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Mostrando postagens de junho, 2020

Hoje é dia de quê?


Cadê o gato que estava aqui?

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Reverenciados na antiguidade, povoam o imaginário popular em crenças, contos, ritos, mitos, no controverso “atirei o pau no gato”, em lendas; como a que diz ter sido o bichano criado por Deus, ante a preocupação de Noé com os ratos da arca, teria o bicho surgido do... Antonio Pereira Apon. Você conhece aquela antiga brincadeira, em que, se pegando na mão da criança, vai-se tocando um a um de seus dedinhos, do mínimo ao polegar, para que ela diga seus nomes: dedo mindinho, seu vizinho, maior de todos, fura bolo, cata piolho? Em seguida, novamente de dedo em dedo se ia perguntando: Cadê o biscoito que estava aqui? O leite que estava aqui? O mingau? O chocolate? … E a resposta: Gato comeu! Ou bebeu! Conforme o alimento. No fim, se perguntava: Cadê o gato? Assim, com o dedo indicador e o médio, se ia caminhando até a dobra do braço da criancinha e  se a enchia de cócegas, a dizer: - Olha ele aqui! Aqui, aqui… Mas, onde estará mesmo o gato?

Desenlaçar, enlaçar. Apertos da vida

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As vezes a vida aperta; é nó, enlaço, é laço de passarinheiro, enlace pra se desvencilhar. Na clausura do casulo, a crisálida não adivinha futuro, até a vida borboletear. O amor que a nós inspira, pro libertar conspira, afirma: Tudo isso vai passar! O amor o mal desata, deslinda, livra, solta, desamarra, livra, isenta, desdá, rompe, liberta.

Ame, ame-se, #FiqueEmCasa

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... Para salvar a economia, dar à vida primazia, mostra inteligente solidez. Ri-se o vírus que espreita, da percepção estreita, de quem se apressa em apreçar. Vai parindo morticínio, o deficiente vaticínio; pois quem abre na vã pressa, volta depressa a se fechar. Jaz o lucro sem dar fruto, usufruto de ninguém... Antonio Pereira Apon. Socialmente isolada, a lucidez, contempla a estupidez aglomerada. O louco mandando ir pra rua! O insano pedindo pra lá ir. O mandante e o mandado, o desmando com mandato, demandando sensatez.

Viva a sua vida. A abelha, a borboleta e a inveja

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Uma abelha passou todo o dia trabalhando. Voando de lá para cá, percebeu uma borboleta que ficara todo o tempo ali, pousada sobre uma pedra: - Está com algum problema formosa butterfly? - Estava contemplando o magnífico voo daquela águia. Eu queria ser como ela, imponente soberana dos ares... Mas não passo de uma mísera borboletinha.

O candidato e a prostituta virgem

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... Vivaldo se elegeu e reelegeu para a câmara estadual, avançou para a federal e já sonha com a presidência da república; seus apoiadores se deram muitíssimo bem e Dadivina virou assessora parlamentar, cuida das “rachadinhas”… Seus eleitores, o povo é que... Antonio Pereira Apon. Vivaldo Vigarino, político afamado por sua versatilidade ideológica, quando o barco da esquerda afundou, pulou para o dá direita com a maior desenvoltura e sem a menor cerimônia. Vereador, resolveu candidatar-se para deputado estadual e ali estava, afim de arrebanhar seguidores, angariar fundos objetivando sua campanha. No discurso, era Deus no Céu e Vivaldo na Terra, ainda mais agora, que tinha se convertido, virado religioso; um imaculado “homem de Deus”: honesto, sincero, digno, impoluto defensor da moral e dos bons costumes, tradição, família, propriedade; ferrenho combatente da corrupção, inimigo do comunismo… Blá blá blá, blá blá blá… A velha arenga politiqueira para doutrinar “o ga...

As flores e as pedras

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... flores se reproduzem e renovam-se no dinâmico ciclo da vida, as pedras tardam estacionadas. O bem, como as flores, deve se espargir e multiplicar, contagiando a todos... Antonio Pereira Apon . Um monge reunindo seus discípulos num terreno inculto, localizado nos fundos do mosteiro, disse-lhes: - É pouco útil cultivar a iluminação interior e confinar essa luz, enquanto tantos caminham em meio às trevas da ignorância. Estou partindo hoje, para uma peregrinação de um ano. Durante minha ausência, vocês terão a incumbência de transformar esse espaço num jardim. Mas não será um jardim qualquer, feito de forma convencional. Vocês irão sair todos os dias bem cedo, andar pela cidade e suas cercanias, procurando pessoas que precisem de ajuda. Ao entardecer, retornando para aqui, plantem uma muda de flor para cada ensinamento dado... Para cada dor aliviada, cada desespero abrandado... Para cada vez que der vontade de desistir, para cada desilusão, insucesso ou incompreensão, coloquem ...

