Criança morta
Crianças massacradas. Lucro disfarçado de fé. Do Irã ao Brasil, a "Criança Morta" de Portinari ressurge. Um grito contra a desumanidade geopolítica.
Este poema analisa a brutalidade geopolítica que mata crianças no Médio Oriente, desmascarando os "senhores da guerra" que instrumentalizam a fé e o patriotismo em benefício do lucro. Inspirado pelo ataque a uma escola no Irã, o artigo dialoga com as obras de Salvador Dalí e Candido Portinari, onde a esperança de um "Novo Homem" é sufocada pela realidade de uma "Pietá Moderna" de dor petrificada. Uma denúncia visceral da despoesia autoritária que ameaça a democracia global.
No médio oriente,
ideológica fúria demente,
extremada desumanidade,
A ganância egoísta e premente,
inclemente,
geopolítica inumanidade,
absurdidade da desrazão.
Sem a força da razão,
milícias do mundo,
se impõem pela razão da força.
Um lunático golpista,
impune, reassume na América;
um celerado imune,
em Israel desconserta.
Mefistos, apocalípticos senhores,
senhores da guerra.
Demônios que falam em Deus,
distópica aleivosia;
servem falsos “homens de Deus,
deus do lucro, sangue de gente.”
Tem gente assim no Brasil e na Hungria,
na extrema despoesia,
de quem voto pede, para impedir a democracia.
Pró grana, antigente.
Assassino,
um míssil alcunhado de patriota,
feito tanto idiota mal parido por aí;
para atingir seus pais,
cruel,
chacinou os filhos.
Estupidez que desmente a “Criança Geopolítica” de Dalí,
aqui,
ninguém observa o nascimento do novo homem;
só velhos e tão velhacos fantasmas insepultos,
ressurgidos de uma pútrida casca de civilidade,
indignidade;
exumar do podre lixo desumano.
Triste releitura da tristeza de Portinari,
hodierna Pietá;
sorte pétrea, petrificado destino.
Despintura de “Criança Morta.”
A "Criança Morta" de Portinari reencarnada na era dos mísseis "patriotas" e dos senhores da guerra que lucram com cada gota de sangue. Eles pedem votos para destruir a democracia. Abortam o nascimento do "Novo Homem" de Dalí, assassinado por fantasmas insepultos de uma civilidade podre.
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