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Hoje é dia de quê?


Ainda ontem...

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Ainda ontem eu nascia, dava os primeiros passos e só queria tomar mingau de farinha láctea, andava num velocípede vermelho com a cara do Mickey na frente e fazia o maior escândalo, quando chamavam dona Nequinha para me aplicar injeção. Meu primeiro carrinho de polícia, coitado. Estreou descendo as escadas do prédio... Ainda ontem eu aos seis anos, não entendia tanta alegria por um “tal de tri” numa tal Copa, estudava na Escolinha São Jerônimo. Adorava pegar o trem pra Paripe para passar o fim de semana na casa de minha tia. Eu achava o máximo sair com meu pai; comer misto quente num bar ali na Rua da Ajuda ou no “Cacique” (ao lado do Cine Guarany), nesse tempo, eu pensava que os carros sob o viaduto da Sé, eram miniaturas de brinquedo e sonhava em ser cientista, astronauta, piloto...

Equilíbrio. Nem tanto, nem tão pouco

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Perdida entre os adultos que ainda não são e as crianças que já deixaram de ser, nossa juventude se desencontra nas incertezas de uma sociedade dúbia, inconstante e novidadeira. Costumes teleguiados por modismos colocam a civilização a mercê da ditadura dos interesses da grande mídia, das mil e uma teorias e invencionices que inspiram pais e educadores esquecidos, de que entre a teoria e a prática, está a vida real, onde não há receita pronta, panaceia miraculosa, alquimia ou manual de instruções.

População bandida

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Não sem razão, diversos políticos são criticados e execrados por sua “folha corrida”: Estelionato, corrupção, roubo, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro... Enfim, todo tipo de maracutaia, imaginável e inimaginável. Mas, como gente assim é eleita e reeleita? Como conhecidos e afamados pilantras, conseguem “perpetuar-se” no poder, construindo longa carreira na politicagem?! Será que brotam do chão? Caem do céu, Descem de disco voador? Nada disso! São “paridos” das urnas, crias dos votos de muitos dos seus críticos. Durante cerca de 48 horas de greve da Polícia Militar da Bahia, multiplicaram-se os saques e depredações na capital e no interior. A população, reunida em verdadeiras hordas, aguardava os ladrões propriamente ditos, arrombarem as casas comerciais, para invadir e “fazer a limpa”. Idosos, mulheres, crianças, famílias agindo como quadrilhas de reles salteadores, materializando deploravelmente um velho ditado: “a ocasião faz o ladrão”. Gente hipócrita e sem caráter, que ...

Brasil que mata e morre

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Aqui não tem pena de morte! Mas tem morte sem pena. Termina na bala, acaba na vala... Sina de quem nada tem e “nada é”! Gente “invisível”, míseros dígitos abatidos feito gado.

O que diz, o que quer dizer e o que vem a ser

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Muitas palavras possuem mais de um significado, algumas são usadas apenas num sentido, o que termina escondendo ou empobrecendo outras de suas possibilidades. Um exemplo disso é o vocábulo comemorar. Comumente usado para designar: Festa, celebração... Comemorar, possui uma infrequente acepção mais rica e mais profunda. A de memorar com, lembrar com... Uma exortação ao exercício, à construção de uma memória coletiva. Lembrar, serve para não repetir erros e para ratificar acertos.

Acróstico da poesia internacional

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D ia do versar de cada dia, i nternacional data dos sentires e pensares, a lquímica poesia! I nter-racial, intercultural; n atural flor da literatura, t ece em versos a emoção, e sculpe em palavras, r iso e pranto, ventura e desventura; n obre namorada dos poetas, a lvissareira inspiração, c onsorte plena de encantos; i mpar, o nipresente, n ecessária essência, a lmejada beleza, l aço, entrelaço de sentir e razão.

Depois do carnaval...

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Após a folia carnavalesca é que (para muitos) começa de verdade o “ano novo” . Só depois do carnaval: Aula para valer, aquela dieta, largar o fumo, moderar na bebida, controlar o peso, parar de enrolar, pagar aquela dívida, fazer isso, aquilo, aquilo outro...

A vida só anda para frente

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A vida é uma via de mão única. Não dá para retornar. O tempo só avança! Não retrocede nem pausa. Assim, vamos em frente: Num carro de luxo, num velho fusquinha, de carroça, bicicleta, a pé; tem quem vá de coletivo, ambulância e até mesmo, “mortos-vivos”, passeando em seus carros fúnebres. A quem se demore na beira da estrada, esperando ou escolhendo carona, contemplando a vida dos outros passar.

Pedra, fogo ou água?

