Um singular 2011 plural em realizações. Multiplicados êxitos e farta adição de felicidade, saúde, amor, amizade... Esperança, fé e solidariedade abundantes, suficientes para dividir com todos.
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Um singular 2011 plural em realizações. Multiplicados êxitos e farta adição de felicidade, saúde, amor, amizade... Esperança, fé e solidariedade abundantes, suficientes para dividir com todos.
As palavras dispersas do passado
o tempo reuniu
em versos de comunhão.
Convidando-nos para:
despir os trapos rotos do pretérito,
vestir de esperança o amanhã,
trocar o dividir pela soma,
somar o multiplicar.
Lutar.
Não peito a peito
mas ombro a ombro.
Converter as trincheiras
em jardins,
transmutar
as armas em flores,
perfumar os corações
Gente é gente,
a raça não nos pode diferenciar.
Gente não tem cor!
Tem sorriso, tem dor...
Racismo é diferente!
Gente é gente,
não uma questão de gênero,
uma opção sexual.
Preconceito é diferente!
Sou todo o tempo
perdido no tempo
que o tempo não tem;
amor que fica
ou não fica,
vida que brinca...
Bela rosa a vida é,
tem nas pétalas todo o amor
que o orvalho da esperança
vem beijar;
tem no perfume a alegria
de quem não perdeu a poesia,
a doce magia do sonhar.
Fugaz poder
faz o homem se perder,
mercar a vida
furtar do sonho o prazer
no artificio do parecer,
o nada ser
da essência perdida,
da alma vendida
na sanha do mero ter.
O único medo saudável,
é o medo do medo
pois ele nos dá coragem.
Quem vive com medo de sofrer,
sofre por medo de viver.
Viver é correr riscos...
Cautela é preciso,
medo jamais:
o medo paralisa,
a cautela escuda;
o medo é cadeia,
a cautela armadura.
Sejamos como o sol
que sem temer romper as trevas
recria um novo dia,
Poema azul
sob o azul do firmamento,
conspirar de inspiração e paz,
prima obra da mais pura arte
onde o sol
doura seus versos
na poesia do se pôr
e a musa lua
espalha a prata nua
no horizonte em seu luar.
Tem poder de vida ou morte,
trás em si azar ou sorte,
faz sorrir ou faz chorar.
Tem força de arma
e leveza de flor;
é pedra ou asa,
fel ou mel,
inferno ou céu;
encanta ou desencanta,
Pode-se ter
diversos amores na vida,
mas um
é todo especial.
Faz vibrar a alma
ao simples toque da lembrança
Solidão
é um vazio que enche o peito,
um sonho desfeito
como uma flor que murchou.
É o que resta
do que não restou,
o que fica
de quem não ficou.
Mas a solidão em seu vazio
também é um convite:
ao reflorescer,
despir o tempo passado,
passar a limpo o presente,
Senhor! dai-me mãos que não apertem gatilhos,
mas que livrem outras mãos de apertarem-nos.
Dai-me mãos que não se desesperem,
mas ajudem as mãos desesperadas.
Dai-me mãos que não humilhem,
mas que perdoem a humilhação.
Dai-me mãos que não roubem,
mas que ensinem outras mãos a não roubar.
Senhor! dai-me:
mãos que livram e que ajudam,
mãos que perdoam e que ensinam.
Corre o tempo a desaguar no infinito:
Gotículas os segundos,
gotas os minutos,
em pingos vão-se os dias.
Fogem as semanas,
correm os meses.
Seguem os anos sem detença:
Não tardam velhos nem novos,
esvaem-se os calendários e suas estações,
eclipsam os relógios.
Amar, é dividir as dificuldades do hoje
para somar as alegrias do amanhã,
subtraindo de cada dor
uma lição de vida
para a multiplicação das forças
O amor:
é nó ou laço,
espinho ou flor;
é lágrima, orvalho,
pedra, asa
ou mero amor!
É céu, inferno,
fogo ou água,
caminho, descaminho
quem não trilhou?
A culpa é sua Senhor Eleitor!
do voto inconsciente,
de quem "não gosta de política".
Você!
que arrota moralidade,
condena o roubo...
Mas vota em ladrões e estelionatários.
