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Hoje é dia de quê?


Seja feliz e siga em frente

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Porque dar ouvidos a arenga do desânimo e escutar os condicionamentos das adversidades? Porque cair nas tocaias da vaidade e do orgulho ou se embriagar nas miragens do egoísmo? Porque estagnar em dogmatismos pueris, “certezas” incertas ou movediças “convicções”? Se a má vontade e a preguiça ficam a espreitar, se a inveja e a traição armam infame bote. Porque não alçar voo acima dos rasteiros intentos? Porque complicar o simples, se entorpecendo de preconceito, presunção e egocentrismo? Porque entulhar a brevidade do existir, com “urgentes” inutilidades, detritos emocionais e tantas fictícias “necessidades”.

Felicidade e as estações da vida

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Tem tempos em que tudo parece favorável, a vida sorri e uma energia boa nos impulsiona para frente num grande verão existencial. Há épocas coloridas, floridas, de plena poesia primaveril. Mas, em certos momentos outonais, avida cai num mormaço, uma pasmaceira doentia, esterilizante… De repente tudo desanda e um tempestuoso inverno desaba sobre nossa cabeça, parecendo eternizar desventuras. Assim, vão se intercalando ciclos de nossa vida, como uma paráfrase das estações climáticas, mas, sem a ordem determinada pelo movimento de translação da Terra, as “estações” da vida se alternam aleatoriamente, sem sequência lógica, previsibilidade; mesclando, “sorteando” sorrisos, lágrimas, alegrias, sofrimentos, sucessos, quedas…

Não há pulso, não há fluxo...

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Mata a mata, desmata sem dó. “Morrentes" nascentes, terra a secar; seca, pó, extingue o cio do chão. Não há pulso, não há fluxo…

Moinho da vida, mó do tempo

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Vida, moinho que gira. Tempo, a sua mó. Estilhaça e mói, desgasta, dói, tritura, corrói, converte, reverte; mistura, refina, amassa, afina, processa, transforma,

Aposentadoria póstuma. Uma reforma de morrer

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Quando político diz uma coisa, na realidade, ele quer dizer algo muito diferente. Em bom politiquês: Verdade é mentira, honesto é desonesto, suruba é culto religioso, doação de campanha pode significar lavagem de dinheiro… Portanto, “reforma previdenciária, bem traduzido,”, é o eufemismo politicamente correto para dizer que o trabalhador só vai se aposentar depois de morto! É o projeto post mortem que bem pode ser chamado de: Sacana - Serviço de assistência ao cidadão aposentado no além. Vai funcionar mais ou menos assim: O pobre trabalhador que não teve estudo que prestasse, que não tem assistência médica adequada, mora mal, muitas vezes nem tem saneamento básico… Terá que se virar para tentar sobreviver até os 65 anos, após contribuir desde a adolescência com a previdência. Assim, já com um pé (ou os dois) na cova, ele estará habilitado para gozar sua aposentadoria por tempo para a morte. Seu benefício será convertido em “Bônus-Hora” pela cotação do dia do pagamento e estará sujei...

Salvador. A sempre “Cidade da Bahia”

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Proverbial Cidade do Salvador, encanto de Todos os Santos, encontro de todos os credos. Miscigenada por essência, brasileira terra afro-lusitana; morena mátria da pátria, capital primeira, recanto primaz do Brasil. Pictórica e arquitetônica, sinfônica e popular; tempero, dendê e dengo, “dim dom dom” de berimbau.

O assédio de Cassandra e a queda de Troia

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Quem pensa que assédio é alguma novidade, está enormemente enganado. Na antiguidade, esse “jogo” de dominação, rolava de A a Z, ou melhor, de Apolo a Zeus. As aventuras e estrepolias de Zeus, o “altíssimo pegador” do Olimpo, são famosas, contadas em prosa, verso e machismo. Entre outros tantos, Apolo também aprontou. A mitologia grega, até parece delação da “Lava Jato”, compromete “deuses” e o mundo. Mas, vamos ao que interessa: Os irmãos gêmeos, Cassandra e Heleno, filhos do rei Príamo e da rainha Hécuba de Troia, brincavam no Templo de Apolo. Sem se dar conta do tempo, as crianças brincaram até tarde demais para voltarem para casa e ali mesmo foram acomodadas. No dia seguinte, os dois ainda dormiam, quando, aterrorizada, sua ama, flagrou duas serpentes passando as línguas por suas orelhas. Ilesas, as crianças desenvolveram uma sensível audição que lhes permitia ouvir os deuses. Cassandra cresceu formosa, devota servidora de Apolo. Tão dedicada que provocou a paixão do “deu...