Tempo, vida e arte

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... Arte que brinca na imaginação, sonhar da criativa inspiração, realdade, realidade a refazer. Comédia e drama na cenografia, o dom da cor, o tom do som, cotidiana alegoria. Pássaros, encanto em seus cantares, mosaico, peixes, seus nadares; impressionistas flores, campo, artístico recanto, canto de canto e de encantar... Antonio Pereira Apon. O tempo é tinta e pinta a vida, recolorir da lida, amiga arte do viver. Projeta um arrebol infante, na tela de todo horizonte, telona de cada amanhecer. A melodia da cantiga, a poesia que tudo abriga, a prosa que dá liga ao bem dizer . No esculpir da pedra dura , na dureza que perdura, até a arte , a vida modelar. Coreografar nova rotina, roteiro do destino assina, quem bem dança o bom fazer.

Estação, saguão do existir

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... Ir e vir, constantemente inconstante e surpreendente, alheio à vontade, ao controle que queiramos ter. O guichê do destino, por vezes, se revela misterioso e insondável. É tanta gente! Viventes; bagagens, de mão, coração e mente, paragem que é pra gente não... Antonio Pereira Apon. Já falamos do trem da vida , do trem do tempo ... É que vida e tempo se confundem, se entrelaçam na viagem do viver. Ponto de encontros e despedidas, chegadas e partidas; a estação do existir, do estar aqui; espaço-tempo, que nos permite sonhar, antever as paisagens que virão ou rememorar as paragens que ficaram para trás. Conexão do que foi com o que virá a ser, transitar de razões e emoções nas saudades de quem embarca, se vai; alegrias de quem desembarca, chega pra ficar. Ir e vir, constantemente inconstante e surpreendente, alheio à vontade, ao controle que queiramos ter. O guichê do destino, por vezes, se revela misterioso e insondável. É tanta gente! Viventes; bagagens, de mão, ...

Pessoas são como livros

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... Não basta saber ler! É preciso entender e bem compreender, para não cair no sem sentido da interpretação, afinal; tanto para livros como para pessoas, vale o axioma paulino: “A letra mata, mas o espírito vivifica”. Busquemos sempre a essência, mergulhemos além da rasa obviedade, que pode ser enganosa e tola... Antonio Pereira Apon. Assim como os livros, pessoas não devem ser julgadas pela sua face; rostos e capas, podem facilmente enganar. Customizada para atrair, seduzir, convencer… A aparência exterior, não é o melhor indicativo do conteúdo de pessoas e livros. Ambos, reclamam uma necessária leitura; o índice e o prefácio, um primeiro contato, até podem nos dar alguma noção do que haveremos de encontrar mais adiante. Contudo, se não nos dedicarmos numa apreciação atenta e disciplinada do explícito e implícito nas linhas e entrelinhas da escrita, saltando parágrafos, páginas, capítulos. Arriscamos enveredar pelos desenganos de uma pseudo leitura dinâmica, açoda...

Mangue, bordel, Brasil

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... Das bananas aos bananas, indigência treinada, adestrada a gritar gol, requebrar e dizer amém. Pagar caro, posar de otário, não ser alguém. Ser mais um ninguém, atrás de um mitômano “salvador”... Antonio Pereira Apon . Cale-se o cálice! Tinto sangue, retinto vinho; da vinha, do que vinha, da via do que não virá. Bordel. Velho mangue, caranguejo novo; o lodo, a lama, o povo. O novo?! Velha, requentada sina a se ruminar.

Pessoas não são números

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... precisam ser tratadas como pessoas, gente é questão de humanidade, não de matemática. Números se podem fraudar sem escrúpulos, amontoar em presídios... Números podem ser omitidos ou simplesmente "apagados"... Antonio Pereira Apon . Estamos nos acostumando tanto com a violência, que para muitos, matar ou morrer, parecem acontecimentos normais, parte da rotina diária, como comprar o pão, descartar o lixo... Houve um tempo, em que o espanto e a comoção eram reações comuns ante um cadáver exposto em via pública. Hoje, entre conjecturas levianas, patológica curiosidade, opiniões ferinas, julgamentos açodados, e risos de mórbida ironia, tudo se faz corriqueiro e normal, episódio banal, triste crônica urbana , espetacularizada pela mídia vampira. Na busca da audiência fácil, estabelecendo uma simbiose macabra, com o espectador desse circo de horrores da desgraça humana. Gente é transformada em número da estatística policial. Mas, números não são pessoas, número não te...