Você que diz querer educação boa,
mas vota em gente ruim.
Pede saúde de verdade,
Mas elege qualquer mentira!
Segurança?
Você vota em bandido!!!!
A seca seca a terra,
seca a gente,
seca a vida.
Seca a morte que tem sede de viver
para matar a sorte de quem subvive
brincando de sobreviver.
Aniversário:
É tempo
de rever as pegadas
impressas no livro da vida,
revisitar as sementes
lançadas ao vento,
Vestindo mais um gole
despe a razão,
afoga a vida
no copo frio
do frio balcão,
etílica sina
de quem subvive
em tragada ilusão.
Dignidade perdida,
alma ferida;
Interpretando no real o ideal
corporifica o pensar,
vivifica a criação.
Nas asas do imaginário:

Quero te desejar um feliz natal, repleto da luz e do amor de Cristo e um ano novo farto de êxitos, saúde e prosperidade.
Que o alvor de renovadas esperanças, impregne os dias vindouros, com o perfumoso aroma dos sonhos realizados e vitórias conquistadas.
Que o novo calendário, seja o trampolim de venturas, para um futuro mais ditoso e pleno.
Estendo esses votos aos teus familiares e amigos, também à todos os que compõem a família universal, todos anelados pelo supremo amor do divino Criador.
Os links abaixo são o que tenho escrito nesses últimos anos acerca do natal e do ano novo.
Um colossal abraço.
Antonio Pereira

Não há brinquedos
nas mãos dos meninos,
os brinquedos morreram
nas mentes dos meninos.
A inocência sucumbiu à malícia,
a fantasia cedeu ao vício
e o adulto cruza os braços
ante o precipício das ruas.
Sorrisos se apágam,
Droga é veneno,
maldita química de ilusão,
morte em vida,
desdita
numa malvista contramão.
É derrota mascarada de prazer,
desprazer marginal:
a overdose,
a bala no peito,
Estamos nos acostumando tanto com a violência, que para muitos, matar ou morrer, parecem acontecimentos normais, parte da rotina diária, como comprar o pão, descartar o lixo...
Houve um tempo, em que o espanto e a comoção eram reações comuns ante um cadáver exposto em via pública. Hoje, entre conjecturas levianas, patológica curiosidade, opiniões ferinas, julgamentos açodados, e risos de mórbida ironia, tudo se faz corriqueiro e "normal, episódio banal, triste crônica urbana, espetacularizada pela mídia vampira na busca da audiência fácil, estabelecendo uma simbiose macabra, com o espectador desse circo de horrores da desgraça humana.
As flores que plantei
secaram no jardim,
os sonhos que sonhei
o tempo pôs um fim.
A vida desertou
do amor que eu vivi
e vivo o desamor,
de um amor que não sorri.
Do passado
doces lembranças,
Quem plantou ventos
pensando não colher tempestades,
deturpou a vida
pois viver é semear e colher.
Colher a dor, quem dor plantou,
colher a flor
é para quem semeou o amor,
amor, essa semente pequenina
que nos torna gigantes
diante dos insensatos
semeadores do rancor.
Até parece nome de filme, mas é um título bem adequado para tratarmos desse fenômeno nacional. O espetáculo midiático do combate ao trafico, montado no Rio de Janeiro, não tem nada de "vontade política". Afinal, quem já passou da idade de crer em Papai Noel, bem sabe que a única vontade que move nossos políticos é a defesa dos seus próprios interesses.
Tornar a vida uma arte
como o artista;
que da matéria bruta
cria a beleza,
concebe a harmonia.
As dores são para a vida;
o que o cinzel,
o escopro
e a goiva
são para a obra prima.
Viver
é esculpir esperança,
modelar vontades,
Poema em forma de mulher,
sutil harmonia,
beleza singela;
Seus olhos morenos
São versos serenos,
Serena alquimia
digna de um grande pintor.
Sorriso concreto
de abstrata magia,
voz em melodia,
cabelos em flor.
Amigo:
é o encontro nos desencontros,
presença na solidão,
certeza na incerteza;
coadjuvante na dor,
parceiro na alegria.
Amigo
é o verso que falta
em nossa poesia.
É palavra para o nosso silêncio,