Naturais lições

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Natureza a ensinar: Tudo tem um tempo certo. O homem incerto, intenta da lição declinar. Tem tempo de calor e de frio, florir ou frutar; abstinência e cio, arribar ou ficar. Tempo de enchente ou vazante, chuva e estio; cheia ou minguante, fome ou fastio. Plantar e colher, viver e morrer; tempo de chegar e de partir, de vir, de ir. Tempo de crepúsculo e de alvorada, escassez e fartança, quietude ou revoada, falta ou bastança. Colorir, descolorir, folhar, desfolhar, apagar e reluzir, hibernar, despertar. Tempo de mudar tudo! De deixar como está; germinar e brotar, verdecer e maturar, insistir ou desistir, afrontar ou se entregar. Assim a translação das estações, rotação dos dias, fluxo, refluxo, ciclos, reciclos. Vida que ensina, existir que se afirma, homem que se nega a aceitar. Sobrevive em casulos estéreis, em suas florestas de concreto e asfalto; zumbis débeis, respirando, dos hidrocarbonetos o flato. Ruminando:

Carnaval... Já é ano novo! Shalom! Salam-aleikum! Namastê! ...

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No Brasil, ano novo não é questão de calendário, é coisa de ponto de vista; tem quem acredite em um de janeiro, mas tudo acontece mesmo é depois das cinzas do carnaval. Um chão cinza coberto de confetes e serpentinas coloridas, com um grande desenho esbranquiçado de um relógio ao fundo (como se fosse feito com pó ou giz). Em primeiro plano há duas máscaras de festa no estilo carnaval/baile de máscaras, com detalhes brilhantes e penas escuras (uma tem um toque de pena vermelha). Entre elas e ao redor aparecem restos de festa: serpentinas, confetes, uma bexiga amarela murcha e pedaços de material rasgado, dando a sensação de que a comemoração acabou e ficou a bagunça. - Imagem do Gemini, descrição baseada no Be My Eyes. Essa postagem fez parte da inspiração para o seguinte vídeo: p>Passada a febre consumista do fim de ano, onde o coadjuvante Noel tem se apropriado mais e mais do protagonismo da natividade; atravessada a pasmaceira, intermezzo compulsório dos janeiros. Pa...

Pinóquio, a pós-verdade e a “verdade” alternativa

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Nesses tempos da mais absoluta inversão de valores, onde os “desvalores” é que valem. A mentira foi suprimida, não existem inverdades ou coisas do tipo. A verdade se relativizou de vez, o que conta é a versão da “verdade” e não a dita cuja, é a tal da “pós-verdade”, sacramentada pela “Oxford Dictionaries“ e/ou a “verdade alternativa”, que adequa tudo aos interesses e conveniências de quem diz. Aliás, o que já vem sendo feito de a muito, pelos padrões do “politicamente correto”, que, abusando de eufemismos, intenta customizar a realidade, para vender uma irrealidade, digamos, mais palatável.

Dânae. Se tiver de ser, será

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Se você não se controla, seu descontrole te “controlará”. Sem um rumo para sua vida nem objetivo para seu viver, qualquer caminho é caminho, qualquer lugar é lugar e qualquer coisa é alguma coisa. É certo que o destino, não obedece de todo a um determinismo absoluto, afinal, diariamente escrevemos e reescrevemos nosso desiderato, através de nossas atitudes e escolhas. Contudo, vivemos a tropeçar no imponderável, colidir com o inevitável, o imprevisível pode se por a um passo, um segundo, um átimo… Coisas que fogem ao nosso controle, transcendem à vontade... Para as quais, profecias e premunições se revelam inúteis. Ante o que “está escrito”, o que tiver de ser, será. Desgostoso por lhe faltar um herdeiro homem, Acrísio rei de Argos, consultou um oráculo, que lhe previu a morte pelas mãos de seu neto, filho de Dânae, sua filha. Desesperado, o rei mandou trancafiar a jovem e virgem princesa, num inexpugnável cativeiro de bronze, protegido pelos mais confiáveis guardas do reino, para ...

Dinheiro, money, dinero, argent, dinaro...

