, artífice vida... Antonio Pereira Apon. Na trama do destino, na costura da vida, no bordado da lida, patchwork das memórias, retalhos unindo. Artesanato do existir, arte de estar aqui;

A joaninha, a roseira e a videira

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... Como o cultivador da parábola, Deus nos envia o socorro necessário, enquanto tardamos na discussão inútil e vazia, por isso ou por aquilo, nos considerando melhores que o outro; menosprezando, discriminando, julgando… O problema de um, precisa ser visto como problema de todos... Antonio Pereira Apon. Uvas e rosas costumam contrair as mesmas doenças, causadas por pragas. Mais sensíveis, as rosas apresentam primeiro os sintomas, o que serve de alerta. Assim, muitos viticultores plantam roseiras no entorno do parreiral, unindo o útil ao agradável. Porém, vez ou outra, uma roseira despeitada e uma videira invejosa, quebravam a harmonia reinante, no bate boca por conta de quem era mais isso, quem era mais aquilo; ambas se achando, sem se dar conta que se perdiam… Certo dia, uma joaninha pousou numa dessas roseiras e puxou conversa: - Vim resolver seus problemas. Eu te ajudo e você me ajuda… - se assunte, seu inseto insignificante! Saia daqui com esse seu cheir...

Disposófobo, acumulador, acumula dor

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... criatura que acumula velhos defeitos de estimação, mágoas, vícios, ressentimentos; tralhas comportamentais, detritos emocionais, entulhos conscienciais, quinquilharias espirituais, sobrepeso psíquico… Antonio Pereira Apon. Disposofobia, a acumulação compulsiva designa a pessoa que junta inutilidades, lixo; se apega ao inservível, a ponto de prejudicar a usabilidade de cômodos ou de todo o ambiente onde reside, em alguns casos, ameaçando a própria saúde ou da vizinhança. Se a acumulação de objetos, é um transtorno e provoca outros tantos transtornos materiais, o que não dizer da acumulação interior? Amontoar, apinhar, a casa mental?

Quebra-cabeças. Consertar o homem para consertar o mundo

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... A parte de cada parte, para resgatar a integridade da paisagem, da composição; o todo numa poética completude. Substituindo o conserto de consertar, pelo concerto de tocarmos juntos... Antonio Pereira Apon. A invenção do quebra-cabeças/“puzzle é atribuída ao cartógrafo inglês John Spilsbury. Em torno de 1760, ele começou a colar mapas em placas finas de madeira, recortando os países conforme suas fronteiras. Seu intuito, foi facilitar o aprendizado da geografia. Instrutivo e divertido, o novo método, permitia às crianças aprenderem a identificar cada país e sua localização. Com o avanço da tecnologia e dos materiais, os quebra-cabeças ganharam popularidade, indo além da educação para o entretenimento geral, ganhando temáticas e formatos os mais diversos. Agora, voltando à ideia de Spilsbury, a perda de alguma peça/país deixava o mapa incompleto. Transportando o conceito dos quebra-cabeças para a vida, podemos dizer que cada um de nós é uma pecinha do grande ““p...

Natal, nas pegadas de Jesus

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... Nas pegadas da fraternidade, nos passos da solidariedade, pelos caminhos da empatia… O verdadeiro espírito do natal, real celebração ao Jesus menino, “verbo que se fez carne e habitou entre nós”... Antonio Pereira Apon. Seus passos, que marcaram, dividiram a história; pegadas indeléveis na areia do tempo. Nem o vento dos séculos ou as sucessivas ondas do conhecimento, as puderam apagar. Sua voz ecoa no horizonte das almas, evocando no céu de cada consciência, a luminosa estrela de Belém. Ele, que da manjedoura à cruz, transcendeu às palavras, corporificando cada lição na vivência dos seus ensinos; ele, que desmentindo a morte, ressurgiu para a vida. O Jesus que hoje pede para ressurgir de sob os entulhos de tantas tradições artificiosas; dos Noéis e dos interesses mercadológicos, dos natais pasteurizados, tão vazios de sentido.

Fina matéria, a vida, perfume do viver

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... como um precioso perfume, cada um de nós, precisa de um delicado e frágil frasco de inestimável cristal, o nosso corpo; para que possa interagir com tudo e todos, mas, ao simples toque do imprevisto… Assim foi com Ayrton Senna, os mortos de Mariana e Brumadinho, Domingos Montagner, os meninos, do “Ninho do Urubu”, Ricardo Boechat, Gugu Liberato… Assim pode ser com qualquer famoso ou anônimo, rico ou pobre, devoto ou ateu; de qualquer etnia, gênero, profissão, ideologia, grau de instrução… Ninguém está isento, mais cedo ou mais tarde e por vezes, de repente... Antonio Pereira Apon. Que destino temos dado ao nosso viver aqui na Terra? O que temos feito do nosso tempo; essa dádiva de tantas possibilidades, esse presente que podemos chamar de oportunidade? Na música “Cajuína”, Caetano Veloso, nos brinda com duas frases que acordam profundas reflexões: “Existirmos, a que será que se destina...” E “Apenas a matéria vida era tão fina. Um sopro breve, diáfano e passage...