Você vê anjos?

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... anjos, arcanjos, querubins, serafins... zelando por nosso bem estar, velando diuturnamente para os nossos êxitos; forças angélicas que se movimentam em nosso favor, muitas vezes, lidando no anonimato, na invisibilidade de sua missionária interseção... Antonio Pereira Apon. Quando se fala em anjos, logo imaginamos os seres celestes, benditos espíritos alados, que assessoram os altiplanos e intercedem em favor da humanidade. Mas, aqui bem pertinho de nós; socorrendo nossas urgências, acudindo nossas emergências, auxiliando em nossas necessidades elementares, aliviando nossas dores, consolando nossas lágrimas, alegrando-se com nossos sorrisos… Uma verdadeira hoste de anjos, arcanjos, querubins, serafins... zelando por nosso bem estar, velando diuturnamente para os nossos êxitos; forças angélicas que se movimentam em nosso favor, muitas vezes, lidando no anonimato, na invisibilidade de sua missionária interseção. Acordam com o sol que alvora, para plantar, colher,...

Todos, o mesmo mar, a vida

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... navegamos todos nós no mesmo mar, na diversidade de nossas embarcações e, independente de onde estejamos embarcados, temos que infrentar tempestades e calmarias; queiramos ou não, adentrar o alto mar do viver... Antonio Pereira Apon. Vida, o grande mar de todos nós, que se expande para além do horizonte do tempo; dá nos mares de além-mar, nalgum lugar aquém do olhar. Canoas, jangadas, barcas, barcaças, escunas, saveiros, lanchas, iates, transatlânticos, cargueiros, veleiros, fragatas, rebocadores... Embarcações impulsionadas pelo vento, remos, motores ou pelos braços que não desistem, insistem sobre uma tábua de salvação.

O cobrador de Santo Antônio

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Tem casos que parecem coisa de ficção, mas, a realidade costuma aprontar das suas e o cobrador de Santo Antônio, sem prestígio, voltou de mãos vazias. Antonio Pereira Apon. Festa de Santo Antônio naquela cidadezinha do interior Baiano, arrematados os melhores prêmios no “leilão do santo”, chegou a hora de serem leiloados os jumentos. O leiloeiro apregoou: - Vamos lá meu povo, tirar o escorpião do bolso! Esse jumento forte e bem dotado, é pau pra toda obra! O lance mínimo é de cinquenta reais, quem dá mais?! … cinquenta e cinco… - Sessenta! … - Sessenta e cinco! - foram os lances oferecidos. E o pregoeiro: - temos sessenta e cinco. Quem dá mais? … Eu ouvi 70? … Quem dá mais? ... dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe… Professora Rosinha, que tinha tomado todas, mais algumas e já tava pra lá do whisky de São Patrik, quase falando irlandês ela gritou:

Cartilha, abecedário do bem

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... Nessa pequenina seleta, do amor ao zelo, o alfabeto da vida, nos convida a curtir, seguir e compartilhar o vocabulário do bem, palavras que dão recado de quem as utiliza. Afinal... Antonio Pereira Apon. Um fragmento, pedaço, taco de um ABC inteiro pra falar do que é bom, pra dizer do bem. Na cartilha da vida, no abecedário do viver; palavras não faltam, fartam de A a Z, pra tanto bem querer: A de amor, alegria, altruísmo e amizade. B de bonança, benemerência, bem-aventurança e bondade. C de carinho, compaixão, consciência e caridade.

Enamorar-se

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... Namorar, descobrir-se no olhar de amor do nosso amor; encontrar nas palavras e gestos, ecos do nosso coração; chuva que sacia a escassez, brotar que desmente a aridez; azul de mar, reflexo da amplidão... Antonio Pereira Apon. Namorar, ansiar a completude da nossa incompletude, na incompletude do ser amado, sair de si e buscar no nós, o verso almejado. Enamorar-se; acordar mútuos alvores, colher as flores que o amor plantou; pintar arcos-íris na vida, recolorir a lida que o bem querer inspirou.

