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Mostrando postagens de janeiro, 2019

Hoje é dia de quê?


Entre as pedras. Uma flor

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No blog Filosofando na vida , a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada fim de semana. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 68ª participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando . Mariana, Brumadinho... Restam restos, rejeitos de razão. Entre pedras esquecidas nasce uma flor; poema de teimosa esperança, desafiando, desmentindo a aridez, sonho persistindo na realidade, coração insistindo em pulsar, vida que não desiste de tentar. Intenta atenta ao que vale, para a lama do que não vale, descartar.

Agradando ou não. Seja você

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Siga oferecendo à vida o seu melhor, não dê tanta importância ao que pensam ou deixam de pensar a seu respeito. Afinal, sintonia e afinidade não se improvisam, não dá para alugar, comprar, tomar emprestado nem sacar no caixa eletrônico. Por mais que você faça ou tente agradar, certamente encontrará pelo caminho o descontentamento e a antipatia. Querendo ou não, podemos deparar com pessoas que não gostam, ou não querem, gostar da gente; que só enxergam nossos defeitos e não perdem a oportunidade de mostrar que “não vão com a nossa cara”. Querer agradar a todos, além de ser inútil, ofende nossa inteligência emocional. Nos subordinando aos conceitos, preconceitos e humores alheios. Só eu sei de mim! Só você sabe de você! Se temos a consciência tranquila daquilo que somos e buscamos ser. Que vão às favas os antipáticos!!!

Minério, represa… Resolver? Não convêm!

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Mais uma vez, de novo, novamente, outra vez... Sua excelência, o lucro; devastador, devasta a dor. Desmoronar da sorte, ganância em lama, rejeitos de usura, escoando em morte, comódite. Matando o rio, todo o ambiente, matando bicho, matando gente! Mas, que importa para quem desnaturou?! Para quem “molhou a mão”?! Para quem “fez vistas grossas”?! Para quem corrompeu?! Para quem prevaricou?!

Eu te amo. Mas, de verdade

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Com o passar dos anos, algumas palavras ou expressões, parecem que vão perdendo a essência, a força, a razão; vão se diluindo, “desmilinguindo”, se desfazendo... Na “vibe” desses tempos, em que os relacionamentos se tornam cada vez mais fluidos, efêmeros e descartáveis. Quando, ficar, “dessignifica” em não ficar. O desgastado e tão esvaziado de sentido:

Amor urbanoide

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Gosto de natureza Cheiro de mar, perfume de flor... Cantar de passarinho, todo encanto ribeirinho... Mas sou bicho urbano! Faz-me falta a rua e seus burburinhos, os rumores vizinhos. Minha "toca" conectada em banda-larga,

Ideia fixa

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É estar solto e seguir preso, tardar no “print” de um instante, parar no tempo, quando o tempo não para! Congelar os sentidos, regelar as emoções; eleger uma miragem, nela morar, tomar a irrealidade para seu castelo de areia. Singularidade espaço-tempo, desalento; neurose, psicose, overdose do sem noção. É o TOC, os tiques sem tics e tacs; sem pulso pro tempo, sem impulso pra vida, assíncrona gaiola de ilusão.

O homem, a lama, o rio e o mar

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Tiraram o nome do rio, do rio o doce tiraram. Desvale. O vale sem rio doce. Desvalido, desvaído, lameado, poluído. Num tique rompe-se o dique, Químico rejeito em tsunami; destroços do troço humano, rejeitando e andando, devastando todo o lugar. Piracema ainda rima com poema, mas já não dá poesia.

Quem sou?

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Sou descendente das estrelas, parente de toda a criação; do micro ao macro, o conter, o estar contido. Acredito que o “acaso” e a “sorte” sejam pseudônimos de Deus. A coincidência? Uma sua providência! O Bóson de Higgs, Uma partícula divina... Sou a busca de mim mesmo; meus encontros e desencontros, caminhos e descaminhos, certezas e incertezas. Sou a equação dos meus pensares e sentires, a resultantes dos meus fazeres, dos não fazeres também. Sou minhas crenças e descrenças, lembranças, esquecimentos...

O que é poesia?