Sobrou para o professor

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... Sem direito ao contraditório nem a ampla defesa em nenhuma instância. O professor, que não era rico nem político, não tinha dinheiro para pagar bons advogados… Foi execrado, esculachado e sentenciado à fogueira, sem negócio de trânsito em julgado... Antonio Pereira Apon. No reino da Balbúrdia do Sul, os fazedores de factoides, mais uma vez “colocaram o bode na sala”. Resolveram criar nas escolas o projeto “Alcaguete, estudante X-9”. Através do “portal dedo duro”, os alunos devem denunciar os professores que não rezarem pela sacratíssima cartilha ideológico moral da corte.

A traça e o traço

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O traçar do traço, fica no papel. O traçar da traça, traça o papel e o traço. Tem gente que traça tal qual o traço. Mas, há quem prefira traçar feito traça... Antonio Pereira Apon.  O traço traça. A traça, traça o traço. Traçando, o traço: desenha, risca, constrói… Traçando, a traça: consome, devora, destrói...

Muita falação, pouca cerebração

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"... é muito fácil saber se uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz... ... uma pessoa falando demais, inoportuna, se intrometendo nas conversas dos outros..." Antonio Pereira Apon. Não, não estou falando daquelas pessoas com propensão natural para falar, que, como diz o povo: fala pelos cotovelos, ou exumando o antiquíssimo: parece que engoliu agulha de vitrola, digamos; uma “tagarelice do bem”. Quero tratar aqui é dessa gente boquirrota e verborreica, que, tendo pouco ou nada de útil para falar, numa absoluta falta de noção, não exita em abrir a boca para despejar um mundaréu de asneiras, caminhões de sandices e bobagens; pessoas que dizem e precisam se desdizer a todo instante; aquele sujeito língua solta, falastrão, bravateiro, barulheiro, bulhento; cheio de material falante e vazio de matéria pensante. Carroça vazia, como nos conta Esopo nessa fábula:

Cada um é livre para acreditar. Inclusive no inacreditável.

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... A fantasia de um, é mais lúcida do que o delírio coerente do outro; a besteira de esquerda é melhor que a bobagem de direita, a mentira de sicrano, merece mais crédito que a inverdade de beltrano, o demônio dali é menos infernal que o de lá, um santo é mais celestial que outro… Como diz o velho ditado, é “o roto falando do esfarrapado e o sujo do mal lavado”. E enquanto o povo fica nessa discussão de bêbado com maluco... Antonio Pereira Apon. Papai Noel, Saci Pererê, duendes, Caipora, gnomos, salvador da pátria e todo o sobrenatural que caiba no imaginário humano, até mesmo promessa de político, cabe no quinhão de crenças e descrenças que cada um tem direito. O problema é que temos vivido tempos estranhos, em que muitos evocam para si o monopólio das certezas irretocáveis.

Calendário. A vida e a virada da folhinha

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Tudo é ciclo, reciclar da vida. Fim, começo, infinito recomeçar. Datas, meses, anos... Agendas, calendários, folhinhas... Tudo finda para o tempo não findar. Antonio Pereira Apon . Janeiro . O tempo nos convida a arranjar novo começo, À vida reeditar. Brincar de recomeço, para um possível reinventar. Fevereiro . Artifício de carnavalesca alegria, miragens de folia e folião. delírio de sentidos e fantasia, Quarta vinda, finda em cinzas a ilusão. Março . O verão em seu crepúsculo, folhas secas a vagar. A maré edita o opúsculo, Versa o outono a se achegar.

Dança das lembranças

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... Ela, a relembrança, o flashback; streaming do que foi, mas em mim ficou. Balada antiga em loop que toca, não cansa, não descansa; reminiscências a dançar... Antonio Pereira Apon. 2002... As lembranças rodopiam no cirandar da saudade, em par com o tempo, dança a valsa triste da sua ausência, a felicidade. A brisa primaveril daqueles dias, hoje, coreografa o balé outonal das folhas da memória; rumam sem rumo, sem prumo, sem rima a se desarrumar. Ela, a relembrança, o flashback; streaming do que foi, mas em mim ficou.