Amor a amar

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... arrebol. acima, azulina amplidão, arco-íris; abaixo, Amarílis,Amarantos, Acácias, Azaleias, Ageratos; Astromélias, Angélicas… Ah, amar! Aflorada Afrodite... Antonio Pereira Apon. Amor, afeto a aliançar, amplexo, abraço, abraçamento; alvorado amar, Alvoroçado arrebatamento,

A arte

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É a vida transcrita em cores, acordes e versos; formas, traços e gestos. É a sinfonia: das ondas beijando a areia, do pássaro que gorjeia no infinito , da chuva que orvalha o coração na noite vazia. É a plástica: da estrela que no zênite cintila, do alvor e do crepúsculo no convergir de céu e mar, do caleidoscópio perfumoso da poética primavera.

Detox do ser

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... eliminando os radicais livres do orgulho, as toxinas da vaidade e do egoísmo, a gordura do ego; controla a pressão das materialidades, o metabolismo dos quereres efêmeros; corrige os níveis de futilidade, inveja, ambição, e as mais diversas distonias do comportamento; combate o... Antonio Pereira Apon. Vivemos uma verdadeira epidemia, a febre da moda detox: sucos, chás, sachês, shakes, suplementos, cápsulas, pílulas, dietas… Não vamos aqui, entrar no mérito da questão da efetividade ou não dessas coisas. Partindo do pressuposto de que funcionem; cuidar do corpo, buscar desintoxicar o organismo, é uma atitude louvável , afinal de contas, trata-se da interface física, que permite nossa alma interagir com o mundo material. Contudo, não devemos esquecer o: “Mens sana in corpore sano”. Em bom português: mente sã em corpo são. fragmento da Sátira X do poeta romano Juvenal, representando a resposta do autor para o questionamento acerca do que deveríamos aspirar na vida...

O borrifador

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... spray de todo amor. Na alquimia de razão e emoção; espargir aroma de sabedoria, perfume de consciência, cheiro gostoso de poesia. Exalar da vida olores, esparzir só bons pendores, emanar, alastrar que... Antonio Pereira Apon. No borrifador do tempo, cabe o bem e todo alento, esperança ao vento espalhar. Pulverizar gotas de otimismo, nebulizar o altruísmo,

X9. Um caso de polícia

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Existem crimes e “crimes”. A realidade não aceita versões, apenas a verdade. A pressa e a imaginação... Antonio Pereira Apon . No andar de cima, barulho de correria, cair de objetos e arrastar de móveis. Incomodado, Osmundo resolveu subir para reclamar. Aproximando-se da porta do zoadento vizinho, ele escutou lá de dentro as imprecações da Empregada (Secretária do lar; para ser “politicamente correto”): - Agora é você e eu! Eu não disse que te pegava seu sacaninha?! Tome! Tome seu filho da... Uma serie de pancadas se fez ouvir, uma pequena correria, um tombo, um estilhaçar de vidro, um silêncio angustiante e o desespero da Doméstica: - Meu Deus! O que foi que eu fiz?! O patrão vai me matar! ...

Receita para bem viver - Antonio Pereira Apon

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Pegue a sua vida, deposite nela fartas porções de otimismo, coragem, amizade, perseverança, humildade... Adicione muita reflexão, bom humor, esperança, solidariedade, discernimento, cautela, bom ânimo, espiritualidade, paz... Tempere tudo com bastante convicção, sinceridade, fé, bons propósitos, criatividade, empreendedorismo...

A quieta razão da emoção aquieta

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... A mente não mente, nem desmente o coração; contudo, é preciso tino pra saber viver. Atinar o passional desatino, aquietar racional destino, sobreviver... Antonio Pereira Apon. Quando a gente fala sem parar e não para pra pensar, a emoção grita mais alto que a razão; a calma perde o prumo, a vida pede rumo, mas, tudo ruma a inquietar; Irrequieta, desquieta, dana a apoquentar: A gente se ocupa em se preocupar, se pré ocupa em desassossegar.

O bem-te-vi e a flor do tempo

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... Vem de longe, todo dia, pra cantar pra mim poesia, na frescura da manhã; no encerrar a noite escura, canta ao dia que alvora, pra me lembrar a toda hora, a aventura, ventura de que bem te viu. E o tempo que em flor “repetala”... Antonio Pereira Apon. Um passarinho de ti cantou, se encantou no que te viu e o bem-te-vi que viu a tu, cantou pra mim, que vi em ti, o meu amor. Despetalada a flor do tempo: bem me quer, mal me quer… Segredou versar ao vento, inspirou no pássaro que bem te viu, talento; pra contar que viu em ti meu bem querer.