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É semear palavras. Da lavra dos versos; fazer florir sentimento, frutificar pensamento, colher da inspiração. Com rima ou sem rima, acordar o clima da emoção. Com ou sem métrica, se preciso, desafiar a estética. É o ditado da alma, alquimia da escrita, magia da expressão.

Ela, despretensiosa

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Ela é assim, sem pretensão. Encanta, enlaça, envolve, abraça... Simples, apenas existe, Insiste persiste... Como frescor de orvalho, como cantar de passarinho . Descanso e trabalho, gosto bom de antigo vinho. Como onda a quebrar na praia, chuva a dessedentar o chão. Como luar que se espraia, papel de enrolar pão.

Para pensar e doar

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Imagine-se depois de caminhar um dia inteiro, sob o sol inclemente do deserto, morrendo de sede e se deparando com alguém despejando uma garrafa de água, sob a areia escaldante. Coloque-se no lugar de um náufrago, a duzentos metros da praia e sem saber nadar. Vê um exímio nadador levar consigo o único salva-vidas disponível.

Simulacro de mulher

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Aninho-me em seu regaço, como solitário passarinho. Sem ninho, sem ter onde se abrigar. Espelho-me em teus olhos, Revisitando paisagens, dissolvidas qual miragens, diluídas na fluidez do tempo.

Adivinha? …

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Palavras natimortas, abortadas, mal caladas. Gritos mudos, surdos silêncios. A vida nem sempre consegue adivinhar, o que se diz, sem se dizer. Errante sentimento, vagante tempo, destino itinerante; perdido, silente, “desavido”... Quero dizer que… Não adivinha? …

Uma questão de palavras

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Palavras não ditas, sufocam, engasgam, espinham... Palavras mal ditas, machucam, deprimem, constrangem... Palavras bem ditas, estimulam, alegram, acariciam... Palavras ofertadas, iluminam, enlevam, semeiam... Palavras atiradas, estilhaçam, ofendem, desiludem... Palavras poéticas, inspiram, encantam, seduzem...

Oração das mãos

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Senhor! dai-me mãos que não apertem gatilhos, mas que livrem outras mãos de apertarem-nos. Dai-me mãos que não se desesperem, mas ajudem as mãos desesperadas. Dai-me mãos que não humilhem, mas que perdoem a humilhação. Dai-me mãos que não roubem, mas que ensinem outras mãos a não roubar. Senhor! dai-me: mãos que livram e que ajudam, mãos que perdoam e que ensinam. Senhor! dai-me: Mãos que semeiam e que guiam, mãos que acariciam.

Irrealidade virtual

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Nesses tempos internetizados e internetzantes, tudo parece ser virtual: os afetos, a verdade, os amigos… Quem está perto, cada vez mais distante. E quem está verdadeiramente distante; como pode ser seguido, compartilhado, curtido… Tornando-se virtualmente mais próximo. O artifício tecnológico das telas táteis, seduz e hipnotiza, virtualizando a realidade manipulada pelos dedos autômatos.

O bem e o mal, do instinto material à inteligência espiritual

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Quando lemos a questão 115 de "O Livro Dos Espíritos”: “Uns terão sido criados bons e outros maus?". E a resposta: "Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes”… Parecemos não perceber, o quão simples e ignorante, é o princípio espiritual em sua origem. Costumeiramente ouvimos dizer que: “A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem”. Sendo esta frase atribuída a Léon Denis em sua obra “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”. Quando na verdade, o texto original é: "Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente; a partir daí, o progresso, de alguma sorte fatal nas formas inferiores da Natureza, só se pode realizar pelo acordo da vontade humana com as leis Eternas". O “filósofo/poeta” do espiritismo, assim coloca, pelo motivo de que, no mineral, o príncípio espiritual resume-se a um agromerado de matéria inerte, ganhando vitalidade apenas quando mig...

Quem vai começar um feliz ano novo?

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Bastante significativa a simbologia contida no provérbio: “Uma andorinha só não faz verão”, oriundo de “uma andorinha só não faz primavera”. Frase do filósofo grego Aristóteles, no livro “Ética a Nicômano”. Uma só andorinha, busca outra e outras andorinhas para juntas fugirem do frio e alcançarem o almejado calor do verão. Em se tratando de seres humanos, podemos ainda acrescentar