A informática do natal

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... Estabeleça uma conexão em "banda larga" com o bom, o belo e o melhor, coloque em "favoritos": calma, cautela e muita perseverança. Não se deixe abater... Antonio Pereira Apon . Vem chegando o natal. Bom momento para revisarmos, as configurações da nossa vida, preparando-nos para o upgrade do ano nascente. Coloque como "papel de parede" um belo sorriso, retire os "ícones" em desuso da "área de trabalho", deixe aí somente "atalhos" úteis e importantes. Exclua os "arquivos" desnecessários, sem que nem passem pela "lixeira"! Os problemas que ainda não puderem ser deletados, devem ser movidos para a "pasta temporários". Tome cuidado para não sobrecarregar a "inicialização" com preocupações, ocupe-se com cada coisa em seu tempo, "sincronize" sua agenda com a realidade, otimize suas possibilidades. Faça um escaneamento completo, para eliminar todas as possíveis "pr...

Hoje, a porta

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... Quando nos dispomos a transpor a porta do autoconhecimento, descobrimos umas outras tantas e desconhecidas portas; departamentalizando, trancando, manietando o fluxo da vida: cerrando, aferrolhando, trancafiando possibilidades que tardam á espera de uma tomada de decisão: destrancar, destravar, libertar, liberar, descondicionar... Antonio Pereira Apon. Para além do substantivo feminino, que designa o elemento arquitetônico, ligado à uma moldura por dobradiças, gonzos… Que serve de entrada ou saída, delimitando uma abertura com o lado vertical mais comprido e a base ao nível do chão. Uma porta carrega a literalidade e simbologia de ser passagem; libertação ou prisão, interno e externo, partida ou chegada… Assim, existem portas concretas e abstratas, reais e virtuais, físicas e espirituais, racionais e emocionais, sagradas e profanas, ricas ou pobres, simples e complexas, psíquicas, arquetípicas...

Quando o mundo não acabar. Acabe com...

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... Pule dentro! Pegue essa “bola azul”, esse globo, nossa “nave mãe”. Com carinho e atenção, lembre, jamais esqueça. Um mundo melhor, começa no melhor de cada um de nós... Antonio Pereira Apon . Quando (mais uma vez) o mundo não acabar, as “previsões Maias” caírem no anedotário popular, novos (e velhos) catastrofistas exumarem: Incas, Astecas, Vikings... Ou qualquer outra patética profética(?) premunição excêntrica. Acorde a esperança, reviva o otimismo, alimente a fé, transcenda à mesmice. O “teatro” dos novos natais e novos anos novos, ensaia, projeta, rascunha uma renovada e renovadora humanidade, capaz de ir além das aparências, artifícios e estereótipos na construção de verdadeiramente novos tempos.

Flores de Deus

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As flores são versos que prescindem de palavras, rimas coloridas de um ode à diversidade. O esmero e primor dos seus detalhes, dão conta de quem lhes semeou à vida, numa oração estética, que se eleva em perfumosa glorificação. Poemas que pontilham de cores a paisagem campestre; acordam inspirações, despertam encantamentos. Junto com a obra-prima singular dos plurais alvores de nosso existir, trazem um convite de esperança e fé, que se renova em cada floração, em cada amanhecer.

Bom natal e 2020 motivos para ser feliz!!!

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... Que o novo calendário, seja o trampolim de venturas, para um futuro mais ditoso e pleno... Antonio Pereira Apon . Quero te desejar um feliz natal, repleto da luz e do amor de Cristo e um ano novo farto de êxitos, saúde e prosperidade. Que o alvor de renovadas esperanças, impregne os dias vindouros, com o perfumoso aroma dos sonhos realizados e vitórias conquistadas.

Coisificados desamados, desalmados

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... A pressa a tudo apreça e ao sem preço, o desvalor. Palavras de artifício, pasteurizados gestos, espectro de amor. Pessoas qual souvenirs, quinquilharias sem valor. O "ficar" com quem não fica... Antonio Pereira Apon. Gente feito coisa, coisa feito gente; coisificante não sentir, simulacro de emoções.

Um outro fim. Um novo começo

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... Não adianta chorar, lamentar os dias idos. Temos que celebrar e cerebrar o tempo que chega, presente de um novo ano, a dádiva desses novos dias. O que faremos deles? Isso é o que verdadeiramente conta... Antonio Pereira Apon. Velho e novo, fim e começo, passado e futuro confluem nessa época, convidando-nos, a resgatar a esperança esquecida sob o pó do cotidiano; acordar os sonhos perdidos debaixo das tantas notícias desses tão apressados e mal apreçados trezentos e sessenta e poucos dias, que escorreram fluidos e ligeiros.