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“Dinheiro não traz felicidade”, acerta o ditado popular. Mas, troçando com a verdade; paga pra mandar buscar. Tem mulher de bolsa bacana: Dolce & Gabbana, Louis Vuitton e Prada. Mas, na bolsa falta grana; pose, é mesmo uma praga! Dinheiro que farta ostenta, faz perder a noção. Dinheiro que falta apoquenta, é de perder a razão. “Dinheiro público não tem dono”, pensa o político ladrão. Do erário faz seu abono, corrupto, mete a mão. Para rico nada falta, para o pobre farta faltar. Rico leva a vida na flauta, pobre num parônimo dançar.

A Sabedoria, a Ética e a Verdade

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Atraídas pelos clamores de mudanças na política e combate a corrupção. A Ética e a Verdade desceram ao Brasil, esperando serem acolhidas e reverenciadas, mas, para enorme surpresa delas, ambas foram rechaçadas e desprezadas. Voltando à dimensão onde residem as virtudes, foram se aconselhar com a Sabedoria, que com um sorriso compreensivo lhes falou: - Muitos rogam por ética e verdade, mas uma ética e verdade próprias, particulares; moldadas, adequadas às conveniências de cada um. Para tais criaturas, a Ética e a Verdade propriamente ditas, lhes são incômodas, pois, como espelhos, denunciam, revelam a realidade de cada qual, desnudando a hipocrisia de quem vive de dedo em riste, julgando e condenando levianamente. Sempre com o dedo indicador apontado como uma arma, pronta para disparar, porém, deliberadamente, ignorando o dedo médio, o anelar e o mínimo que se voltam para a culatra de onde costumam sair desastrados tiros.

Bem-te-vi, bem te ouvi

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Toda manhã, lá pelas cinco horas e alguns minutos, o trissilábico e onomatopeico canto dos bem-te-vis, vem por cá nos encantar. Daqui e dali, de lá, acolá… Um canta, outro responde, parecem conversar, um versar com de chamar a atenção. Tem um, talvez, mais preguiçoso, que omite o bem e só canta o te vi, outro canta uma carretilha de bem te vis e ainda um outro, fica otempo todo só no: Vi, vi,vi, vi…

Voz e violão

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Artista iniciante, cantante menestrel. De bar em bar, nos braços da noite, na contramão do açoite; vai tocando a vida, sai cantando a lida; faz da arte profissão.

Onipresente celular

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No começo só um móvel telefone, mas, estrelou, mudou de nome, cresceu, meteu-se a besta; afamou-se smartfone. Está por toda parte, já não há quem dele aparte e reclamar não adianta! Está no almoço, café e janta; chega de Facebook e Whatsapp, Instagram ou qualquer app. Está na aula e no casório, no motel ou no velório; no berço do bebê e no beber do bar, na novena e na novela, na jogada de trivela, no improvável ele está! No banheiro, no chuveiro, onde nem se possa imaginar. Não tem mercado nem nicho, se espalhou feito feitiço, eita troço popular!

Alice, Pollyanna no país de Maria Antonieta

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Não, não é a França, conto infanto-juvenil, nem enredo de escola de samba. É a surrealidade brasileira, onde o errado costuma ser o certo, o pretenso certo, incerto e indefinido. Onde a verdade é desimportante e a realidade relativa. Desmentido, desmoronado o castelo de cartas do “País das maravilhas”, destronada a rainha aloprada, seus súditos/devotos, persistem, insistem na ladainha de Chapeleiro louco, na arenga esquizofrênica do coelho branco que se repete, repete, repete… Repetem velhos bordões e bravatas, repetem desordenadas “palavras de ordem”, repetem, repetem, repetem… Será para virar verdade?! Ou para se autoconvencerem? Só Joseph Goebbels para explicar. Aliás, só mesmo o marqueteiro nazista para justificar o que aconteceu e acontece em nossa politicagem. Ideologias confusas e exóticas ao modo do Gato de Cheshire, aparecendo e desaparecendo conforme a conveniência de seu enigmático e desmedido sorrir. Feito os jegues, quando podiam desfilar na lavagem do Bonfim, políticos ...

Maresia

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Dorme a poesia, deserta o riso, abdica o querer. Vaga entre as vagas o silêncio das naus; errantes, penitentes… Na praia… Crepúsculo nos meus olhos, murmúrio da rebentação calando o dia. Na areia, pegadas, rabiscos que o mar vem devorar. Melancólica maresia…