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Tô Contigo e Não Abro! Quando a Polarização Perdeu a Chave 🗝️ Uma Fábula

Quando a chave e a fechadura piram na ideologia, o resultado é a lixeira! Uma fábula ácida e bem-humorada sobre a polarização. Não perca o desfecho!

Quando a polarização política infecta até mesmo os objetos do cotidiano, o resultado é a pura desrazão. Nesta fábula divertida e crítica, acompanhe a briga entre a chave e a fechadura e descubra como a obsessão ideológica acabou levando as duas direto para o lixo. Uma leitura rápida, irônica e indispensável para entender os tempos modernos. Leia o texto e assista ao vídeo!

Homem adulto de pele morena clara, cabelo curto grisalho e barba rente, usando camiseta verde-clara e relógio metálico, está de perfil à direita, em frente a uma grande porta dupla de madeira em estilo medieval, cercada por paredes de pedra com raízes brilhantes; ao lado de um grande buraco de fechadura antigo há um teclado numérico digital iluminado em azul, com névoa saindo da base da porta, criando um clima de mistério. #PraCegoVer #ParaTodosVerem
Homem diante de uma porta medieval com fechadura digital, em um ambiente de pedra envolto por raízes luminosas e névoa, como se estivesse prestes a desvendar um enigma. – Imagem gerada e descrita por inteligência artificial.

Comumente, a expressão "Estou contigo e não abro!" representa apoio, cooperação e ajuda. Mas, nesta fábula, ela surge como uma literal chantagem — uma desavergonhada ameaça.

A fechadura e a chave viviam na mais completa harmonia, até que a polarização política azedou a relação. Esquecidas de que "quem anda pela cabeça dos outros é piolho", as até então amigas se deixaram levar pelo negacionismo de uns, os delírios de outros, as mentiras de fulano e o golpismo de sicrano. Terminaram engolidas pelo efeito manada da irrealidade ideológica. Tipo chifre: "coisa que colocam na sua cabeça".

A chave e a fechadura já quase não se falavam. Só se agrediam e trocavam farpas, defendendo de forma extremada a politicagem que as infectara. Até que, naquele dia, a chave subiu o tom:

— Tô contigo e não abro! Você está trancada e pronto!

— Você não tem o direito de fazer isso, sua golpista! Vai prejudicar a porta! E as pessoas, como vão transitar?

A porta, já enfastiada com aquela situação, entrou na resenha:

— Meninas, desde que vocês piraram nessa treta ideológica, perderam a noção. E agora descambou de vez. Essa pauta bomba vai explodir para cima de vocês mesmas…

Com grosseria, a chave retrucou, interrompendo a porta: — Cala a boca! Todo mundo sabe que toda porta é burra. Eu tranco a pauta, a fechadura, a porta e o…

Antes que ela dissesse um palavrão, a porta arrematou:

— Eu só estou avisando. Isso vai dar num B.O. que depois vocês não vão dar conta. As pessoas não vão aceitar essa situação por muito tempo.

Um chaveiro foi chamado para resolver o "defeito" da fechadura. Mexeu dali, mexeu daqui, desmontou, remontou e não encontrou nada. Aparentemente, não havia nenhum problema. E, de fato, não havia: era pura desrazão daquelas duas que resolveram pirar na goiabeira e viajar na maionese mais extrema.

O homem saiu e retornou minutos depois trazendo a solução: substituiu a antiga fechadura e sua chave por um moderno dispositivo digital com senha. Ironicamente, o tecladinho da nova tranca lembrava o teclado de uma urna eletrônica.

As velhas amigas reacionárias iam direto para o lixo. Inelegíveis!

— Eu avisei. "Quem não ouve 'cuidado', ouve 'coitado'" — sentenciou a porta.

Foi assim que a chave se perdeu e a fechadura perdeu a chave. Polarizadas, compraram fumaça e agora a conta chegou.

— É... a gente se fu! — choramingou a chave.

Você já viu pessoas destruírem amizades de anos por causa de politicagem, igualzinho à chave e à fechadura?

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