Um dia

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Sem água não há vida. 22 de março, dia mundial da água. Preserve esse bem precioso. 05 de junho, dia do Meio Ambiente e da Ecologia. Corre nas veias da Terra o fluido da vida para a vida brotar. Rios correndo para os mares, lagoas, cascatas para a sede matar.

Meio ambiente, ávida vida

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05 de junho, dia mundial do meio ambiente... Conter os flatos que esquentam o mundo, CFC, hidrocarbonetos… Mefistofélicos sonetos, antipoesia, desprogresso imundo. A água farta a faltar, isquêmicas nascentes, mares, lagos, rios… Poluídos, destruídos; inconsequência a nos sentenciar. E o buraco na camada de ozônio? ... Antonio Pereira Apon . Mãe Terra, sonho azul no infinito atemporal, casa, abrigo, nosso lar; nosso barco para a vida navegar. A bordo, de borda a borda a bordar, bordado novo, sem igual. Um novo tempo de paz, plantas, homens, outros animais.

Sapos, cobras e lagartos. Dieta indigesta

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Vemos tanta gente preocupada com a quantidade de calorias, açúcares e carboidratos ingeridos. Uma verdadeira paranoia dos colesteróis, a neurose da balança, a obsessão pelo peso ideal. Desconsiderando os excessos e modismos, o cuidado com o corpo é louvável e importante. Mas, não somos apenas um "corpitcho"! Aborrecimentos, chateações, raivas, frustrações e tantas outras coisitas, bombardeiam a mente, provocando reações no sistema nervoso, que podem, tanto quanto os maus hábitos alimentares, trazerem consequências devastadoras para saúde psicossomática. De um lado, temos aqueles que dizem: "não sou cuscuz para morrer abafado" e vivem "soltando cobras e lagartos", dando fartas demonstrações de sua deseducação e desequilíbrio. De outro lado, estão os que seguem "engolindo sapos". Aceitando o inaceitável, tolerando o intolerável, concordando com coisas que não concordam... Ilusória serenidade!

Realidade, sonho e felicidade

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... é correr o risco de fazer ser. Quem nada sonha, nada realiza nem faz, improvisa, rola como dados ao acaso, jogados pela sorte, carregados pelo aluvião da vida... Antonio Pereira Apon. A realidade é o risco de quem arrisca sonhar. O sonho é a fábrica de tudo que é realizável, matéria-prima da felicidade, é a poesia do pensamento; inspirador e criativo, ele transmuta, transforma, muda para melhor. Sonhar é ser como a flor, que nascida do lodo, não sonega beleza e perfume; a lagarta encasulada, que rascunha em sonho, as cores da borboleta destinada a florir o ar; a água fresca, que dormita no fundo do poço, almejando dessedentar. Grandes feitos e construções, são primeiro edificados no onírico, sonhados, idealizados. Para só então se corporificarem, alicerçarem no terreno factual. A felicidade precisa de um sonho pra chamar de seu.

Não! “Eu não consigo respirar”

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... Malignos defensores do indefensável, simulacros de honestidade, ardilosa falsidade; ameaçando, conspirando... Que Deus, o de verdade, nos proteja, nos livre de morrer: Como o Floyd norte-americano e os incontáveis “Floydes” daqui... Antonio Pereira Apon. O proliferar do ódio, a competição, o pódio, a vanglória, vã gloria da insensatez. O racismo, o falso moralismo, a hipocrisia de tanto eufemismo, a farsa de tanto fingimento. “Cristão” desdizendo Jesus, “democrata” flertando a tirania que seduz; a opressão que graça, desigualdade, a desgraça. Fantasmas supremacistas, abantesmas neonazistas, insepultos zumbis fascistas. Como o joio entre o trigo, entre gente de bem, essa gente do mal; insuspeita, camuflada, escondida, mal paridas facções. Com máscaras e tochas, atochando o preconceito, a vilania da presunção; afrontando, desafiando, confrontando...

Vai, mensageira poesia

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... Diz da alma, vem a calma inspirar. Desapressar, desapreçar a pressa, degustar a vida em seu passar. Bobo é quem tudo apura, torna a lida mais dura, endurecendo o seu lidar... Antonio Pereira Apon. Vai, poesia mensageira! Diz da vida passageira, tão ligeira a transitar. Pois, se a vida é caminho, bem viver é o carinho que alguém pode se dar. Não complicar o que é simples, simplificar o que complica; não implica descomplicar. Como a flor que versa o campo, qual o pássaro, ode em canto, resta o humano, versejar. Vai, poesia mensageira!