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Falando sobre comportamento humano, tem gente que vive feito a pedra : Excessivamente rígida, contundente, inflexível, indiferente... Aparentando uma inamovível solidez. Há quem se assemelhe ao fogo: Inclemente, devastador, implacável... Avança atropelando tudo e todos. Uns e outros costumam acharem-se autossuficientes e inatingíveis, improvisando uma onipotência acima dos prosaicos mortais. Mas, existe quem, como a água, aprendeu a contornar, encontrar brechas para transpor às pedras. Quando falta um caminho pronto, a água inventa o seu próprio caminho; infiltra-se e gota a gota, segue em frente. Paciente, insistente e persistente, ela vai aparando arestas, transformando e polindo a teimosa resistência das jacentes pedras. Pessoas assim, vão dia a dia reinventando o tal “jogo de cintura”, para abrir cânions, vales entre as pedreiras do cotidiano. Diante do fogo, a água busca neutralizar, conter o combustível que alimenta as labaredas, debelando as egocêntricas chamas. Por vezes...

Hoje. Sempre hoje

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Ontem é o hoje que expirou, amanhã é o hoje que aspiramos, hoje, a realidade. Num hoje se nasce, num hoje se morre, num hoje a lucidez

Questão de opção sexual de cada um

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31 de janeiro de 2014. Na novela “Amor à vida”, escrita por Walcyr Carrasco, foi ao ar o (segundo alguns), o primeiro beijo gay masculino da história da TV brasileira, protagonizado pelo regenerado vilão Félix (Mateus Solano) e seu “carneirinho” Niko (Thiago Fragoso). Controvérsias e polêmicas à parte, vamos tratar aqui sobre o direito de escolha de cada um e o necessário respeito às diferenças.

Os acomodados que se incomodem

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Tem gente que quer mais do que pode, sem nem perceber, só pode menos do que quer, porque apenas quer. Não se esforça, não se empenha nem se dedica; aposta no mais fácil, cai no conto do menor esforço e se acomoda, esperando favores da sorte, dádivas do céu; incomodando-se com quem faz acontecer e merecer o próprio querer.

A presença da ausência

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... A miopia do ter, vai embotando a realidade, entorpecendo os sentidos materializados, insulando a criatura em seus hiatos delirantes... Diversamente, outros não tardam "lambendo as feridas" imaginadas pela própria imaturidade existencial... Há quem viva se lamuriando por faltas e ausências meramente artificiais e artificiosas. Apercepção de uma vaidade orgulhosa, futilmente egoísta. Tem gente que reclama da vida e se maldiz, por não poder ter o carro dos sonhos, aquela casa maravilhosa, o emprego mais endinheirado; por não ter uma mulher dessas de capa de revista, por não tirar a sorte grande na loteria, não poder fazer aquela viagem espetacular, não ser famoso nem consumir determinada marca... A miopia do ter, vai embotando a realidade, entorpecendo os sentidos materializados, insulando a criatura em seus hiatos delirantes.

A libertação das cores e o renascer da Arte

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Uma terrível feiticeira resolveu aprisionar todas as cores. Aquele mundo colorido, afrontava a escuridão do seu ser. Aquela alma tisnada de maldade e amargor, começou a capturar as cores, uma após outra. Como cada cor representa uma porção da luz, tudo foi pouco a pouco escurecendo, até que a humanidade abismou-se numa tenebrosa escuridão.

O Príncipe, a verdade e os espelhos

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“...conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” . Jesus - João 8:32. Após grande hesitação, aquele Rei permitiu que o Tribunal do Santo Ofício, se instalasse em seu país. Presente na execução de uma jovem, sumariamente condenada pelos inquisidores por crime de feitiçaria. Na verdade, a desafortunada criatura, até ali não fizera nenhum mal, usara seus genuínos dons mediúnicos para o bem. Mas, dotada de uma exuberante beleza, Veritas cometeu o “pecado” de não ceder aos caprichos de um dissoluto Bispo.

Dezembro, fazendo a "conta"

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Um ano a findar, outro a começar, a vida seguindo na ininterrupta “contabilidade” do existir. O calendário parece nos convidar a fazer um balanço; computar débitos e créditos, lucros e prejuízos, inventariar ativos e passivos, analisar o “fluxo de caixa”, o desempenho das “aplicações”...

O diferente igual de cada um

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Percepção, ponto de vista, olhar, expectativa, interpretação, capacidade, momento... Uma mesma coisa pode ser vista ou entendida de forma diversa por diferentes pessoas. Como naquele caso em que um copo preenchido pela metade, foi apresentado a duas pessoas. Uma descreveu o copo como “meio cheio” o outro o definiu como “meio vazio”. Algum deles estava errado? Há ainda o episódio do palestrante que fazendo um pontinho na lousa, perguntou à assistência o que via. Quase ninguém foi capaz de enxergar nada além do minúsculo ponto...

Muito pouco e pouco muito

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Muito verbo e pouca verve, muita ficação e pouco amor; muito consuma e pouco preserve, muito jardim e pouca flor. Muito Facebook e pouca realidade, muito dito e pouco feito; muito discurso e pouca verdade, muito dever e pouco direito. Muita lei e pouca legalidade, muito moralismo e pouca ética; muita propaganda e pouca veracidade, muita maquiagem e pouca estética.