Tudo passa: Semente, árvore, estações

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... Jesus, o Cristo de Deus, que dividiu a história em antes e depois, asseverando: “tudo que eu faço, vós também podereis fazer”. Exorta-nos a dividirmos a performance dessa nossa autobiografia a qual estamos diuturnamente escrevendo, menos com palavras e mais com vivências. A ratificar a lição evangélica do despir a pessoa velha para vestir a pessoa nova... Antonio Pereira Apon. Há dias de bonança, em que as folhas dançam ao toque dúlcido da brisa que refrigera as manhãs, noutros, são levadas pela coreografia abrupta dos ventos fortes. Contudo, passados os momentos tormentosos, rebrotam no refolhar de uma nova era. Assim como passam as primaveras e os verões, também passam os outonos e invernos. Alegre ou triste, cada estação guarda sua própria poesia; tudo é aprendizado, é lição; transitar da vida passageira na educação da alma imortal. Na noite que insiste escura, parecendo delongar-se; a lua e as estrelas, dão pálidas notícias do novo dia que não tardará em ...

Bandidagem endinheirada, vibrai! A impunidade voltou!

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... Vivas à corrupção e toda bandalheira! A prescrição é a meta, a impunidade é o limite! Nada de cadeia nem tornozeleira, o colarinho branco voltou por cima, os nababos seguidores de Mamon estão libertos, com “licença para roubar”. Justiça? Essa de sentenciar e prender? Faça-me rir... Antonio Pereira Apon. Voltaram os recursos ao Deus dará, apelações sem fim, a chuva de liminar; a vírgula do inciso do artigo, da alínea… Vale tudo para protelar. Explorar as brechas da lei e se não tiver, arranjar. Supremo beneplácito: Adiar, atrasar, postergar, procrastinar, pospor, retardar, até o tal trânsito em julgado, preferencialmente nunca, nalguma encarnação futura, bem futura! Ou lá para além do “Juízo final”. Com direito a apelação para São Pedro e todos os santos, Orixás, espíritos e guias; passando por anjos, arcanjos e afins, até chegar no Supremo, o de verdade.

Amanhã, depois de amanhã... Novo hoje sem tardar

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O amanhã é mais perto do que se costuma pensar, e quando se pensa, já não é amanhã. É o hoje a chegar. Antonio Pereira Apon . Amanhã é logo ali, Onde a esperança faz morada, onde o sonho almeja realidade e a realidade espera ser sonhada. Ali onde o possível se aninha, e o impossível se tenta aninhar.

Palavras, as não ditas

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... No claustro dos lábios, a clausura da língua; o dito silente, penitente calar. Frígidas palavras, sem eco e sem vida, sem verso nem rima, sem a mínima poesia... Antonio Pereira Apon. De que servem as palavras caladas? Trancadas no peito, guardadas na alma, mergulhadas no silêncio? Náufragas, natimortas, abortadas, amordaçadas palavras.

Ratoeira do egoísmo, cilada da indiferença

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... Para quem acha que, “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. Já passou da hora de rever seus conceitos e lembrar de outro ditado: “Pau que dá em Chico, dá em Francisco”. O que hoje aflige o outro, amanhã pode nos afligir. Antonio Pereira Apon. Bem no contexto do velho, “Cada um por si, Deus por todos”; o individualismo cada vez mais exacerbado em nossa sociedade do “jeitinho”, impede que as consciências gravitem além dos próprios umbigos. Pessoas, encasteladas no condomínio dos privilégios ou embarcadas no luxuoso veículo do descaso, trafegam pelas alamedas das ilusões. Alheias à coletividade, que desejam “invisível”. Sem noção, como os animais da fábula de Esopo, julgam-se imunes á adversidade, afinal, a desgraça só acontece com os outros: O rato e a ratoeira Numa planície da Ática, perto de Atenas, morava um fazendeiro com sua mulher; ele tinha vários tipos de cultivares, assim como: oliva, grão de bico, lentilha, vinha, cevada e trigo. Ele armazenava t...

Acróstico da diversidade

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Deus criou a igualdade, nós inventamos as diferenças. Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Celebrado em 21 de março em referência ao Massacre de Sharpeville. Antonio Pereira Apon. D iversos pensares: I gnorantes proclamando racismo, V irtuosos declamando igualdade. E ntre e rros e acertos, R aça única, humanidade! S omando saberes, I rmanando quereres, D ividindo e multiplicando, A dicionando, D oando e recebendo, E streitando caminhos.

Urubus, a águia e a educação

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... Sem educação, a cidadania demora estagnada sob o jugo da ignorância... ...a devida ração de mentiras, “pão e circo”... Antonio Pereira Apon . Um grupo de urubus capturou um filhote de águia e o levou para uma pequena ilha afastada da costa. A pequenina ave, cresceu assistindo os urubuzinhos “mais fortes, belos e capazes de voar”, se aventurarem nos ares. Voarem para além de onde a visão podia alcançar. Lá onde “só os privilegiados pela natureza. Podiam afrontar terríveis perigos, tenebrosas ameaças, que apenas eles, os superpoderosos urubus podiam vencer”. Ela, a aguiazinha tinha que ser obediente e agradecida pela “bondade e proteção” dos seus “generosos benfeitores”.